Plástico Brasil – Máquinas e equipamentos exibiram avanços

Máquinas e equipamentos para transformação exibiram avanços tecnológicos e de qualidade.

Plástico Brasil – Dados dos realizadores registraram a participação de mais de 800 marcas de empresas nacionais e de outros treze países. Contou com área superior a 40 mil m² e recebeu 45 mil visitantes.

Foi uma iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), com organização da Informa Exhibitions.

Gino Paulucci Jr., presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico da Abimaq e da Comissão Organizadora da feira, não cita o montante de negócios gerados durante a exposição. “Esse é um número muito difícil de calcular, precisaria reunir os desempenho de todos os expositores. Além disso, vários negócios encaminhados são fechados nos meses seguintes”.

Mesmo sem ter como calcular o desempenho das vendas dos expositores, o dirigente garante que o evento foi um sucesso. Para ele, o interesse demonstrado pelos participantes revela que a indústria do setor está disposta a romper o represamento dos investimentos. “O parque industrial brasileiro precisa ser renovado com urgência se quiser ganhar competitividade no mercado mundial”.

Para provar seu raciocínio, o dirigente aponta os resultados obtidos pelo setor de máquinas e equipamentos para plásticos no ano passado. “As vendas da indústria de máquinas como um todo cresceram de 6% a 7% em 2018, a de máquinas para plástico aumentaram 20%”. Esse resultado foi obtido mesmo com as exportações das empresas do setor se mantendo estáveis. “O crescimento se deveu ao aumento da procura no mercado interno”, informa.

Como a indústria como um todo está operando com capacidade ociosa elevada, fruto da prolongada crise econômica, Paulucci Jr. explica que os transformadores estão mais em busca de modernização de suas plantas do que de expansão. “Algumas empresas estão fazendo programação bianual, o que demonstra confiança na economia e amplia o horizonte dos negócios”, comemora.

Empresas nacionais e internacionais de máquinas e equipamentos ocuparam a maior parte dos estandes. Novos modelos de máquinas de transformação e itens para automação e periféricos os mais distintos puderam ser conferidos, muitos operando in loco.

Muitas novidades voltadas para o mercado de reciclagem foram apresentadas, assim como os itens mais modernos necessários para a produção de moldes. Representantes do segmento de resinas e outras matérias-primas marcaram presença de forma mais tímida.

Em paralelo à exposição, palestras e workshops ofereceram informações valiosas aos visitantes interessados em se aprofundar em temas bastante discutidos nos dias atuais.

A indústria 4.0 contou com o seminário “RoadShow VDI: Boas Práticas Alemãs para a Indústria 4.0”, organizado pela VDI Brasil (Associação de Engenheiros Brasil – Alemanha), em parceria com a VDMA (Associação Alemã de Fabricantes de Máquinas e Instalações Industriais).

Na área da exposição, o tema também foi bastante discutido. Praticamente todas as máquinas exibidas contam com controles preparados para atender as exigências previstas para a adoção dessa tecnologia.

A conferência PETtalk, realizada pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), abordou vários temas ligados à matéria-prima. O projeto “Parque de Ideias” promoveu a aproximação entre universidades e indústria, fator preponderante para o desenvolvimento tecnológico, econômico e social dos países industrializados.

Também foi realizada a primeira edição do Abinfer Business Center – ABC 2019, parceria dos organizadores com a Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais (Abinfer). Além de palestras sobre o tema, a feira destinou espaço para vários fornecedores de produtos para moldes e representantes de ferramentarias.

Uma atração concorrida ficou por conta das demonstrações feitas em intervalos de 30 minutos sobre o funcionamento do sistema SMED (Single Minute Exchange of Die). O sistema, desenvolvido pelas empresas Romi e Stäubli, torna ágil a operação de setup de moldes de injeção nas linhas de produção. Nas demonstrações a troca do molde acontecia em prazo próximo dos dois minutos.

Injetoras

As máquinas injetoras sempre atraem a curiosidade dos visitantes nas feiras voltadas para o setor do plástico. Quem foi à exposição para conferir os modelos mais modernos não se decepcionou.

As principais marcas nacionais e internacionais do equipamento marcaram presença, nomes como as brasileiras Romi e Himaco e as internacionais Engel, Arburg, Wittman Battenfeld, Krauss Maffei, Sumitomo (SHI) Demag, Jon Wai, Simco (Log Machine), Unic Brasil, Pavan Zanetti, BMB-Eurotech e Tsong Cherng, entre outras. Entre os modelos apresentados, muitos operando in loco, várias opções com acionamentos hidráulicos, elétricos ou híbridos.

Todas as máquinas dos principais fabricantes são equipadas com controles programáveis de última geração prontos para “dialogar” com equipamentos periféricos e serem operadas à distância.

Marca brasileira com grande participação nesse mercado, a Romi, em seu estande, exibiu dois modelos. Um deles foi a máquina Romi EN 220, equipada com sistema de acionamento “Stop and Go”, é indicada para linhas de produção em que se exige precisão em ciclos muito rápidos com reduzido consumo de energia. “A máquina possui versões para injeção de PVC, pré-formas de PET e de multimateriais ou materiais multicores”, destaca William dos Reis, diretor da unidade de máquinas para plástico.

O outro modelo apresentado, o ES 300, conta com simultaneidade completa de movimentos acionados por servo-motores, além de sistemas de injeção por acumulação e servo-válvula. A máquina é indicada para a produção de peças com paredes finas em ciclos rápidos. “O empresariado brasileiro vem mudando seu comportamento desde outubro de 2018 e isso só tende a melhorar no pós-feira”.

A multinacional nipo-germânica Sumitomo (SHI) Demag montou em seu estande uma linha de produção equipada com injetora modelo Systec de 350 t de força de fechamento. Nela foram produzidas tampas para embalagens com diâmetro de 120 mm, em molde com 12 cavidades e ciclos de 3,8 segundos.

“Ela permite movimentos com maior velocidade e precisão e trabalha com reduzido consumo de energia”, explica Christoph Rieker, diretor geral do escritório brasileiro. O executivo se mostrou otimista com o número de visitantes. “No ano passado nossas vendas no Brasil corresponderam às expectativas. Esse ano começou um pouco fraco, mas acredito que muitos projetos estão saindo das gavetas”.

Uma linha completa, formada por vários equipamentos da marca foi exibida pela multinacional Wittmann Battenfeld, fabricante de injetoras e todos os periféricos necessários, inclusive robôs.

A linha montada na feira contou com um modelo Macro Power de 650 t de força de fechamento que injetou rodas para cadeiras de rodas. “A injetora Macro Power é servo-acionada, permite ciclos rápidos e forte economia de energia”, informa o engenheiro de vendas Marcos Cardenal. Para ele, as vendas no início do ano não foram animadoras, mas o interesse dos visitantes foi bastante positivo.

A austríaca Engel expôs duas injetoras elétricas, com forças de fechamento de 50 e 160 t que produziram, respectivamente, grampos de fixação e potes de embalagem decorados pelo processo in mold labeling. “As máquinas são inteligentes, contam com recursos que permitem correções de regulagem durante os ciclos”, informa Udo Löken, diretor do escritório brasileiro.

“O mercado estava animado depois da eleição, mas o clima político e o desemprego elevado preocupam”.

Sopradoras

O lançamento de modelos de sopradoras totalmente elétricas pelas duas principais fabricantes nacionais do equipamento, Pavan Zanetti e Romi, chamou a atenção.

O modelo lançado pela Pavan Zanetti possui tecnologia da Synthesi. “São máquinas muito modernas e totalmente elétricas, com modelos para frascos até 30 litros e grande apelo tecnológico”, garante Newton Zannetti, diretor comercial.

A primeira unidade da máquina a ser fabricada por aqui será exibida em show room organizado para os clientes previsto para maio.

Em seu estande, a Pavan Zanetti mostrou dois modelos de sopradoras. Um foi a Bimatic BMT 10.0D/H, em versão que ganhou maior participação de acionamentos elétricos em relação aos hidráulicos. “Os movimentos convertidos para elétricos são o deslocamento dos carros porta-moldes, sopro e programador de espessura de parison”. A máquina será oferecida ao mercado com maior capacidade para moldes em relação à versão anterior e 20 t de força de fechamento.

A outra sopradora foi da serie Petmatic para sopro e estiramento de pré-formas de PET, com capacidade de sopro até 2 litros e capacidade de produção de aproximadamente 5 mil frascos cilíndricos até 500 ml. “É uma máquina automática com componentes pneumáticos e elétricos acionados por servo-motores”. A empresa também divulgou sua linha de injetoras, fabricadas em parceria com um fabricante chinês.

A Romi, por sua vez, apresentou ao mercado o modelo C 15D. De acordo com a empresa, ele é indicado para indústrias que necessitam de alta produtividade e precisão, com baixo consumo de energia – caso das embalagens para as indústrias farmacêuticas, de alimentos, produtos de limpeza e químicos. A sopradora totalmente elétrica e com dupla estação de moldagem possui força de fechamento de 25 t e extrusão contínua. A máquina é equipada com cabeçotes de troca rápida de cores, programador de parison elétrico de até 512 pontos e esteira reunidora de peças. Permite extração traseira, o que requer espaço físico reduzido.

Extrusoras

As gigantescas máquinas de extrusão de filmes chamaram a atenção dos visitantes. As principais empresas nacionais especializadas nesse tipo de equipamento marcaram presença. Uma máquina ABA, dotada com duas extrusoras e três cabeçotes, indicada para a produção de filmes monocamadas foi o lançamento da Carnevalli. De acordo com a empresa, ela apresenta maior vida útil do que as concorrentes nas linhas de produção de filmes com matéria-prima enriquecida com cargas.

Plástico Moderno, Extrusoras de filmes se destacam no pavilhão pela altura
Extrusoras de filmes se destacam no pavilhão pela altura

Outra atração foi a máquina Polaris Plus 5 POD, voltada para a produção filmes com cinco camadas e produção de mais de 1 t/hora. Uma estratégia adotada foi a de colocar no estande 10 máquinas para pronta entrega, modelos Polaris Plus 55 e Polaris Plus 65. Também foi divulgada a linha de máquinas flexográficas da marca. “A feira nos permitiu conversar com clientes e fazer bons contatos, missão cumprida”, resume Willian Carnevalli, diretor de marketing.

A Rulli Standard apresentou três máquinas. Uma para filmes balão de três camadas, outra para filmes balão mono rosca e um equipamento para a produção de chapas de três camadas. “Os três modelos apresentam grande produtividade, proporcionam economia de energia e atendem todas as normas de segurança exigidas pela legislação”, resume o engenheiro de vendas técnicas Paulo Leal. Outras novidades da empresa vieram do departamento de marketing. Foram apresentados o novo logotipo e as novas cores das máquinas.

Especializada em máquinas para tubos e perfis, a Bausano apresentou aos visitantes o modelo MD-130 Plus, voltada para a produção de matérias-primas, em especial o PVC expandido, bastante utilizado em solados de calçados. “A máquina tem como novidade um sistema de controle mais sofisticado, produzido pela Siemens e geometria de rosca altamente adequada para a produção da matéria-prima”, explica Chrystalino Filho, diretor comercial.

Além deste, a empresa divulgou todos os demais modelos que oferece ao mercado. Para o diretor, os equipamentos, para alcançar sucesso nas vendas, precisam trabalhar com alta produtividade e economia de energia. “Hoje o cliente está bem informado e temos que oferecer o que ele precisa”. Em relação à participação na feira, se mostrou otimista. “O ano começou com pequena recuperação e a feira pode estimular os negócios”.

A Extrusão Brasil, especializada em máquinas para tubos e perfis, anunciou ao mercado o acordo feito com a fabricante de extrusoras alemã Leistritz. A empresa, com exclusividade, passa a comercializar no Brasil as extrusoras co-rotantes Leistritz, além de prestar serviços de assistência técnica aos clientes e às empresas que já contam com equipamentos da marca no mercado brasileiro.

Também passa a comercializar e prestar assistência técnica das máquinas Pharma, marca da Leistritz dedicada ao mercado farmacêutico. “A Leistritz é uma empresa de qualidade reconhecida em todo o mundo”, afirma Renato Rocha Borges, diretor comercial. Em seu estande também divulgou os demais modelos de sua linha de extrusoras e equipamentos periféricos, entre os quais linhas completas para produção de telhas de PVC.

Reciclagem

Tema de grande interesse da indústria do plástico, a reciclagem foi tema de destaque na Plástico Brasil. O assunto foi debatido em palestras promovidas no Especial Plastivida de Sustentabilidade, além de destinar todos os resíduos gerados pelos expositores à Cooperativa Prioridade Ambiental. De acordo com a Fundação Instituto de Administração (FIA/USP), atualmente a indústria recicla 25% do plástico no Brasil. Há enorme potencial para a atividade.

Na área de exposição, estiveram presentes vários fornecedores de máquinas voltadas para o processamento de resíduos plásticos de origem pós-consumo ou pós-industrial. Entre elas podem ser citadas Wortex, Primotécnica, Wefem Extrusores, Tria do Brasil, Kie Máquinas, Shini, Gneuss, Rone Moinhos, Rocla, Lindner, Erema Plastic Recycling Systems, Erema Group, Atema e Steinert e Seibt.

A Wortex Máquinas, fabricante de equipamentos, divulgou suas soluções para a operação. No estande, o visitante conferiu os equipamentos das linhas Challenger Recycler Geração II, agora oferecida em versão aprimorada, e Challenger Recycler Conical 55mm, que esteve em operação durante o evento. “São máquinas com elevado conteúdo tecnológico, que resultam em produtos confiáveis nas áreas de separação de materiais provenientes da coleta seletiva, sistemas de lavagem e extrusão”, garante Paolo De Filippis, diretor geral da empresa.

A Linha Challenger Recycler Geração II processa material com até 20% de materiais rígidos agregados a flexíveis. Permite reciclar vários tipos de termoplásticos, entre eles PE, PP, PS, PC e ABS. A produtividade chega a 750 kg/h. A Linha Challenger Recycler Conical 55mm é compacta e indicada para operações de reciclagem ao pé de máquinas onde, por exemplo, pode recuperar aparas industriais limpas de filmes lisos de polietileno e polipropileno. A capacidade de produção é de 90 kg/h, no trabalho com PE, e de 60 kg/h, com PP.

A Primotécnica, de Sertãozinho-SP, contou com estande bastante concorrido. A empresa fornece vários equipamentos para a reciclagem, entre eles extrusoras, aglutinadores, compactadores, trituradores e granuladores. Em paralelo, detém a marca Primid, de compostos de PP, PA 6 e PA 6.6 indicados para os setores automobilístico, elétrico/eletrônico e outros.

 

Termoformagem, embalagens e impressão 3D

Outros métodos de transformação de plásticos contaram com vários estandes.

A produtora de equipamentos para termoformagem e vacuum-forming Lakatos, empresa nacional com sede em Embu das Artes-SP, até o início do ano se chamava Eletro-Forming.

A alteração da razão social se deu por estratégia de reposicionamento da marca.

Na feira, ela anunciou o lançamento da série de termoformadoras automáticas TCM 2, composta por máquinas com dois estágios, com terceiro opcional.

Com elas, etapas de um mesmo processo que antes exigiam equipamentos distintos, casos da moldagem, furação e corte, por exemplo, podem ser feitos em um único equipamento.

Plástico Moderno, Termoformadora TCM 2 foi exposta pela Lakatos
Termoformadora TCM 2 foi exposta pela Lakatos

 

Outra empresa nacional, a Polimáquinas, tem sede em Bauru-SP e é especializada em equipamentos para a fabricação de embalagens flexíveis. Na feira ela expôs a nova Polipouch 500, máquina de corte e solda para embalagens stand-up a partir filmes de duas ou três camadas, com ou sem zíper.

Ela é equipada com desbobinador acionado pelo eixo e com controle de tensão, furador contínuo para furos da sanfona e outros recursos. “A procura por esse tipo de embalagem vem crescendo muito”, explica Alexandre Santa Maria, gerente de produtos. A empresa também divulgou sua linha de máquinas para fabricação de sacolas plásticas e embalagens de rolo.

A impressão 3D, outra tecnologia com presença em expansão na indústria do plástico, foi divulgada no estande da SKA, desde o final do ano passado distribuidora exclusiva no Brasil das marcas HP e Markforged. Vagner Cornelius, gerente comercial de manufatura aditiva, explica que as máquinas HP permitem produzir até 5 mil peças por mês.

Já as impressoras da Markforged aceitam resinas reforçadas com fibras, de vidro, de plástico e de Kevlar, entre outras. “É a única do mercado que trabalha com fibras contínuas”.

Periféricos

O segmento de equipamentos auxiliares dos processos de transformação também esteve bem representado, as principais marcas do mercado ocuparam espaço nos corredores da feira. “Estamos com muitas novidades”, informa Ricardo Prado, vice-presidente para a América do Sul da Piovan.

A empresa apresentou a nova linha de termocheelers Digitemp Plus, dotada com dois circuitos e indicada para operações que exigem elevado desempenho. Também lançou nova linha de mini chillers, o termocontrolador TMW Short Cycle e o novo dosador de controle Quantum E, indicado para o controle de peso e comprimento de perfis e filmes.

De quebra, anunciou que passa a produzir no Brasil os equipamentos da linha Petra, marca que a Piovan tem há alguns anos no mercado internacional, formada por itens voltados para dosagem, mistura e fabricação de compostos de PVC para as indústrias alimentícia e química. “O ano começou com boa expectativa, mas temos alcançado bons resultados mais pelo nosso esforço de oferecer soluções inteligentes aos clientes do que pelo desempenho da economia”.

A italiana Moretto destacou seus produtos para a indústria 4.0. Entre eles, o equipamento “inteligente” Moisture Meter Manager, capaz de gerenciar automaticamente os sistemas de secagem, e o sistema Flowmatik, que supervisiona, gerencia e otimiza o fluxo de ar desumidificado de acordo as necessidades específicas dos processos.

Essas duas tecnologias compõem, juntamente com os desumidificadores e os silos de desumidificação das linhas X MAX e OTX, um pacote denominado Eureka Plus. “É o mais avançado sistema de desumidificação de baixo consumo disponível no mercado”, garante Alexandre Nalini, diretor comercial.

Também foram mostrados lançamentos como nova série de minisecadores e unidades de dosagem gravimétrica, entre outros.

A MH Equipamentos lançou o misturador MH-200, cujo container é feito de aço inoxidável, adequado para a mistura a frio de polímeros e pré-mistura de todos os tipos de materiais. A Rax destacou em seu estande a sua linha de equipamentos para alimentação, dosagem e desumidificação. Entre as novidades, novos dosadores gravimétricos para até seis componentes.

A By Engenharia representa no Brasil fornecedores de máquinas e periféricos para as mais diversas aplicações. Entre eles, duas novidades, a Farrel Pomini, fabricante de processadores contínuos para produção de masterbatches e compostos muito carregados com cargas minerais, e a Scantech, produtora de sistemas de medição e controle em linha para filmes planos.

A Gala Industries, marca com a qual a By já trabalhava, foi comprada pela empresa suíça Maag. Dessa forma o portfólio da representada, além de equipamentos para granulação com imersão em água da Gala, passa a contar com os sistemas de granulação de cabos ou espaguetes da Maag.

Outra novidade entre as empresas representadas: a Nordson Xaloy, conhecida por oferecer canhões e roscas para extrusoras, passou a oferecer canhões com sistemas resistivos incorporados ao cilindro. “Essa tecnologia economiza entre 40% e 60% de energia e proporciona grande estabilidade térmica do material”, enfatiza Antonio Alves, sócio diretor da By.

A Hercx, representante no Brasil dos equipamentos da Maguire, oferece dosadores gravimétricos e desumidificadores a vácuo. “Comparativamente aos sistemas tradicionais, que utilizam sílica gel para a retirada da umidade, os desumidificadores a vácuo trazem inúmeras vantagens, como a economia de até 85% de energia elétrica e redução no tempo de preparo do material”, diz o diretor Hercules Piazzo.

Controle de temperatura, robôs

A Refrisat, empresa nacional especializada em refrigeração industrial, anunciou melhorias em seu sistema Datalog, que disponibiliza informações de mais de quinze variáveis dos processos. “Na linha de chillers superamos nossa tradicional redução de consumo de energia, na casa de 14% a 15% em relação à dos concorrentes.

Conseguimos pelo menos mais 5% de eficiência”, garante Carlos Pereira, diretor-geral da empresa. A empresa também salientou a nova geração de drycoolers modulares, que ganharam novo painel e resfriador de ar comprimido voltado para melhorar a finalização dos produtos soprados.

Também do ramo de controle de temperatura, a nacional Mecalor apresentou nova série de drycoolers. De acordo com Marcelo Zimmaro, diretor comercial, o novo modelo, quando comparado com o da geração anterior, ocupa 50% menos espaço e consome 66% menos energia. “Conseguimos essas melhorias evoluindo nossos trocadores de calor”.

Outro anúncio foi o do início de uma operação no México, sua primeira filial no exterior. “Inicialmente, essa operação terá área comercial, de distribuição e assistência técnica. No futuro pretendemos fabricar equipamentos lá”.

Plástico Moderno, Zimmaro: drycooler ocupa pouco espaço e gasta menos energia
Zimmaro: drycooler ocupa pouco espaço e gasta menos energia

Os robôs sempre atraem a atenção dos visitantes de feiras mecânicas, ainda mais agora que eles se transformaram em peças fundamentais para a adoção do conceito 4.0. Na Plástico Brasil, marcas bastante conhecidas estiveram representadas, caso da Dal Maschio, única fabricante nacional, e de nomes internacionais, como Star Seiki, Wittmann Battenfeld e Sepro.

A Dal Maschio destacou as evoluções em seus produtos. Entre elas, a colocação de dois eixos rotativos no pulso de alguns modelos, o que amplia a mobilidade, facilita a colocação de insertos, permite a aproximação das peças de câmeras de inspeção visual e simplificam etiquetagem e impressão. A integração de seus robôs a sistemas visuais compostos por duas câmeras foi outra inovação.

Uma câmera permite a localização e posicionamento de peças e outra pode ser usada para o controle de qualidade, para checar a existência ou não de insertos, furos, falhas de injeção e rebarbas. “Também trabalhamos para tornar nossos robôs mais ecléticos, para que com ajustes possam atuar em diferentes aplicações, casos da injeção IML ou na montagem de insertos durante o ciclo, entre outras”, complementa José Luiz Galvão Gomes, diretor comercial.

No estande da Sepro, três modelos chamaram a atenção. Um deles, o Strong 50, robô do tipo pick-and-place de cinco eixos – dois para rotação – é dimensionado para aplicações em injetoras até 1.600 toneladas.

O modelo 6X-140, da linha Sepro-Yaskawa, de porte pequeno e seis eixos articulados, é para injetoras até 200 toneladas. O terceiro modelo, o 5X-25, da linha Sepro 5X, tem cinco eixos servo-motorizados e é oferecido em parceria com a Stäubli Robotics.

Matérias-primas, aditivos e masterbatch – Principal fabricante de matérias-primas do país, a Braskem não contou com estande na área da feira.

Alugou uma espaçosa sala no mezanino do pavilhão. Para divulgar seus produtos junto aos visitantes, traçou uma estratégia diferenciada. Promoveu um tour duas vezes ao dia para levar os interessados aos estandes de fornecedores de equipamentos nos quais havia demonstrações de aplicações das resinas oferecidas pela empresa. Um exemplo se deu no da Romi, onde foram produzidos cachepots – espécie de revestimento para vasos de plantas – com a recém-lançada resina reciclada proveniente de big bags de PP. O “passeio” também envolveu marcas como Arburg, HGR, Rulli Standard e Carnevalli, entre outras.

Distribuidoras de resinas “assinaram o ponto”. A Mais Polímeros adicionou o ABS em sua lista de produtos oferecidos ao mercado. Também destacou a inauguração, há cerca de três meses, de uma filial em Itajaí-SC. “Já tínhamos filiais em Caxias-RS, Piraquara do Sul-PR, e Aparecida de Goiânia-GO”, acrescenta a diretora Daniela Antunes Guerini. A empresa, em parceria com a Braskem e o Grupo Cofrag, participa do projeto da primeira palmilha feita com EVA verde. A Activas ressaltou que no início deste ano passou a trabalhar com mais três representadas: Covestro (PMMA), Samsung (ABS) e Cromex (concentrados de cores).

A Cristal Master divulgou seus aditivos indicados para o mercado de reciclagem, como o neutralizador de odor. A empresa também apresentou um aditivo anticolapso, utilizado nos processos de expansão, e um aditivo antirisco, indicado para as indústrias automobilísticas e de eletroeletrônicos, entre outras. Outra linha com a marca foi a de compostos para XLPE, resina utilizada em fios e cabos. “Esse é um mercado técnico, cujas normas exigem produtos específicos”, afirma Peterson Miranda, responsável pela área de marketing.

Os compostos de carbonato de cálcio, muito usados em sacolas e filmes, estão entre os principais produtos da Valmaster. “Ainda há muito potencial para a expansão dos negócios com esse produto em, por exemplo, frascos de produtos de limpeza doméstica e pessoal e embalagens termoformadas para alimentos”, ressalta Murilo Grilo, coordenador de desenvolvimento. A empresa também comercializa masterbatch branco, aditivos deslizantes, auxiliares de fluxo, antibloqueio, antiestáticos e antioxidantes.

A maior novidade da Ecomaster será a entrada em operação, prevista para daqui a dois meses, de sua nova fábrica no Rio de Janeiro. Com ela, a capacidade instalada da empresa alcançará o número de 4 mil toneladas por mês – a empresa tem outra fábrica em Franco da Rocha-SP. “Teremos duas linhas específicas na nova fábrica, uma de masterbatches brancos e compostos de carga e outra para compostos de cores e aditivos”, detalha Pablo Pinheiro, representante comercial. O carbonato de cálcio foi um dos produtos divulgados. “Ele permite substituir até 50% da resina virgem”, diz. Outro foi um branqueador ótico. “Ele elimina o ar de sujo da resina reciclada”.

Plástico Moderno, Masterbatch da Ecomaster gera efeito visual em copos
Masterbatch da Ecomaster gera efeito visual em copos

Moldes

Opções para facilitar a vida das ferramentarias, de modernos centros de usinagem a componentes padronizados, foram expostos na feira.

A Romi mostrou o centro de usinagem D 1250. Entre os diferenciais da máquina se destacam a estabilidade térmica e geométrica e a alta capacidade de absorção dos esforços de usinagem, características que garantem grande capacidade de remoção de cavacos e redução dos tempos de trabalho.

Fabricantes de porta-moldes, câmaras quentes e outros itens padronizados, caso das nacionais Polimold, Tecnoserv e Três-S, marcaram presença.

A Polimold divulgou seu recente serviço de projeto e usinagem de moldes para múltiplas cavidades. “O cliente fica responsável apenas pela usinagem das cavidades, nós fazemos o resto. O prazo para a execução do serviço se torna bem reduzido”, garante Rodrigo Vizigal, responsável pelo marketing da empresa. Outros destaques ficaram para os sistemas de câmara quente Infinity e o lançamento de um novo portal de vendas, dotado com vasta biblioteca em duas e três dimensões.

A Tecnoserv, graças a uma parceria com a Strack Normalien, da Alemanha, oferece ao mercado serviços de estamparia para moldes de grande porte, em especial os utilizados pelo setor automobilístico.

A empresa também nacionalizou a produção de sistemas valvulados e câmaras quentes, agora fabricados no Brasil mediante acordo com a neozelandesa Mastip. “No caso das câmaras quentes, 80% das peças são feitas aqui, o que torna o produto mais barato”, informa o diretor técnico Wilson Teixeira.

O lançamento de câmaras quentes valvuladas, ocorrido no segundo semestre do ano passado, foi o um dos itens divulgados pela Três-S. A empresa também enfatizou aos visitantes os investimentos em máquinas que vem fazendo em sua fábrica localizada em Ribeirão Preto-SP.

“Adquirimos equipamentos para ampliar nossas linhas de porta-moldes e câmaras quentes”, explica Claudir Mori, gerente comercial.

Texto: Antonio Carlos Santomauro e José Paulo Sant’Anna

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