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Plástico Brasil: Máquinas e equipamentos exibiram avanços

Antonio Carlos Santomauro
11 de junho de 2019
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    Plástico Moderno, Plástico Brasil: Máquinas e equipamentos exibiram avanços

    Plástico Moderno, Plástico Brasil: Máquinas e equipamentos exibiram avanços

    Máquinas e equipamentos para transformação exibiram avanços tecnológicos e de qualidade.

    Exibição completa das mais variadas soluções tecnológicas inovadoras para a cadeia do plástico pôde ser conferida na segunda edição da Plástico Brasil, realizada de 25 a 29 de março no São Paulo Expo, na capital paulista. Dados dos realizadores registraram a participação de mais de 800 marcas de empresas nacionais e de outros treze países. Contou com área superior a 40 mil m² e recebeu 45 mil visitantes. Foi uma iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), com organização da Informa Exhibitions.

    Gino Paulucci Jr., presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico da Abimaq e da Comissão Organizadora da feira, não cita o montante de negócios gerados durante a exposição. “Esse é um número muito difícil de calcular, precisaria reunir os desempenho de todos os expositores. Além disso, vários negócios encaminhados são fechados nos meses seguintes”.

    Mesmo sem ter como calcular o desempenho das vendas dos expositores, o dirigente garante que o evento foi um sucesso. Para ele, o interesse demonstrado pelos participantes revela que a indústria do setor está disposta a romper o represamento dos investimentos. “O parque industrial brasileiro precisa ser renovado com urgência se quiser ganhar competividade no mercado mundial”.

    Para provar seu raciocínio, o dirigente aponta os resultados obtidos pelo setor de máquinas e equipamentos para plásticos no ano passado. “As vendas da indústria de máquinas como um todo cresceram de 6% a 7% em 2018, a de máquinas para plástico aumentaram 20%”. Esse resultado foi obtido mesmo com as exportações das empresas do setor se mantendo estáveis. “O crescimento se deveu ao aumento da procura no mercado interno”, informa.

    Como a indústria como um todo está operando com capacidade ociosa elevada, fruto da prolongada crise econômica, Paulucci Jr. explica que os transformadores estão mais em busca de modernização de suas plantas do que de expansão. “Algumas empresas estão fazendo programação bianual, o que demonstra confiança na economia e amplia o horizonte dos negócios”, comemora.

    Empresas nacionais e internacionais de máquinas e equipamentos ocuparam a maior parte dos estandes. Novos modelos de máquinas de transformação e itens para automação e periféricos os mais distintos puderam ser conferidos, muitos operando in loco. Muitas novidades voltadas para o mercado de reciclagem foram apresentadas, assim como os itens mais modernos necessários para a produção de moldes. Representantes do segmento de resinas e outras matérias-primas marcaram presença de forma mais tímida.

    Em paralelo à exposição, palestras e workshops ofereceram informações valiosas aos visitantes interessados em se aprofundar em temas bastante discutidos nos dias atuais. A indústria 4.0 contou com o seminário “RoadShow VDI: Boas Práticas Alemãs para a Indústria 4.0”, organizado pela VDI Brasil (Associação de Engenheiros Brasil – Alemanha), em parceria com a VDMA (Associação Alemã de Fabricantes de Máquinas e Instalações Industriais). Na área da exposição, o tema também foi bastante discutido. Praticamente todas as máquinas exibidas contam com controles preparados para atender as exigências previstas para a adoção dessa tecnologia.

    A conferência PETtalk, realizada pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), abordou vários temas ligados à matéria-prima. O projeto “Parque de Ideias” promoveu a aproximação entre universidades e indústria, fator preponderante para o desenvolvimento tecnológico, econômico e social dos países industrializados. Também foi realizada a primeira edição do Abinfer Business Center – ABC 2019, parceria dos organizadores com a Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais (Abinfer). Além de palestras sobre o tema, a feira destinou espaço para vários fornecedores de produtos para moldes e representantes de ferramentarias.

    Uma atração concorrida ficou por conta das demonstrações feitas em intervalos de 30 minutos sobre o funcionamento do sistema SMED (Single Minute Exchange of Die). O sistema, desenvolvido pelas empresas Romi e Stäubli, torna ágil a operação de setup de moldes de injeção nas linhas de produção. Nas demonstrações a troca do molde acontecia em prazo próximo dos dois minutos.



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