Plástico na construção – Sistemas construtivos de PVC e de termofixo propõem vantagens técnicas e financeiras para vencer o déficit habitacional brasileiro

Plástico Moderno, Carlos Torres, diretor-geral da unidade brasileira, Plástico na construção - Sistemas construtivos de PVC e de termofixo propõem vantagens técnicas e financeiras para vencer o déficit habitacional brasileiro
Torres prevê a realização de bons negócios neste ano

Nos cálculos dele, para uma casa popular, com cerca de 36 m² de área, o kit de PVC das paredes e marcos de portas e janelas equivalem a aproximadamente 750 kg de resina. O custo gira em torno de R$ 500,00 o m², para a casa pronta.

A planta industrial da Royal, situada em Buenos Aires, Argentina, responsável por abastecer o Brasil, entre outros mercados, dispõe de uma capacidade aproximada de mil unidades de kits de casas do tipo popular (36 m² de área) por mês.

O diretor prevê o deslanche nas vendas em 2008: “A perspectiva de negócios neste ano é muito boa, pelo crescimento da demanda de tecnologias industrializadas para resolver a problemática da habitação popular”, comemora Torres.

O bom momento da construção civil brasileira suscita a hipótese de a Royal construir uma fábrica do gênero no Brasil, mas o seu diretor só vê a possibilidade de isso ocorrer no médio prazo. O sinal verde deve se acender quando a empresa consolidar uma demanda local mínima e contínua. Além disso, condiciona o fato à obtenção de condições vantajosas nas regiões com possibilidades de sediar a futura planta industrial e à consolidação de parcerias estratégicas com empresas locais para o investimento.

Plástico Moderno, Plástico na construção - Sistemas construtivos de PVC e de termofixo propõem vantagens técnicas e financeiras para vencer o déficit habitacional brasileiro
CasaPrática emprega estrutura sanduíche nas paredes

Laminado termofixo – O sistema construtivo Wall System, projetado pela MVC Componentes Plásticos Ltda., empresa de São José dos Pinhais-PR, ligada ao grupo Marcopolo, dispensa concreto. A sustentação é metálica (o esqueleto é de aço), enquanto as paredes são constituídas por uma estrutura sanduíche, formada por três lâminas: uma de compósito (resina ortoftálica aditivada e reforçada com  fibra de vidro), um núcleo e outra de compósito. O núcleo tem na composição poliestireno expandido específico para uso na construção civil, fibras de vidro especiais e gesso. Os painéis revestem a estrutura metálica, formando as paredes internas, externas e o forro. A espessura da parede das casas é de 96 mm.

Além da alta resistência mecânica e química, do isolamento térmico e acústico (garantido pela presença do poliestireno expandido), essas placas possuem características auto-extinguíveis e de baixa emissão de fumaça, em caso de incêndio. Elaborados na MVC por processo automatizado de laminação contínua, os painéis podem sair da fábrica já coloridos, com pigmentação na resina ou em gel coat (acabamento).

Mentor do projeto, batizado de CasaPrática, Gilmar Lima, gerente-geral da MVC, enumera diversas vantagens do sistema: é modular, elimina desperdícios, possibilita uma montagem rápida, dispensa o uso de ferramenta pesada (porém, requer profissional especializado) e pintura. Quanto à durabilidade, a MVC assegura dez anos de garantia para o sistema e o dobro para suas paredes.

Plástico Moderno, Gilmar Lima, gerente-geral da MVC, Plástico na construção - Sistemas construtivos de PVC e de termofixo propõem vantagens técnicas e financeiras para vencer o déficit habitacional brasileiro
Lima entrou no setor para gerar maior valor agregado

Quando idealizou o projeto, Lima tinha em mente traçar uma estratégia para abrir nova área de atuação para os compósitos de alto desempenho produzidos pela empresa e bem conhecidos do setor automotivo. “A idéia era entrar na construção civil com um produto diferenciado, que gerasse valor agregado.” Segundo o gerente-geral, o objetivo inicial era o de desenvolver um produto capaz de atender à população de baixa renda e combater o déficit habitacional brasileiro.

O primeiro ano, 2003, foi dedicado ao estudo e definição dos materiais, com base na norma brasileira que rege a construção civil. O projeto deslanchou primeiro com a parceira tecnológica da MVC, a francesa Pôle Platurgie, que colaborou na formulação do composto. “Uma parte da tecnologia foi desenvolvida internamente na MVC e outra em conjunto com o centro de tecnologia francês e os fornecedores”, conta Lima.

Depois vieram os ensaios: a Universidade Federal de Minas Gerais respondeu pelos cálculos estruturais; o Instituto de Pesquisas Tecnológicas se encarregou dos testes de resistências à carga, ao impacto, colapso ao fogo e outros; e a Universidade Santa Maria analisou a isolação térmica e acústica. O resultado, na opinião de Lima, foi um produto com características superiores à alvenaria convencional. As partes hidráulicas e elétricas são definidas no projeto, integradas à parede.

O sistema consumiu mais um ano para obter a homologação. Só em 2005 a MVC conseguiu lançá-lo comercialmente, mas enfrentou forte preconceito. Consciente de que o mercado brasileiro seria um desafio, um processo lento de desenvolvimento, Lima lembra ter ouvido muito: “Casa de plástico? Pode cair……” Desde seu início até hoje, a CasaPrática absorveu investimentos da ordem de US$ 10 milhões.

Plástico Moderno, Plástico na construção - Sistemas construtivos de PVC e de termofixo propõem vantagens técnicas e financeiras para vencer o déficit habitacional brasileiro

Os sistemas, no entanto, não constituíam novidade no mercado externo, que considerou de alta performance o produto oferecido pela MVC. Primeiro país a apostar nessas construções, Angola constitui hoje um mercado consolidado e comprador sistemático, por intermédio de diversas construtoras parceiras. Além de casas de variados tamanhos (até de 100 m²), aquele país levantou também postos de saúde e escolas. “Uma escola de 1.500 m² foi construída em 38 dias e outra de 6.000 m², em 75 dias”, ressalta Lima. Depois de Angola, o sistema foi bem recebido na Venezuela, onde a empresa conta atualmente com um parceiro local.

Segundo o gerente-geral da MVC, Moçambique constitui outro país que consome um volume interessante das unidades de plástico reforçado e apresenta uma velocidade rápida de crescimento. O fabricante do sistema construiu 36 unidades no país africano. O conjunto foi montado em tempo recorde de 35 dias. A meta, agora – informa Lima –, é consolidar a fábrica e ter volume capaz de dar retorno ao investimento realizado.

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3 Comentários

  1. ESSE PRODUTO PARA FAZER PAREDE DE CONCRETO COM PVC, GOSTARIA DE SABER O PREÇO POR METRO E A ESPESSURA QUE FICARÁ A PAREDE.

  2. Gostei do modelo da casa . Gostaria de saber se fazem casa,no sul do este do Paraná .
    se deixa pronta . vejo comentar sobre casas de baixo custo . mais não encontro quem faz casas . Essa casa deve ser limpa não possui muita sujeira .

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