Pólo Plástico de Santa Catarina é o segundo maior do país

Santa Catarina tem uma posição relevante neste setor no país por características bem determinantes - SIMPESC

Com mais de mil empresas e respondendo por 11% do volume de transformação de plástico do país, segundo a Abiplast, Santa Catarina se destaca no cenário nacional como o 2º polo do setor.

Essas empresas empregam mais de 37 mil pessoas e estima-se que a cadeia da indústria do plástico gere o mesmo número de empregos indiretos.

Em 2020, foram processadas 1.078 mil toneladas de produtos plásticos transformados, com um faturamento de R$ 5,8 bilhões.

“O Estado é o único em que o nível de produção per capita é equivalente ao de países desenvolvidos. Obviamente não servimos apenas ao Estado de Santa Catarina, pois nossas empresas têm atuação nacional e algumas também exportam quantidades significativas”, explica Albano Schmidt, presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado de Santa Catarina (Simpesc).

Polo Plástico de Santa Catarina tem uma posição relevante neste setor no país por características bem determinantes.

Entre elas, a mão de obra preparada e interessada em qualificação – assim como o apoio de instituições públicas e privadas para a formação destes profissionais –, setores bem definidos por regiões, abastecimento energético, serviços nos portos e também qualidade de vida.

Albano Schmidt, presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado de Santa Catarina (Simpesc).
Albano Schmidt – Presidente do Simpesc

“Nosso estado tem uma forte indústria do plástico com mais de meio século de atividades. A nossa diferença e a nossa força como importante polo nacional deste setor reside justamente no fato de termos grandes empresas em diversas sub-regiões do estado, cada uma com sua especialidade:

o Sul em descartáveis, o Norte em produtos para construção civil e peças técnicas, e o Oeste em embalagens”, afirma o dirigente.

As indústrias de transformação de plástico de Santa Catarina desenvolvem produtos essenciais para a vida humana:

  • embalagens para conservação de alimentos e de medicamentos,
  • artigos de transporte,
  • produtos para construção civil,
  • autopeças,
  • peças de eletroeletrônicos,
  • eletrodomésticos,
  • utilidades domésticas,
  • produtos descartáveis.

E mais do que nunca, neste momento em que vivemos a pandemia de Covid-19, o plástico vem sendo um grande aliado no combate ao vírus, nos produtos descartáveis para proteção, limpeza e nas embalagens para vacinas, medicamentos, água potável e alimentação.

Muitas empresas catarinenses foram importantes neste momento de pandemia nacional com a produção de inúmeros insumos como materiais cirúrgicos, implantes e, mesmo, em equipamentos dos centros de tratamento intensivo, como os respiradores.

Schmidt acredita que ainda há espaço para crescimento em todas as áreas e, a partir da instalação da BMW no Norte do estado, será reforçada ainda mais a vocação para fornecimento à indústria automobilística.

Como desafios para o setor plástico catarinense nos próximos anos, ele ressalta:

Devemos estar focados em duas questões-chave para nossos negócios:

  1. aumento de produtividade, com mais e melhores máquinas, investimentos em TI, automação, capacitação dos funcionários e controle de qualidade e;
  2. valorização do negócio de plásticos, através de ações de cadeia no sentido de melhorar a imagem, agregar valor aos produtos, inovar e exportar”, avalia.

Assim como integrantes da cadeia plástica nos demais estados, em Santa Catarina todos estão neste momento preocupados com dois pontos: preços das resinas e disponibilidade de fornecimento de matéria-prima.

“O pólo catarinense, como toda a indústria de plástico nacional, continua fortemente vinculado à variação dos preços internacionais.

E, nesse momento, com a alta das resinas no exterior e o forte impacto da variação do dólar, nós também sofremos com relação ao custo destas matérias-primas.

Há ainda um impacto adicional pela falta de todas as resinas plásticas (polietileno, polipropileno, poliestireno, PVC, entre outras).

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Ou seja, além da dificuldade de obtenção destas resinas, há o problema em repassar o alto custo e constante aumento de preços das matérias-primas”, diz Albano Schmidt.

Outro entrave é que a indústria de plásticos está inserida no contexto de caos tributário.

“Continuamos sendo fortemente prejudicados pela questão tributária no Brasil que onera sobremaneira os nossos produtos, principalmente nos materiais plásticos direcionados à construção civil.

Isso reduz a competitividade da nossa indústria e tende a aumentar a informalidade do mercado. O que precisamos é uma verdadeira reforma tributária que compense quem trabalha dentro da lei e reduza a vantagem do informal”, afirma o dirigente.

Por último, mas não menos importante, as empresas de Santa Catarina continuam empenhadas com as questões ambientais, de recuperação e reciclagem dos materiais plásticos de acordo com o que preconiza a PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos.

O Simpesc integra a rede de entidades junto com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) e seu Comitê para Logística Reversa.

Esta rede trabalha para desenvolver medidas necessárias, para atender as demandas da regulamentação complementar e implementação da PNRS no que diz respeito à responsabilidade compartilhada entre todos os elos da cadeia que envolve varejistas, indústrias clientes, fabricantes de matéria-prima, transformadores, importadores, cooperativas de catadores e gerenciadores de resíduos sólidos no retorno destes materiais plásticos, sua reciclagem e reintrodução na cadeia produtiva do material reciclado.

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