Compósitos

Plástico na medicina: Das seringas às próteses, polímeros e compósitos conquistam mais aplicações

Jose Paulo Sant Anna
4 de novembro de 2014
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    Selecionada a matéria-prima, alguns cuidados são recomendados na linha de produção. Para o processamento correto, a especificação do equipamento deve considerar a qualidade do aço usado em componentes da máquina e o molde precisa ser construído com a matéria-prima mais indicada e, muitas vezes, contar com sistema de aquecimento a óleo. São imprescindíveis cuidados como a secagem efetiva da resina antes do processamento, para se chegar a peças com bom acabamento superficial e livres de tensões internas.

    De acordo com Mônica, os polímeros de alto desempenho para a área de saúde da Solvay podem ser divididos em três categorias: alto desempenho, ultrapolímeros e biomateriais. Na área dos de alto desempenho se encontram os das marcas Radel PPSU (polifenilsulfona), com excelente resistência mecânica e química e temperatura de deflexão sob carga padronizada de 264 psi (HDT) de 207ºC, indicado para instrumentos e peças ortopédicas, caixas esterilizáveis, conectores e outros; Udel PSU (polisulfona), polímero com HDT de 174°C, alta resistência mecânica, boa resistência química e excelente estabilidade dimensional quando exposto ao vapor e agentes oxidantes, usado na confecção de conectores, jarros e peças médico-hospitalares, instrumentos para odontologia e membranas para hemodiálise; Ixef PARA (poliarilamida), que combina excelente resistência e rigidez com excepcional acabamento de superfície, podendo ser usado na confecção de peças de paredes muito finas, com aplicações em instrumentos e peças ortopédicas, peças médico-hospitalares e instrumentos para odontologia.

    Entre os ultrapolímeros, o Ketaspire PEEK (poliéter-éter-cetona) é um dos plásticos com maior resistência química disponíveis no mercado. Também conta com excelente resistência mecânica, rigidez, resistência à fadiga e HDT até 315 °C. “Existem as opções reforçadas com fibra de vidro e fibra de carbono, com ampla gama de aplicações”, informa. A família Avaspire PAEK (poliaril-éter-cetona) tem propriedades entre o PPSU e o PEEK, enquanto a Primospire SRP (polifenileno autoreforçado) é o mais duro e mais forte termoplástico sem carga disponível no mercado, voltado para a produção de instrumentos e peças ortopédicas, conectores e peças médico-hospitalares, entre outras.

    A linha de biomateriais Solviva é o lançamento mais recente da empresa no Brasil. É composta por produtos utilizados em dispositivos médicos implantáveis com exposições prolongadas ou permanentes. Esses materiais são candidatos para implantes no corpo humano e dispositivos que estarão em contato com fluidos corporais ou tecidos por mais de 24 horas. Entre as aplicações recomendadas se encontram espaçadores de coluna, sistemas de ancoragem do miocárdio, válvulas para controle de fluído hidrocefálico e cateteres infusão de fármacos.

    A linha Solviva conta com produtos com as marcas Zeniva PEEK; Veriva PPSU; Eviva PSU, e Proniva SRP. Além da biocompatibilidade e das elevadas propriedades químicas, térmicas e mecânicas, estes materiais oferecem alta resistência à fadiga, módulo semelhante ao osso (especificamente o Zeniva PEEK), propriedades isolantes e são transparentes aos raios X.

    A produção dos polímeros para a área médica da Solvay está concentrada nos Estados Unidos, onde estão são feitos investimentos constantes para a ampliação das capacidades das fábricas. “O Brasil ainda não tem escala suficiente para se investir na produção desses polímeros especiais”, afirmou.

    Policarbonatos – A Bayer MaterialScience, por meio de sua unidade de negócios Policarbonatos, fornece diferentes formulações para a indústria médica, desenvolvidas nos centros de pesquisa e desenvolvimento mantidos em vários países. As matérias-primas fornecidas pela Bayer são transformadas por injeção. Entre os materiais, os da linha Makrolon, formada por diferentes grades de policarbonato; a linha Apec, de copolímeros de policarbonato; e as blendas de policarbonato e ABS Bayblend. Esses materiais podem ser usados em equipamentos como oxigenadores, filtros, válvulas, em partes de incubadoras, sistemas de centrifugação e infusão, inaladoras e em outras aplicações.

    O lançamento mais recente é o Bayblend 850 XF, blenda de PC e ABS com combinação de resistência térmica, dureza, estabilidade dimensional e excelentes propriedades de processamento. O material é opaco, mas pode ser disponibilizado em sua cor natural e também em uma variedade de tonalidades. “Entre suas principais áreas de aplicação estão os sistemas de dosagem de medicamentos, como dispositivos de insulina e aparelhos de inalação”, explica Luis Carlos Sohler, chefe da unidade de negócios Policarbonatos para a América Latina.



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    2 Comentários


    1. Sarah Ribeiro

      Gostaria de ser informada quais são os polímeros.


    2. Sarah Ribeiro

      Gostaria de ser informada com clareza quais polímeros se usa na medicina.
      Grata pela atenção.



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