Plástico na construção – Sistemas construtivos de PVC e de termofixo propõem vantagens técnicas e financeiras para vencer o déficit habitacional brasileiro

Hora de decolar – Até o final do ano passado, a MVC produziu 30 mil m², considerando a área construída. O Brasil consumiu apenas 4 mil m² desse volume, destinado, em especial, a construções no Rio Grande do Sul, estado bastante exigente por questões climáticas, e já conhecedor de sistemas do gênero. Também foram instaladas algumas casas em Curitiba-PR e no interior de São Paulo, além dos postos de serviço da Gol Linhas Aéreas, espalhados pelo país. O uso do sistema da MVC no mercado nacional tem crescido, em particular, em projetos habitacionais no interior do país, informa Lima.

Só em 2007, a empresa comercializou quase 20 mil m². Neste ano, os negócios caminham igualmente bem. Até março, a MVC tinha contratado 20 mil m². “Em apenas três meses já produzimos volume igual ao de 2007 inteiro”, comemora Lima. A fabricante comercializa o sistema completo ou apenas os painéis. A capacidade instalada é de 10 mil m² de área construída por mês.

A viabilidade econômica dessas construções em projetos padronizados requer um mínimo de 800 m². Para casas, as medidas estabelecidas são de 42 m², 63 m², 72 m², 98 m² até 300 m². Para alojamentos ou kits emergenciais, 22 m², 30 m² e 36 m². A empresa também atende projetos especiais (medidas fora do padrão), mas só acima de 42 m² e um mínimo de 50 unidades.

Considerando apenas o sistema Wall System, sem o terreno, seu custo varia em torno de R$ 650 a R$ 750 o m² e inclui a montagem completa com base e fundação. Com o terreno, esse valor sobe para algo ao redor de R$ 800 a R$ 900, de acordo com a região a ser instalado. O sistema construtivo baseado em compósitos, porém, está limitado a construções de dois andares. Acima disso, a edificação perde competitividade.

Embora seu trabalho ainda seja mais reconhecido no exterior, Lima vê com bons olhos o potencial brasileiro. As expectativas são promissoras, mas a médio prazo – o tempo necessário para vencer a cultura ainda enraizada na construção tradicional.

Os métodos alternativos de edificação, com termoplástico ou termofixo, prometem revirar o mercado de construção civil brasileiro. Em ambos os casos, seus empreendedores apostam em ocupar um bom lugar ao sol. Afinal, o sistema convencional só já não basta para atender à demanda no ritmo acelerado exigido para suprir à imensa necessidade do mercado. E se existe um momento mais propício, a hora é essa.

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O bom desempenho da construção civil favorece, como nenhuma outra resina, o PVC, de longe o líder em aplicações nessa indústria que, sozinha, responde por algo em torno de 65% do consumo nacional do termoplástico, a maior parte (43%, no ano passado) destinada à produção de tubos e conexões, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast).

Reerguido junto com seu principal mercado, o policloreto de vinila também entra em um período de bonança. Além dos tubos e conexões, a resina compõe diversos itens de uso consolidado, como revestimentos de fios e cabos, pisos, portas sanfonadas, divisórias, forros, fôrmas de concreto, entre tantos outros itens. Após anos de desenvolvimento de mercado, o polímero ganha terreno também nos perfilados para janelas, em substituição à madeira e ao alumínio. “A vocação do PVC é a construção civil. A resina proporciona longo ciclo de vida aos produtos e concorre com os mais diversos materiais, em todos os segmentos relacionados a esse setor”, justifica Miguel Bahiense Neto, diretor-executivo do Instituto do PVC.

Lastreado na construção civil, ele prevê para o mercado de PVC crescimentos entre 6% e 7% em 2008 e em 2009, repetindo o desempenho do ano passado. Os projetos associados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, a curto e médio prazos, e as obras de infra-estrutura necessárias para o país sediar a Copa Mundial de Futebol em 2014 – hotéis, reformas em aeroportos e estádios, entre outras – sustentam as projeções. “O marco regulatório do setor sinaliza o crescimento do PVC no longo prazo”, declara. Ele se refere à lei, ainda a ser regulamentada, que deverá reger o saneamento básico – outra mola propulsora da resina.

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3 Comentários

  1. ESSE PRODUTO PARA FAZER PAREDE DE CONCRETO COM PVC, GOSTARIA DE SABER O PREÇO POR METRO E A ESPESSURA QUE FICARÁ A PAREDE.

  2. Gostei do modelo da casa . Gostaria de saber se fazem casa,no sul do este do Paraná .
    se deixa pronta . vejo comentar sobre casas de baixo custo . mais não encontro quem faz casas . Essa casa deve ser limpa não possui muita sujeira .

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