Plástico Moderno apresenta Especial Plástico no Sul

Região se apresenta como a segunda maior do país em número de empresas do setor

A Região Sul do Brasil conta com moderno parque de transformação de plásticos e apresenta grande potencial de crescimento.

Isso se explica pela disponibilidade de resinas, garantida pela existência do polo petroquímico de Triunfo-RS, associada à elevada qualificação de mão-de-obra e escolarização em geral, sem falar na boa infraestrutura de transportes e da proximidade com centros consumidores de transformados no Brasil e na América do Sul.

Essas características também foram avaliadas por clientes, a exemplo das montadoras de automóveis que lá instalaram fábricas com tecnologia atualizada, requerendo fornecedores regionais de autopeças, sem mencionar a ampla produção de embalagens plásticas rígidas e flexíveis. A histórica atividade do setor calçadista também motiva a investir na fabricação de transformados plásticos.

Nesse cenário, a região se apresenta como a segunda maior do país em número de empresas do setor instaladas (3.114, em 2018) e no volume de empregos diretos (88.969, em 2019).

Os dados foram levantados em fontes oficiais (Rais, Caged e IBGE) pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e publicados no seu Perfil 2019.

Esses números indicam que, somados, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul abrigam 28,3% das indústrias de transformação de plásticos e 28,2% da força de trabalho setorial no país.

Esses estados aparecem no ranking nacional logo abaixo de São Paulo, ocupando as três posições seguintes, acima de Minas Gerais.

Plástico Moderno solicitou aos sindicatos empresariais do setor (Sinplast-RS, Simplás e Simpesc) uma visão geral dessa indústria em suas áreas de atuação, apontando a estrutura produtiva existente, a qualificação tecnológica e laboral, as possibilidades de integração com centros de pesquisas, bem como os desafios que se apresentam para o avanço do setor, de modo a oferecer aos leitores uma oportunidade de abrir horizontes, encontrando novas possibilidades de suprimentos e até de investimentos na cadeia dos plásticos.

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Sinplast – RS: Sempre fomos e seremos essenciais

De olho no presente e atuando pela transformação do futuro.

Esse é o perfil da indústria de transformação dos plásticos no Rio Grande do Sul, que atualmente soma 1.230 indústrias que geram 27.600 empregos diretos, segundo dados da Abiplast.

“Destaco sempre que somos essenciais, palavra que virou até clichê nesse momento de pandemia. Nossos negócios estão aí para auxiliar as pessoas no seu dia a dia, trazer conforto, praticidade, proteção, além de serem cruciais no transporte”, destaca Gerson Haas, presidente do Sinplast – RS – Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (www.sinplast.org.br).

O plástico e sua utilização têm sofrido constantes ataques por parte da sociedade, dos governantes, de formadores de opinião, além de ser alvo das Fake News, disseminando conteúdos e informações equivocadas sobre o material.

As indústrias do Rio Grande do Sul, por meio de seus sindicatos patronais, estão em constante alerta e lideram iniciativas que desmistifiquem essa imagem e promovam um diálogo único e consistente que esclareça esses pontos junto às comunidades e mostre, na prática, a vida no dia a dia com o plástico e seus benefícios.

“É preciso compartilhar conhecimento, promover a educação. Somente assim conseguiremos mudar crenças”, analisa Haas.

Afinal, é possível imaginar hoje uma vida sem plástico?

É nesse ponto que o setor plástico gaúcho, também integrado às demais regiões do Brasil e até ao exterior, vem batendo. Se olharmos o uso do plástico pelos consumidores, podemos destacar diversas funções: no design de inúmeros produtos do nosso cotidiano, nas grandes inovações, inclusive àquelas atreladas à ciência.

A saúde é um exemplo, visto que avanços médicos se tornaram possíveis junto ao progresso da tecnologia. Enxertos de pele, próteses mecânicas e demais processos que dependem de impressões 3D são realidade graças ao plástico.

  • E neste cenário de pandemia?
  • Não é verdade que os descartáveis ganharam destaque na segurança de todos contra a contaminação pelo vírus?

Sem falar no agronegócio, na construção civil, no setor automotivo, no simples ato de ir e vir o plástico está presente.

“A indústria sabe que é essencial e trabalha pela inovação e evolução de seus produtos. Mas hoje, além disso, precisamos nadar contra a corrente e fazer a sociedade entender que sem o plástico não se vive e que é possível, sim, conciliarmos o bem-estar da vida humana com os cuidados com o meio ambiente. Basta repensar as atitudes e cada um fazer a sua parte”, enfatiza o presidente.

O perfil da indústria gaúcha

A região sul possui grande representatividade na indústria do plástico brasileira graças a alguns fatores que colocam o setor em destaque.

A começar pelo Polo Petroquímico de Triunfo, fundado na década de 1980 e que trouxe relevância econômica e estratégica para o Rio Grande do Sul – dados da Secretaria Estadual da Fazenda mostram que o índice de arrecadação de ICMS supera R$ 1 bilhão. Sem falar nos altos volumes de transformação de plástico produzidos no Rio Grande do Sul.

“Temos diversos perfis de empresas no Estado e algumas chegam a produzir 4 mil toneladas/mês”, analisa Gerson Haas.

No Rio Grande do Sul, o destaque fica para as indústrias de extrusão, seguido de injeção e sopro, que atendem o mercado nacional e internacional. “O maior consumo está concentrado nas empresas de extrusão que trabalham com produtos contínuos, como filmes plásticos, tubos, perfis, entre outros”, explica o presidente do Sinplast-RS.

Entre as indústrias filiadas ao sindicato, mais da metade estão concentradas na região dos Vales do Sinos e Paranhana como fornecedoras das indústrias calçadistas que, mesmo com a queda de produção do último ano, seguem entre as grandes exportadoras mundiais – em 2020, foram mais de 93 milhões de pares de calçados gaúchos destinados para o exterior.

“E o plástico está ali. Nos solados, nas fivelas…”, pondera Haas.

Já no sopro, mesmo em menor volume, a indústria do Rio Grande do Sul atende clientes, por exemplo, do setor alimentício (garrafas de suco, bombonas de água mineral, embalagens para ração animal), além da área farmacêutica e de cosméticos.

É possível destacar ainda a presença de grandes players mundiais no parque gaúcho, a exemplo da Polo Films, uma das maiores produtoras de filme BOPP do país, e a Évora (grupo gaúcho Petropar), um dos maiores produtores de tecido não-tecido (TNT) do mundo, muito presente na área médica e de proteção à vida e à saúde.

Segundo dados da Abiplast, a região Sul possui grande representatividade na indústria do plástico brasileira, abrigando cerca de 30% de todo o setor de transformação e reciclagem do plástico nacional.

“E é por isso que temos a missão de colaborar com a defesa do nosso setor. Mais uma vez eu digo: somos essenciais.

Nossos produtos são fundamentais para a evolução das comunidades. É preciso saber disso e como tratar isso. E isso se faz com educação”, destaca Haas.

Reciclagem é bandeira no RS

A indústria de reciclagem no Rio Grande do Sul conta hoje com 111 empresas, que geram cerca de 840 empregos diretos.

Parece um número tímido ainda diante da importância deste perfil de negócio, que a cada ano ganha mais força e representatividade quanto às estratégias do setor plástico para superar desafios e obter maior projeção (com imagem positiva).

É aí que entram questões relacionadas à gestão de resíduos pós-consumo, da economia circular do processo produtivo e a alta carga tributária aplicada ao setor, com poucos incentivos.

“E isso não é novidade. Podemos dizer que é chover no molhado inclusive. O Sinplast-RS já vem falando desse assunto há mais de 10 anos. Vimos algumas evoluções, mas ainda poucas diante do potencial do setor de reciclagem no Brasil”, explica o coordenador do Comitê Sinplast – RS de Reciclagem Luiz Henrique Hartmann, que também dirige anualmente no sindicato o Energiplast – Fórum Brasileiro de Reciclagem Energética com Ênfase em Plásticos.

O evento, já em dez edições, reúne em um dia de programação especialistas, autoridades governamentais e cases da área de economia circular, que apresentam projetos inovadores e novas tecnologias para a cadeia produtiva do plástico.

Na última edição, em 2019, as palavras cooperação e sustentabilidade foram chaves nos debates do evento, que teve como temática Plástico: vida & energia, trazendo a economia circular como a principal solução para uma efetiva reciclagem dos produtos plásticos.

Mapa da Região Sul - Plástico
Plástico no Sul – Mapa

 

Nesta edição do Energiplast, o presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho, já dizia que transmitir uma imagem positiva do plástico e de seus benefícios para a sociedade é um dos principais desafios que a indústria tem em mãos.

Conforme apresentado na ocasião, além das inúmeras utilidades da matéria-prima para a maior parte dos setores econômicos, o plástico é também um produto que melhor se encaixa na indústria 4.0.

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“Os produtos do futuro são feitos de plástico: drones, aeroespaciais, aviões, eletroeletrônicos, dentro desse novo mundo em que vão se incorporar essas novas tecnologias e em que estamos colocando internet nas coisas, o plástico é o tipo de produto que melhor atende a essas necessidades”, comentou Roriz no evento.

E aí entra a importância da implementação efetiva da Economia Circular, no caso de reciclados plásticos, e também da destinação correta para os resíduos não-recicláveis.

“Existe no Brasil uma grande corrente de pensamento que busca coibir a implantação de unidades de geração de energia dos resíduos não-recicláveis que são destinados aos aterros sanitários, por exemplo. A principal razão argumentada é de que estas unidades estariam tirando da cadeia de reciclagem mecânica os materiais recicláveis e, com isto, fazendo concorrência e até prejudicando a atividade dos catadores do país. É importante entender que junto aos aterros existe tecnologia que consegue separar automaticamente todos os itens recicláveis e que para a unidade de geração de energia somente devem ser destinados itens que realmente não terão condições de serem reciclados e muito menos à disposição de catadores”, explica Hartmann.

Ou seja, a indústria do plástico está totalmente imersa neste debate da reciclagem já que se trata de um material 100% reaproveitável.

“E há modalidades distintas para isso, além da mecânica, e hoje já existem tecnologias muito evoluídas. Para ampliar, é preciso a atitude do ser humano no descarte correto e o maior incentivo para esse que deveria ser o ‘novo normal. A indústria está aí, pronta para colocar a mão na massa”, diz Haas, destacando inclusive a realização do 4º Congresso Brasileiro do Plástico, que abordará no dia 8 de junho de 2021, no formato virtual, o tema da Economia Circular dos Plásticos.

O evento, realizado pelo Instituto SustenPlást, com apoio do Sinplast-RS desde sua primeira edição, está com inscrições abertas pelo site https://cbplastico.com.br.

Repense para evoluir como negócio e como sociedade

Já traçamos aqui alguns dos principais desafios do polo de transformação do plástico no Rio Grande do Sul e alguns caminhos que essa indústria vem traçando para evoluir, crescer e se tornar ainda mais competitiva no Brasil e no exterior.

Podemos dizer que “nos pampas” se trabalha unido para fortalecer e enfrentar os obstáculos que refletem todo o setor de maneira horizontal: competitividade produtiva em relação ao mercado internacional, Custo Brasil, acesso às matérias-primas, crédito, logística, tributos. “E ainda temos que defender a imagem do plástico diante dos nossos consumidores e governantes.

No Sinplast – RS, pregamos o otimismo e auxiliamos nossas indústrias associadas nesses desafios diários, com destaque também à importância do associativismo para o futuro da indústria do plástico no Rio Grande do Sul”, comenta o presidente Gerson Haas.

Em 2020, em meio à pandemia, mais uma iniciativa do Sindicato gaúcho foi lançada. O projeto Repense (@repenseprojeto) surgiu com o objetivo de refletir sobre antigas práticas e ideias sob uma nova perspectiva de conhecimento.

A proposta fomenta a geração de conteúdo e o debate por meio do diálogo com especialistas e profissionais da área, sempre de forma didática e apresentando informações pertinentes e relevantes para a educação das comunidades, além de promover ações e eventos em prol do plástico, reforçando sua importância na sociedade.

Segundo o engenheiro de materiais e sócio da consultoria PlasticXperience, Manoel Lisboa da Silva Neto, apoiador do Projeto Repense, educar é gerar o conhecimento baseado em dados e análise crítica.

E essa educação deve ser feita em camadas começando pelo próprio setor. “Nós temos que deixar claro para os milhares de trabalhadores da indústria do plástico que estamos produzindo um produto altamente sustentável em todos os aspectos: social, econômico e ambiental”, argumenta, destacando a urgência de se fazer uma mudança de crenças, começando assim pelo conhecimento.

Para isso, ele propõe como primeiro passo o entendimento sobre o processo de criação de crenças e como elas impactam nas decisões e no comportamento da sociedade. “Nossos comportamentos (o que fazemos) estão baseados em nossas crenças (o que acreditamos) e estão em nosso conhecimento”, explica o engenheiro.

Química e Derivados - Gerson Haas, presidente do Sinplast-RS ©QD Foto: Divulgação/João Alves
Gerson Haas, presidente do Sinplast-RS

A partir disso, Lisboa afirma que o problema em relação ao plástico é que a maioria dos dados está errada ou incompleta, como as já citadas fake news, levando a crenças errôneas.

Para ele, as pessoas realmente estão com a intenção genuína de cuidar do planeta, porém baseadas em uma falsa crença de que o plástico é o causador do impacto ambiental.

Diante dessa situação, o especialista defende que é preciso construir um conteúdo robusto e unificar a comunicação com os diversos segmentos da sociedade, integrando o setor produtivo, os profissionais da área, a academia e as associações de classe para dar peso e credibilidade às respostas que a sociedade espera.

“É simples. O plástico é um material utilizado principalmente para proteção e transporte, pode e deve ser reciclado utilizando diversas tecnologias já disponíveis e é a classe de material com menor impacto no processo produtivo”, reforça Lisboa.

Plástico Moderno - Por um mundo melhor! SINPLAST ©QD Foto: Divulgação

Sinplast

O Sinplast – Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do RS foi fundado em 1982 com o objetivo de congregar e fortalecer as indústrias gaúchas do segmento transformador do plástico.

Criado originalmente como Associação Profissional das Indústrias de Material Plástico do Rio Grande do Sul, o Sinplast veio atender às necessidades de um mercado que entrou em expansão com a fundação do Pólo Petroquímico do Sul, em 1976.

Atuando como parceiro das indústrias gaúchas da terceira geração do setor plástico, o Sindicato desenvolve, através de Comitês Temáticos, programas e projetos que visam à capacitação e ao desenvolvimento das organizações.

Entre suas principais atuações, está a defesa aos interesses das empresas do setor no cenário estadual e nacional frente a temas econômicos, políticos e tributários que ameacem a sua competitividade. Trabalha também pela valorização do material plástico perante à sociedade, além de auxiliar e apoiar as indústrias do setor em temas relacionados à gestão empresarial.

O Sinplast congrega mais de 800 indústrias no Estado, entre filiadas e associadas. O Sindicato é dirigido por empresários do setor plástico do Rio Grande do Sul em regime presidencialista.

A gestão de cada diretoria, eleita por votação das empresas associadas, é de três anos.

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