Plástico Brasil – Máquinas e equipamentos exibiram avanços

Máquinas e equipamentos para transformação exibiram avanços tecnológicos e de qualidade.

Plástico Brasil – Dados dos realizadores registraram a participação de mais de 800 marcas de empresas nacionais e de outros treze países. Contou com área superior a 40 mil m² e recebeu 45 mil visitantes.

Foi uma iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), com organização da Informa Exhibitions.

Gino Paulucci Jr., presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico da Abimaq e da Comissão Organizadora da feira, não cita o montante de negócios gerados durante a exposição. “Esse é um número muito difícil de calcular, precisaria reunir os desempenho de todos os expositores. Além disso, vários negócios encaminhados são fechados nos meses seguintes”.

Mesmo sem ter como calcular o desempenho das vendas dos expositores, o dirigente garante que o evento foi um sucesso. Para ele, o interesse demonstrado pelos participantes revela que a indústria do setor está disposta a romper o represamento dos investimentos. “O parque industrial brasileiro precisa ser renovado com urgência se quiser ganhar competitividade no mercado mundial”.

Para provar seu raciocínio, o dirigente aponta os resultados obtidos pelo setor de máquinas e equipamentos para plásticos no ano passado. “As vendas da indústria de máquinas como um todo cresceram de 6% a 7% em 2018, a de máquinas para plástico aumentaram 20%”. Esse resultado foi obtido mesmo com as exportações das empresas do setor se mantendo estáveis. “O crescimento se deveu ao aumento da procura no mercado interno”, informa.

Como a indústria como um todo está operando com capacidade ociosa elevada, fruto da prolongada crise econômica, Paulucci Jr. explica que os transformadores estão mais em busca de modernização de suas plantas do que de expansão. “Algumas empresas estão fazendo programação bianual, o que demonstra confiança na economia e amplia o horizonte dos negócios”, comemora.

Empresas nacionais e internacionais de máquinas e equipamentos ocuparam a maior parte dos estandes. Novos modelos de máquinas de transformação e itens para automação e periféricos os mais distintos puderam ser conferidos, muitos operando in loco.

Muitas novidades voltadas para o mercado de reciclagem foram apresentadas, assim como os itens mais modernos necessários para a produção de moldes. Representantes do segmento de resinas e outras matérias-primas marcaram presença de forma mais tímida.

Em paralelo à exposição, palestras e workshops ofereceram informações valiosas aos visitantes interessados em se aprofundar em temas bastante discutidos nos dias atuais.

A indústria 4.0 contou com o seminário “RoadShow VDI: Boas Práticas Alemãs para a Indústria 4.0”, organizado pela VDI Brasil (Associação de Engenheiros Brasil – Alemanha), em parceria com a VDMA (Associação Alemã de Fabricantes de Máquinas e Instalações Industriais).

Na área da exposição, o tema também foi bastante discutido. Praticamente todas as máquinas exibidas contam com controles preparados para atender as exigências previstas para a adoção dessa tecnologia.

A conferência PETtalk, realizada pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), abordou vários temas ligados à matéria-prima. O projeto “Parque de Ideias” promoveu a aproximação entre universidades e indústria, fator preponderante para o desenvolvimento tecnológico, econômico e social dos países industrializados.

Também foi realizada a primeira edição do Abinfer Business Center – ABC 2019, parceria dos organizadores com a Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais (Abinfer). Além de palestras sobre o tema, a feira destinou espaço para vários fornecedores de produtos para moldes e representantes de ferramentarias.

Uma atração concorrida ficou por conta das demonstrações feitas em intervalos de 30 minutos sobre o funcionamento do sistema SMED (Single Minute Exchange of Die). O sistema, desenvolvido pelas empresas Romi e Stäubli, torna ágil a operação de setup de moldes de injeção nas linhas de produção. Nas demonstrações a troca do molde acontecia em prazo próximo dos dois minutos.

Injetoras

As máquinas injetoras sempre atraem a curiosidade dos visitantes nas feiras voltadas para o setor do plástico. Quem foi à exposição para conferir os modelos mais modernos não se decepcionou.

As principais marcas nacionais e internacionais do equipamento marcaram presença, nomes como as brasileiras Romi e Himaco e as internacionais Engel, Arburg, Wittman Battenfeld, Krauss Maffei, Sumitomo (SHI) Demag, Jon Wai, Simco (Log Machine), Unic Brasil, Pavan Zanetti, BMB-Eurotech e Tsong Cherng, entre outras. Entre os modelos apresentados, muitos operando in loco, várias opções com acionamentos hidráulicos, elétricos ou híbridos.

Todas as máquinas dos principais fabricantes são equipadas com controles programáveis de última geração prontos para “dialogar” com equipamentos periféricos e serem operadas à distância.

Marca brasileira com grande participação nesse mercado, a Romi, em seu estande, exibiu dois modelos. Um deles foi a máquina Romi EN 220, equipada com sistema de acionamento “Stop and Go”, é indicada para linhas de produção em que se exige precisão em ciclos muito rápidos com reduzido consumo de energia. “A máquina possui versões para injeção de PVC, pré-formas de PET e de multimateriais ou materiais multicores”, destaca William dos Reis, diretor da unidade de máquinas para plástico.

O outro modelo apresentado, o ES 300, conta com simultaneidade completa de movimentos acionados por servo-motores, além de sistemas de injeção por acumulação e servo-válvula. A máquina é indicada para a produção de peças com paredes finas em ciclos rápidos. “O empresariado brasileiro vem mudando seu comportamento desde outubro de 2018 e isso só tende a melhorar no pós-feira”.

A multinacional nipo-germânica Sumitomo (SHI) Demag montou em seu estande uma linha de produção equipada com injetora modelo Systec de 350 t de força de fechamento. Nela foram produzidas tampas para embalagens com diâmetro de 120 mm, em molde com 12 cavidades e ciclos de 3,8 segundos.

“Ela permite movimentos com maior velocidade e precisão e trabalha com reduzido consumo de energia”, explica Christoph Rieker, diretor geral do escritório brasileiro. O executivo se mostrou otimista com o número de visitantes. “No ano passado nossas vendas no Brasil corresponderam às expectativas. Esse ano começou um pouco fraco, mas acredito que muitos projetos estão saindo das gavetas”.

Uma linha completa, formada por vários equipamentos da marca foi exibida pela multinacional Wittmann Battenfeld, fabricante de injetoras e todos os periféricos necessários, inclusive robôs.

A linha montada na feira contou com um modelo Macro Power de 650 t de força de fechamento que injetou rodas para cadeiras de rodas. “A injetora Macro Power é servo-acionada, permite ciclos rápidos e forte economia de energia”, informa o engenheiro de vendas Marcos Cardenal. Para ele, as vendas no início do ano não foram animadoras, mas o interesse dos visitantes foi bastante positivo.

A austríaca Engel expôs duas injetoras elétricas, com forças de fechamento de 50 e 160 t que produziram, respectivamente, grampos de fixação e potes de embalagem decorados pelo processo in mold labeling. “As máquinas são inteligentes, contam com recursos que permitem correções de regulagem durante os ciclos”, informa Udo Löken, diretor do escritório brasileiro.

“O mercado estava animado depois da eleição, mas o clima político e o desemprego elevado preocupam”.

Sopradoras

O lançamento de modelos de sopradoras totalmente elétricas pelas duas principais fabricantes nacionais do equipamento, Pavan Zanetti e Romi, chamou a atenção.

O modelo lançado pela Pavan Zanetti possui tecnologia da Synthesi. “São máquinas muito modernas e totalmente elétricas, com modelos para frascos até 30 litros e grande apelo tecnológico”, garante Newton Zannetti, diretor comercial.

A primeira unidade da máquina a ser fabricada por aqui será exibida em show room organizado para os clientes previsto para maio.

Em seu estande, a Pavan Zanetti mostrou dois modelos de sopradoras. Um foi a Bimatic BMT 10.0D/H, em versão que ganhou maior participação de acionamentos elétricos em relação aos hidráulicos. “Os movimentos convertidos para elétricos são o deslocamento dos carros porta-moldes, sopro e programador de espessura de parison”. A máquina será oferecida ao mercado com maior capacidade para moldes em relação à versão anterior e 20 t de força de fechamento.

A outra sopradora foi da serie Petmatic para sopro e estiramento de pré-formas de PET, com capacidade de sopro até 2 litros e capacidade de produção de aproximadamente 5 mil frascos cilíndricos até 500 ml. “É uma máquina automática com componentes pneumáticos e elétricos acionados por servo-motores”. A empresa também divulgou sua linha de injetoras, fabricadas em parceria com um fabricante chinês.

A Romi, por sua vez, apresentou ao mercado o modelo C 15D. De acordo com a empresa, ele é indicado para indústrias que necessitam de alta produtividade e precisão, com baixo consumo de energia – caso das embalagens para as indústrias farmacêuticas, de alimentos, produtos de limpeza e químicos. A sopradora totalmente elétrica e com dupla estação de moldagem possui força de fechamento de 25 t e extrusão contínua. A máquina é equipada com cabeçotes de troca rápida de cores, programador de parison elétrico de até 512 pontos e esteira reunidora de peças. Permite extração traseira, o que requer espaço físico reduzido.

Extrusoras

As gigantescas máquinas de extrusão de filmes chamaram a atenção dos visitantes. As principais empresas nacionais especializadas nesse tipo de equipamento marcaram presença. Uma máquina ABA, dotada com duas extrusoras e três cabeçotes, indicada para a produção de filmes monocamadas foi o lançamento da Carnevalli. De acordo com a empresa, ela apresenta maior vida útil do que as concorrentes nas linhas de produção de filmes com matéria-prima enriquecida com cargas.

Plástico Moderno, Extrusoras de filmes se destacam no pavilhão pela altura
Extrusoras de filmes se destacam no pavilhão pela altura

Outra atração foi a máquina Polaris Plus 5 POD, voltada para a produção filmes com cinco camadas e produção de mais de 1 t/hora. Uma estratégia adotada foi a de colocar no estande 10 máquinas para pronta entrega, modelos Polaris Plus 55 e Polaris Plus 65. Também foi divulgada a linha de máquinas flexográficas da marca. “A feira nos permitiu conversar com clientes e fazer bons contatos, missão cumprida”, resume Willian Carnevalli, diretor de marketing.

A Rulli Standard apresentou três máquinas. Uma para filmes balão de três camadas, outra para filmes balão mono rosca e um equipamento para a produção de chapas de três camadas. “Os três modelos apresentam grande produtividade, proporcionam economia de energia e atendem todas as normas de segurança exigidas pela legislação”, resume o engenheiro de vendas técnicas Paulo Leal. Outras novidades da empresa vieram do departamento de marketing. Foram apresentados o novo logotipo e as novas cores das máquinas.

Especializada em máquinas para tubos e perfis, a Bausano apresentou aos visitantes o modelo MD-130 Plus, voltada para a produção de matérias-primas, em especial o PVC expandido, bastante utilizado em solados de calçados. “A máquina tem como novidade um sistema de controle mais sofisticado, produzido pela Siemens e geometria de rosca altamente adequada para a produção da matéria-prima”, explica Chrystalino Filho, diretor comercial.

Além deste, a empresa divulgou todos os demais modelos que oferece ao mercado. Para o diretor, os equipamentos, para alcançar sucesso nas vendas, precisam trabalhar com alta produtividade e economia de energia. “Hoje o cliente está bem informado e temos que oferecer o que ele precisa”. Em relação à participação na feira, se mostrou otimista. “O ano começou com pequena recuperação e a feira pode estimular os negócios”.

A Extrusão Brasil, especializada em máquinas para tubos e perfis, anunciou ao mercado o acordo feito com a fabricante de extrusoras alemã Leistritz. A empresa, com exclusividade, passa a comercializar no Brasil as extrusoras co-rotantes Leistritz, além de prestar serviços de assistência técnica aos clientes e às empresas que já contam com equipamentos da marca no mercado brasileiro.

Também passa a comercializar e prestar assistência técnica das máquinas Pharma, marca da Leistritz dedicada ao mercado farmacêutico. “A Leistritz é uma empresa de qualidade reconhecida em todo o mundo”, afirma Renato Rocha Borges, diretor comercial. Em seu estande também divulgou os demais modelos de sua linha de extrusoras e equipamentos periféricos, entre os quais linhas completas para produção de telhas de PVC.

Reciclagem

Tema de grande interesse da indústria do plástico, a reciclagem foi tema de destaque na Plástico Brasil. O assunto foi debatido em palestras promovidas no Especial Plastivida de Sustentabilidade, além de destinar todos os resíduos gerados pelos expositores à Cooperativa Prioridade Ambiental. De acordo com a Fundação Instituto de Administração (FIA/USP), atualmente a indústria recicla 25% do plástico no Brasil. Há enorme potencial para a atividade.

Na área de exposição, estiveram presentes vários fornecedores de máquinas voltadas para o processamento de resíduos plásticos de origem pós-consumo ou pós-industrial. Entre elas podem ser citadas Wortex, Primotécnica, Wefem Extrusores, Tria do Brasil, Kie Máquinas, Shini, Gneuss, Rone Moinhos, Rocla, Lindner, Erema Plastic Recycling Systems, Erema Group, Atema e Steinert e Seibt.

A Wortex Máquinas, fabricante de equipamentos, divulgou suas soluções para a operação. No estande, o visitante conferiu os equipamentos das linhas Challenger Recycler Geração II, agora oferecida em versão aprimorada, e Challenger Recycler Conical 55mm, que esteve em operação durante o evento. “São máquinas com elevado conteúdo tecnológico, que resultam em produtos confiáveis nas áreas de separação de materiais provenientes da coleta seletiva, sistemas de lavagem e extrusão”, garante Paolo De Filippis, diretor geral da empresa.

A Linha Challenger Recycler Geração II processa material com até 20% de materiais rígidos agregados a flexíveis. Permite reciclar vários tipos de termoplásticos, entre eles PE, PP, PS, PC e ABS. A produtividade chega a 750 kg/h. A Linha Challenger Recycler Conical 55mm é compacta e indicada para operações de reciclagem ao pé de máquinas onde, por exemplo, pode recuperar aparas industriais limpas de filmes lisos de polietileno e polipropileno. A capacidade de produção é de 90 kg/h, no trabalho com PE, e de 60 kg/h, com PP.

A Primotécnica, de Sertãozinho-SP, contou com estande bastante concorrido. A empresa fornece vários equipamentos para a reciclagem, entre eles extrusoras, aglutinadores, compactadores, trituradores e granuladores. Em paralelo, detém a marca Primid, de compostos de PP, PA 6 e PA 6.6 indicados para os setores automobilístico, elétrico/eletrônico e outros.

 

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