Injetoras – Cresce procura por máquinas para fabricar peças multicores

De acordo com o dirigente, a iniciativa de investir na injeção bicolor se deveu ao fato de a tecnologia estar começando a ganhar força no Brasil. “Empresas do setor automotivo, de linha branca e de embalagens e, em especial, de cosméticos estão intensificando os pedidos”, revela. Até pouco tempo, esses moldes eram todos feitos no exterior. “Sempre procuramos nos inovar, buscamos um diferencial perante os concorrentes. Por isso, há três anos resolvemos investir em estudos e pesquisas para nos capacitarmos para esse mercado”, conta.

Para por em prática a estratégia, a Btomec contratou a assessoria de uma ferramentaria alemã. O acordo foi necessário para capacitar os profissionais da empresa, fazer com que eles começassem a ter contato com diferenciais da construção dessas ferramentas. “Esses projetos apresentam dificuldades singulares, exigem engenharia especial. A necessidade de ajustes muito bem sintonizados nos sistemas de fechamento é um exemplo”, revela o diretor. Em tempo: a ferramentaria já fabricou um molde do gênero. “Ele está instalado no cliente e em pleno funcionamento”, orgulha-se.

Para Tiergarten, o fato de ser uma das poucas empresas do mercado a dominar a técnica é muito positivo. Por isso, os investimentos na capacitação devem prosseguir. Um novo e importante passo nesse sentido foi dado recentemente. “Nós adquirimos uma injetora com três unidades de injeção, capacitada para a adoção de uma quarta, para aprofundar nossas pesquisas”, revela. A máquina será instalada no parque industrial da empresa em algumas semanas e ajudará os técnicos da Btomec a adquirir experiência com trabalhos do gênero. “Espero que as empresas brasileiras continuem a acreditar em situações novas, procurem embelezar suas embalagens e tornem seus produtos mais eficazes”, analisa.

Máquinas nacionais – A Romi, fabricante nacional líder na venda de injetoras, participa desse mercado. E a perspectiva do nicho, para a direção da empresa, é positiva. “A injeção de bicolores ou multicomponentes é um caminho que está se abrindo cada vez mais no processo de injeção”, avalia Hermes Lago, diretor de comercialização de máquinas. Os segmentos automotivo, eletroeletrônico e de utilidades domésticas são os destaques, de acordo com o executivo.

Para Lago, exemplos de aplicação vêm da indústria automotiva. A indústria de autopeças aproveita o processo muitas vezes para unir material plástico mais rígido com elastômero. O diretor também se lembra da utilização da técnica em conjuntos ópticos, caso das lanternas traseiras. As lanternas talvez sejam os únicos exemplos de aplicação onde são utilizadas três cores no Brasil.

A fabricante de injetoras tem uma linha completa de máquinas multicomponentes. A linha de equipamentos Primax R, dotada com dez modelos com forças de fechamento de 150 a 1.500 toneladas, permite a inserção de uma ou duas unidades secundárias. Nos modelos da série Primax DP, com 1.300 e 1.500 toneladas de força de fechamento, é possível acoplar uma ou mais unidades secundárias. Estas podem ser posicionadas em paralelo, de forma transversal ou vertical em relação ao cilindro de injeção. “As máquinas Primax DP atendem às necessidades dos transformadores deste segmento”, ressalta o diretor.

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Piazzo: procura está em alta nos últimos dois anos

Máquinas importadas – Para os importadores de injetoras, o mercado de máquinas multicomponentes vem apresentando aquecimento moderado nos últimos anos. Nada muito expressivo. Entre os mais otimistas se encontram os representantes brasileiros do grupo Milacron. Hercules Piazzo, gerente-comercial do escritório local da multinacional, acredita no bom potencial desse nicho pela necessidade dos clientes de alguns segmentos econômicos de usar artifícios diferenciados para atrair os consumidores. “De dois anos para cá, temos sido mais procurados por fornecedores de peças, em especial por fabricantes de tampas para embalagens de cosméticos e produtos de higiene pessoal”, revela.

Para os interessados, a empresa fornece as máquinas da série K-TEC, composta por modelos de 40 a 450 toneladas de força de fechamento. Elas podem ser compradas com unidades de injeção que permitem o uso simultâneo de duas até seis cores. “No Brasil, as consultas são sempre sobre equipamentos de duas cores”, ressalta o gerente. As injetoras levam a marca Ferromatik-Milacron. “Em 1993, a Milacron adquiriu a fábrica alemã Ferromatic”, justifica.

Os modelos da empresa para operações multicores são oferecidos com tecnologia hidráulica ou híbrida. “O comando é diferenciado, conta com softwares capazes de realizar as regulagens necessárias nas diferentes unidades de injeção”, explica. Para facilitar a vida dos clientes, a Milacron prepara pacotes nos quais podem ser incluídos os moldes necessários para a fabricação das peças. “Eles são produzidos pela ferramentaria alemã Foboha”, diz. Se for o caso, também projeta e fornece, com a ajuda de parceiros, os equipamentos necessários para a automação.

Marcos Cardenal, engenheiro de vendas da fabricante de injetoras alemã Battenfeld, mostra otimismo moderado em relação a esse mercado. Para ele, as consultas não têm crescido de forma significativa. “Nos dois últimos anos antes da crise, eu diria que a procura por esses equipamentos estava crescendo 15% ao ano. O ano passado não foi bom”, revela. A empresa vendeu algumas unidades para aplicações altamente técnicas. “Nossos clientes são fornecedores de peças para a indústria automotiva e de eletroeletrônicos”, relata.

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