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Plástico Brasil: Máquinas e equipamentos exibiram avanços

Antonio Carlos Santomauro
11 de junho de 2019
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    Injetoras – As máquinas injetoras sempre atraem a curiosidade dos visitantes nas feiras voltadas para o setor do plástico. Quem foi à exposição para conferir os modelos mais modernos não se decepcionou. As principais marcas nacionais e internacionais do equipamento marcaram presença, nomes como as brasileiras Romi e Himaco e as internacionais Engel, Arburg, Wittman Battenfeld, Krauss Maffei, Sumitomo (SHI) Demag, Jon Wai, Simco (Log Machine), Unic Brasil, Pavan Zanetti, BMB-Eurotech e Tsong Cherng, entre outras. Entre os modelos apresentados, muitos operando in loco, várias opções com acionamentos hidráulicos, elétricos ou híbridos. Todas as máquinas dos principais fabricantes são equipadas com controles programáveis de última geração prontos para “dialogar” com equipamentos periféricos e serem operadas à distância.

    Marca brasileira com grande participação nesse mercado, a Romi, em seu estande, exibiu dois modelos. Um deles foi a máquina Romi EN 220, equipada com sistema de acionamento “Stop and Go”, é indicada para linhas de produção em que se exige precisão em ciclos muito rápidos com reduzido consumo de energia. “A máquina possui versões para injeção de PVC, pré-formas de PET e de multimateriais ou materiais multicores”, destaca William dos Reis, diretor da unidade de máquinas para plástico.

    O outro modelo apresentado, o ES 300, conta com simultaneidade completa de movimentos acionados por servo-motores, além de sistemas de injeção por acumulação e servo-válvula. A máquina é indicada para a produção de peças com paredes finas em ciclos rápidos. “O empresariado brasileiro vem mudando seu comportamento desde outubro de 2018 e isso só tende a melhorar no pós-feira”.

    A multinacional nipo-germânica Sumitomo (SHI) Demag montou em seu estande uma linha de produção equipada com injetora modelo Systec de 350 t de força de fechamento. Nela foram produzidas tampas para embalagens com diâmetro de 120 mm, em molde com 12 cavidades e ciclos de 3,8 segundos. “Ela permite movimentos com maior velocidade e precisão e trabalha com reduzido consumo de energia”, explica Christoph Rieker, diretor geral do escritório brasileiro. O executivo se mostrou otimista com o número de visitantes. “No ano passado nossas vendas no Brasil corresponderam às expectativas. Esse ano começou um pouco fraco, mas acredito que muitos projetos estão saindo das gavetas”.

    Uma linha completa, formada por vários equipamentos da marca foi exibida pela multinacional Wittmann Battenfeld, fabricante de injetoras e todos os periféricos necessários, inclusive robôs. A linha montada na feira contou com um modelo Macro Power de 650 t de força de fechamento que injetou rodas para cadeiras de rodas. “A injetora Macro Power é servo-acionada, permite ciclos rápidos e forte economia de energia”, informa o engenheiro de vendas Marcos Cardenal. Para ele, as vendas no início do ano não foram animadoras, mas o interesse dos visitantes foi bastante positivo.

    A austríaca Engel expôs duas injetoras elétricas, com forças de fechamento de 50 e 160 t que produziram, respectivamente, grampos de fixação e potes de embalagem decorados pelo processo in mold labeling. “As máquinas são inteligentes, contam com recursos que permitem correções de regulagem durante os ciclos”, informa Udo Löken, diretor do escritório brasileiro. “O mercado estava animado depois da eleição, mas o clima político e o desemprego elevado preocupam”.

    Sopradoras – O lançamento de modelos de sopradoras totalmente elétricas pelas duas principais fabricantes nacionais do equipamento, Pavan Zanetti e Romi, chamou a atenção. O modelo lançado pela Pavan Zanetti possui tecnologia da Synthesi. “São máquinas muito modernas e totalmente elétricas, com modelos para frascos até 30 litros e grande apelo tecnológico”, garante Newton Zannetti, diretor comercial. A primeira unidade da máquina a ser fabricada por aqui será exibida em show room organizado para os clientes previsto para maio.

    Em seu estande, a Pavan Zanetti mostrou dois modelos de sopradoras. Um foi a Bimatic BMT 10.0D/H, em versão que ganhou maior participação de acionamentos elétricos em relação aos hidráulicos. “Os movimentos convertidos para elétricos são o deslocamento dos carros porta-moldes, sopro e programador de espessura de parison”. A máquina será oferecida ao mercado com maior capacidade para moldes em relação à versão anterior e 20 t de força de fechamento.

    A outra sopradora foi da serie Petmatic para sopro e estiramento de pré-formas de PET, com capacidade de sopro até 2 litros e capacidade de produção de aproximadamente 5 mil frascos cilíndricos até 500 ml. “É uma máquina automática com componentes pneumáticos e elétricos acionados por servo-motores”. A empresa também divulgou sua linha de injetoras, fabricadas em parceria com um fabricante chinês.

    A Romi, por sua vez, apresentou ao mercado o modelo C 15D. De acordo com a empresa, ele é indicado para indústrias que necessitam de alta produtividade e precisão, com baixo consumo de energia – caso das embalagens para as indústrias farmacêuticas, de alimentos, produtos de limpeza e químicos. A sopradora totalmente elétrica e com dupla estação de moldagem possui força de fechamento de 25 t e extrusão contínua. A máquina é equipada com cabeçotes de troca rápida de cores, programador de parison elétrico de até 512 pontos e esteira reunidora de peças. Permite extração traseira, o que requer espaço físico reduzido.



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