Plástico Brasil: Indústria volta a se reunir

Indústria do plástico volta a se reunir para discutir avanços tecnológicos

Recorde de público, boas vendas e inúmeras conversas com possibilidades de em breve virarem negócios.

A terceira edição da Plástico Brasil, realizada entre 27 e 31 de março no São Paulo Expo, na capital paulista, deixou saldo bastante positivo, na opinião da grande maioria dos expositores.

O evento reuniu em torno de 800 marcas numa área de 40 mil m² para 51 mil visitantes, número 13% superior ao verificado na edição anterior, em 2019.

Ele foi organizado em parceria pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), com promoção assinada pela Informa Markets.

Chamou a atenção a forte presença da indústria de equipamentos, responsável pela maioria dos estandes.

“Foi oportunidade única para os interessados verem de perto todas as inovações e tendências em máquinas, equipamentos, acessórios e periféricos em um único local”, resume Amilton Mainardi, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico da Abimaq.

Plástico Brasil: Indústria volta a se reunir ©QD Foto: Divulgação
Mainardi: exposição trouxe todas as novidades do setor

A presença da indústria nacional de equipamentos foi motivo de orgulho para José Velloso Dias Cardoso, presidente executivo da Abimaq.

O dirigente comemora o resultado da iniciativa.

“O público foi muito maior do que imaginávamos. O evento teve excelente desempenho de vendas, com muitos negócios feitos in loco. A quantidade de visitantes do exterior e as vendas internacionais também apresentaram desempenho acima do esperado. Tivemos muitos visitantes da Argentina, do Peru, da Colômbia, do México e de outros países, o que vai gerar muitas exportações”.

Gino Paulucci Júnior, presidente do Conselho de Administração da associação, destaca a importância, para os transformadores, de contarem com linhas de produção modernas.

“Nos últimos cinco anos, a evolução dos equipamentos foi brutal em relação à verificada nos dez anos anteriores”. Para ele, os modelos novos permitem maior produtividade, melhor qualidade das peças produzidas e grande economia de energia, além de facilitarem a inserção dos usuários nos conceitos da indústria 4.0.

Paulucci ressalta a excelência da engenharia brasileira.

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Paulucci: evolução de máquinas e equipamentos é muito rápida

“Enquanto fabricantes de máquinas de países avançados obtêm desempenhos expressivos usando quinze servomotores, nossos modelos atingem resultados similares equipados com apenas cinco ou seis”.

Para o dirigente, prova da competência pode ser provada pelos bons números alcançados pelas exportações.

Nos dois primeiros meses do ano, as vendas de equipamentos nacionais para outros países atingiram em torno de US$ 2,1 bilhões, valor que representa crescimento de 32% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os bons resultados da Plástico Brasil fizeram os organizadores preverem aumento de 20% na área oferecida aos expositores na próxima edição, prevista para 2025.

“Esse ano, alugamos quatro dos oito pavilhões disponibilizados pela São Paulo Expo; na próxima edição vamos reservar cinco”, adianta a show director da Plástico Brasil, Liliane Bortoluci.

Injeção de ânimo – Os empresários que por acaso foram à exposição pensando em adquirir uma injetora certamente ficaram animados com as múltiplas opções de modelos apresentados.

Na lista, muitos lançamentos e máquinas no mercado há algum tempo, em versões aperfeiçoadas.

Havia modelos com todos os tipos de acionamento possíveis – hidráulicos, híbridos e elétricos – e projetados para as mais diversas aplicações.

Muitas empresas puseram suas injetoras para trabalhar na feira, onde foram produzidos de pequenas peças descartáveis a cabides, baldes e banquinhos.

A Romi, maior fabricante de máquinas do país, havia anunciado antes da feira o lançamento de uma linha de injetoras.

O anúncio foi cercado de sigilo e quatro unidades do equipamento com diferentes forças de fechamento só foram apresentados ao público após a abertura do evento.

Trata-se da linha EN Nova Geração, formada por oito modelos (entre 70 e 650 toneladas de força de fechamento).

“As melhorias e inovações presentes nas máquinas trazem ganhos significativos para os clientes, aumentando a versatilidade, produtividade e precisão nos seus desempenhos”, afirma Maurício Lopes, diretor de comercialização.

Entre os aperfeiçoamentos, elas possuem maior área para abrigar os moldes, com aumento de até 20% no espaço entre colunas (com exceção dos modelos com 70 e 100 toneladas).

“A característica possibilita a utilização de moldes maiores, condizentes com a tonelagem da máquina”.

Outra novidade é o sistema de fechamento bi-toggle mecânico-hidráulico de cinco pontos otimizado. “Ele proporciona movimentos mais suaves de fechamento e abertura do molde, garantindo melhor distribuição de forças durante o travamento”.

A unidade de injeção apresenta diversas melhorias, a exemplo da maior velocidade e capacidade de plastificação, “proporcionando menor tempo de ciclo e otimização do processo”. O conjunto plastificador utiliza roscas com camada bimetálica, “com maior resistência ao desgaste, alto desempenho na plastificação e longa vida útil”, entre outros aperfeiçoamentos.

“O evento nos surpreendeu positivamente, tanto pelo tamanho que alcançou, quanto pela frequência e qualificação da visitação”, resume Gerson Martins, chefe de marketing da engenharia de vendas.

Café, leite e inteligência artificial – Ainda no campo das injetoras, empresas da América do Norte mostraram seus atrativos.

A gama de produtos oferecidos pela canadense Husky, empresa com estrutura própria no Brasil, é dividida em dois campos de atuação. Um deles é o de linhas de injeção para embalagens rígidas – ela atua fortemente na área de pré-formas para PET. O outro é especializado na oferta de câmaras quentes para moldes de injeção.

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Husky exibiu injetora para produzir cápsulas de café

Uma atração chamou a atenção. “Já oferecemos essa tecnologia há cinco ou seis anos, mas no Brasil ela é pouco conhecida”, revelou Valdenir Vasconcelos, gerente de negócio de embalagens rígidas.

Trata-se das linhas voltadas para a produção de peças co-injetadas com barreira. São indicadas para aplicações como a produção de cápsulas para máquinas de café e de pré-formas para garrafas de leite.

Nas cápsulas de café, as camadas externas são feitas de polipropileno e no “recheio do sanduíche” fica uma camada de EVOH. No caso do leite, nas camadas externa e interna das pré-formas é usado o PET enriquecido com dióxido de titânio, e na interna o PET aditivado com negro-de-fumo.

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Husky exibiu injetora para produzir cápsulas de café

A aplicação mais inusitada é a de cápsulas de café, mercado dominado pela termoformagem. Vasconcelos compara os dois métodos.

Para o gerente de negócios a maior vantagem da co-injeção está na economia de matéria prima. “Na termoformagem, para a confecção das cápsulas, há um corte das aparas e todo esse material é perdido. Na injeção, todo o material é aproveitado”.

Dessa forma, apesar do investimento inicial na injeção ser mais elevado, a co-injeção pode ser mais lucrativa, em especial no caso de grandes volumes de peças a produzir. Ele ressalta outra característica da tecnologia oferecida pela Husky. “A co-injeção é um processo bem mais preciso, mais controlado, garante a uniformidade da espessura das paredes”.

A norte-americana Milacron, que possui escritório próprio de representação no Brasil, lançou a nova série de injetoras elétricas Roboshot, máquinas cuja tecnologia é apresentada como “inteligência artificial”.

De acordo com a empresa, entre outras características, essas máquinas oferecem maior velocidade de injeção, movimentos mais suaves e silenciosos e proporcionam economia de energia entre 50% e 80% em relação a modelos concorrentes.

Entre outros recursos, as injetoras efetuam autocorreção dentro dos ciclos, evitando a produção de peças defeituosas, o que a torna indicada para aplicações nas quais os materiais podem sofrer variações consideráveis de viscosidade.

“Tumultos” e robôs – Grandes marcas europeias de equipamentos para linhas de injeção marcaram presença em estandes bastante concorridos. Entre eles nomes como Arburg, BMB Eurotech, Engel, Krauss Maffei, Sumitomo Demag e Wittmann Battenfeld.

“A feira foi muito boa, superou bem as expectativas, e concretizamos vendas”, afirma Marcos Cardenal, engenheiro de vendas da Wittmann Battenfeld, fabricante de injetoras, periféricos e robôs.

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Presença de robôs variou entre os mais simples…

No estande da empresa, quatro atrações chamaram a atenção. Uma injetora EcoPower Xpress 300/2100++, equipada com um robô Sonic 143, produziu pratos descartáveis de sobremesa com material biodegradável.

Um modelo SmartPower 120/525, equipado com robô Primus 16, fabricou cabides a partir da tecnologia de injeção a gás Airmould, voltada para a produção de peças ocas e, por consequência, mais leves.

A montagem feita com um robô modelo WX143 “jogou consigo mesmo” partidas de xadrez para a curiosidade dos visitantes.

O conjunto, por meio de combinação de eixos A/C-Servo e uma pinça em forma de L equipada com duas unidades magnéticas para segurar as peças, as manuseou em tabuleiro magnético com 4 m² de área montado na posição vertical.

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…aos mais complexos, como o da Wittmann que jogou xadrez

“A ideia original era permitir que os visitantes pudessem jogar xadrez com a máquina, mas com o grande fluxo de pessoas a experiência podia virar um tumulto”.

Por falar em tumulto, a outra atração da empresa foi uma injetora EcoPower 180/750 equipada com um robô W818, que produziu pequenos copos para drinques.

O conjunto estava com um programa pelo qual o robô poderia ser programado para distribuir drinques com os copos produzidos. “Para evitar confusão, isso só aconteceu nos finais do expediente, quando havia poucas pessoas no estande”.

Para conseguir vantagens comerciais na hora da compra, sem falar na comodidade de atender suas necessidades junto a um único fornecedor, transformadores cada vez mais adquirem máquinas injetoras acompanhadas de robôs.

Algumas empresas já oferecem robôs com marca própria há anos, casos da Wittmann Battenfeld e Engel, por exemplo. Outros fabricantes de injetoras estão seguindo o exemplo.

É o caso da Sumitomo Demag, que apresentou na feita os primeiros robôs desenvolvidos pela empresa, lançados recentemente na feira K’, da Alemanha. Eles equipavam os dois modelos de injetoras elétricas expostos no estande, um da série SE180EV-A, fabricada no Japão, e o outro da linha IntElect, alemão.

Olhinhos “puxados” – Fãs das injetoras asiáticas também não puderam se queixar. No evento se encontraram estandes de várias marcas, casos da Borche, Chen Hsong, Haitian, Tederic, Tsong Chern e Yzumi. A recíproca é verdadeira. Os estandes estavam lotados e as empresas apresentaram retorno positivo.

“A feira foi muito boa, tivemos um volume de visitas acima do esperado, tanto na quantidade como na qualidade. Realizamos excelentes negócios, com vendas acima das expectativas”, resume Luís Guerra, gerente comercial da Chen Hsong.

Guerra explica que a empresa aproveitou a feira para mostrar uma nova face, que valoriza a tecnologia e a total integração da máquina com equipamentos auxiliares, robôs e sistemas de gerenciamento de produção. Foram mostrados dois modelos híbridos.

O primeiro uma máquina high-speed, já na sua segunda geração, modelo Speed Pack II 400, de 400 t de força de fechamento. Equipada com robô da Sepro, molde da Plastilania e sistema de gerenciamento da MAP, ela injetou pratos descartáveis.

“Essa máquina apresenta velocidade de 500 mm/s, dosagem elétrica e movimentos simultâneos”, destaca o gerente. A segunda máquina era uma JM 568MK6 hybrid com velocidade de injeção de 250 mm/s, dosagem elétrica e sistema in mold labeling acionado por robô da Sepro, que produziu baldes de 18 litros.

A Haitian Brasil, subsidiária da fabricante chinesa, divulgou na feira suas linhas de injetoras formadas por modelos elétricos e servo-hidráulicos. No portfólio máquinas com características para as mais diferentes aplicações.

Destaque para a injetora da geração Marte II, de acordo com a empresa com melhorias no design, hardware mais confiável, maior eficiência energética e precisão. A série Marte está no mercado desde 2006 e é apresentada pela empresa como a injetora mais vendida do mundo, com mais de 230 mil unidades entregues.

Uma injetora totalmente elétrica, fabricada pela LOG, foi a principal atração do estande da Simco, empresa nacional revendedora de equipamentos de várias marcas internacionais.

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Injetora elétrica da LOG foi a estrela do estande da Simco

Cleber Scherer, gerente comercial, informa que a máquina possui design de placa otimizado, servomotor de alta resposta, codificador de alta precisão e sensor de pressão de injeção, além de mecanismo de fixação de alta precisão que possibilita maior abertura do molde e velocidade de fechamento de 1.500 mm/s.

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Scherer comemora desempenho comercial das máquinas LOG

“Em treze anos já vendemos mais de 2,3 mil máquinas LOG no Brasil”, orgulha-se.

Filmes campeões de bilheteria – Entre os estandes mais concorridos se encontram os de extrusoras para filmes. Não é para menos. Enormes, eles abrigaram máquinas gigantescas que não passaram despercebidas por quem percorreu os corredores da exposição.

Entre as marcas presentes, alguns representantes da indústria brasileira bastante conhecidos. A Carnevalli apresentou duas máquinas.

Uma delas, monocamada para materiais reciclados de todos os tipos de polietilenos com capacidade de produção de até 250 kg/h.

A outra, um equipamento de coextrusão para filmes de cinco camadas. De quebra, também exibiu linha de rebobinadeira da série NewPermaco.

A Rulli Standard dividiu seu estande de 500 m² em duas ilhas temáticas. Em uma, apresentou dois modelos para co-extrusão de filmes, entre eles o mais recente lançamento da empresa, o Rulli Coex ABA, que chegou ao mercado no ano passado.

Na outra ilha, foram montadas partes de uma extrusora de chapas, que representou a divisão de rígidos. O modelo foi o Rulli EC-100 Smart; a extrusora completa pode chegar a mais de 20 metros de comprimento.

A fabricante de extrusoras Ferreti conta com um diferencial. Ela oferece máquinas para a produção de filmes de polipropileno, bastante usados em embalagens de alimentos como carnes e verduras, entre outras aplicações.

De acordo com o diretor Luiz Ferreti, são filmes que apresentam excelente transparência, flexibilidade, resistência e durabilidade.

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Carnevalli exibiu extrusoras de filmes

Para ele, a feira foi um sucesso, em especial para gerar exportações para o mercado latino.

Entre os países com os quais a empresa espera fechar negócios, o Chile é apontado como bastante promissor. “Ele está passando por momento econômico positivo”.

Sopro de esperança – Além da exibição de tecnologia de ponta, uma notícia agitou o segmento formado pelos fabricantes de sopradoras.

A Multipack Plas, empresa nacional fundada em 1995 e pioneira no país na produção de sopradoras com acionamentos totalmente elétricos, anunciou mudança de marca corporativa. Ela agora passa a se chamar Multiblow.

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Sopradora da Multiblow produz frascos com três camadas

A substituição foi decidida após recente venda de máquina para o mercado norte-americano. A experiência gerou o interesse de incrementar as exportações para a região e o novo nome foi escolhido por parecer mais adequado.

Em paralelo, foi anunciada a mudança da sede da empresa para nova planta industrial. Com área de 5 mil m², ela é cerca de 30% superior à anterior.

As novidades também atingiram a linha de produtos. Foi lançada na exposição a máquina elétrica EB 600D COEX 3, indicada para frascos de 1 litro extrudados em três camadas, embalagem bastante utilizada nos óleos lubrificantes.

“Já tínhamos máquinas co-extrusora para 20 litros”, observou André Fonseca, da área comercial da empresa. “Permitindo o uso de resinas recicladas, embalagens com 3 camadas constituem uma tendência”.

Dois modelos de sopradoras chamaram a atenção dos visitantes da Romi. Uma foi do modelo P 5L, por extrusão contínua, desenvolvida para sopro de frascos até 5 litros.

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Produção de vasilhames plásticos no estande da Romi

A outra foi a C 5TD, por extrusão contínua com mesa dupla para alta produtividade, cujo diferencial se encontra na maior área de molde e força de fechamento elevada.

Os dois modelos possuem programador de parison com 512 pontos de perfil e controle independente da temperatura nas zonas de aquecimento do cabeçote.

A força da periferia – Periféricos de todos os tipos e nacionalidades chamaram a atenção.

Foram mostrados equipamentos para transporte de resinas, alimentação de máquinas, moinhos, controladores de temperaturas e outros os mais diversos fabricados por presenças “carimbadas” nas feiras do setor de plástico.

Podemos citar, como exemplos, as brasileiras Plast-Equip, Rone e Seibt ou as italianas Piovan e Moretto.

Também marcaram presença empresas especializadas em robôs, que exibiram de modelos cartesianos, os mais usados na indústria do plástico, a unidades com movimentos em cinco eixos, indicados para operações complexas. Entre elas a brasileira Dal Maschio, a japonesa Star Seiki e a francesa Sepro.

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Dosador Quantum, da Piovan

A alemã Octagon, com escritório próprio no Brasil, chamou a atenção dos interessados em tecnologia voltada para extrusão de filmes.

Ela apresentou alguns lançamentos que, de acordo com a empresa, agregados às extrusoras proporcionam várias vantagens.

Um deles foi o anel de ar automático SmartLip, indicado para resfriar o balão e realizar controle de espessura. “Ele realiza o controle do fluxo do ar por meio de vários motores”, explica Samuel Janzen, do departamento de desenvolvimento de engenharia.

Outro produto foi o medidor de espessura para filmes GPA EVO, usado no controle de qualidade de filmes prontos.

“O aparelho conta com dois sensores, um sensor capacitivo sem contato e um micrômetro”. Uma terceira atração foi o dosador gravimétrico SmartGDS, que permite a alimentação de matéria-prima com alta precisão.

“Ele pode fazer a dosagem de aditivos e tem capacidade para fluxos até 100 kg por hora”.

Nos dias de hoje, dominar as informações das linhas de produção se tornou estratégico. Por isso, tecnologias que surgiram recentemente também foram divulgadas.

A Belago Technologies, integradora que fornece soluções de TI em parceria com a israelense Matics, apresentou novo sistema para digitalização.

Baseado em nuvem, a solução implementa os preceitos da indústria 4.0, permitindo aos fabricantes obterem análises de dados em tempo real e de maneira remota, reduzindo indesejáveis interrupções.

Não faltaram estandes de empresas fornecedoras de produtos os mais distintos para todos os segmentos da indústria do plástico. Multinacional de origem italiana, a Aignep mostrou suas peças pneumáticas para automação, como válvulas, cilindros, filtros e conexões.

As peças são integradas a extrusoras e a equipamentos de corte e solda, entre outros equipamentos. “Nossos boosters, por exemplo, permitem elevação rápida e acentuada da pressão em uma extrusora, enquanto nossos reguladores permitem ajuste mais fino e mais preciso dessa pressão”, especificou Guilherme Assumpção, coordenador administrativo interno.

Termoformagem, corte e solda e impressão – Outros segmentos importantes mostraram novidades. A brasileira MTF divulgou suas linhas de máquinas de termoformagem para bobinas e chapas.

O destaque do estande foi um modelo FCE, com três estações e sistema de retirada de peças por robôs. A máquina é indicada para a produção de blisters, estojos, bandejas e outros produtos a partir de bobinas de poliestireno, PVC e PET.

“Ela une velocidade e performance e é totalmente digitalizada, pronta para a internet das coisas”, ressaltou Rui Katsuno, presidente da empresa.

A brasileira Polimáquinas oferece séries de máquinas de corte e solda para embalagens plásticas flexíveis, sacolas com ou sem alças, pouches e outras peças.

Entre elas, o modelo para pouches Polipouch 1000, equipado com três soldas, desbobinador com controle de tração, selador longitudinal contínuo para execução das soldas de fundo da embalagem, dois conjuntos de seladores transversais, um conjunto de resfriamento transversal, dois rolos de tração servo acionados para transporte e outros recursos mecânicos.

A máquina conta com CLP com visor LCD colorido tipo touch screen, no qual é possível visualizar parâmetros como comprimento das peças, velocidade, quantidade produzida e temperaturas, além de armazenar receitas.

A Wutzl, empresa brasileira fabricante de sistemas de impressão, montou em seu estande diversas máquinas de suas linhas de hot-stamping, heat-transfer e tampografia.

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Dosador da Moretto marcou presença na feira

Os destaques apontados pela empresa ficam para máquinas de tampografia elétricas acionadas por servomotores.

As células de gravação em tampografia, hot-stamping, puncionadeira, com alimentação por robô e as máquinas inteligentes adaptadas ao conceito da indústria 4.0 também mereceram menções diferenciadas.

Calor e frio – Foram expostas várias soluções de engenharia térmica. Uma das empresas do setor presentes no evento foi a brasileira Mecalor. Entre as atrações, o chiller Smardt-Mecalor Oil Free, com compressores centrífugos de mancal magnético isentos de óleo.

“Ele possibilita uma economia que pode chegar até 50% do consumo de energia na parte de refrigeração e oferece baixo nível de ruído e manutenção devido à ausência de atrito mecânico alcançada pelos mancais magnéticos isentos de óleo”, afirma Jano Szegö, CEO da empresa.

Outra aposta da Mecalor foi o drycooler Aludry, projetado em módulos individuais que podem ser encaixados na medida em que cresce a demanda por refrigeração dos processos industriais.

“Ele tem eficiência energética, utiliza menos ventiladores para dar maior capacidade térmica”.

Os visitantes também puderam conhecer um chiller que utiliza o fluido refrigerante R-454B e a linha de termorreguladores indicados para moldes de injeção.

Szego reforçou a relevância da feira para os negócios, e a definiu como chance de receber visitas de clientes e contatos com prospects.

A Megacal é uma empresa 100% brasileira que atua no desenvolvimento de equipamentos para processos de refrigeração e aquecimento industrial por meio de água, óleo térmico ou soluções aquosas, entre as temperaturas de -30ºC e + 250ºC.

São unidades de água gelada, torres de resfriamento, termorreguladores, termomisturadores, trocadores de ar frio, resfriadores de óleo e outros equipamentos destinados à indústria de transformação de plástico e para outros segmentos. Na feira, a empresa destacou sua recente série de equipamentos feitos de aço inox.

A brasileira Körper apresentou suas novas linhas de dry coolers e chillhers de grande capacidade – até 1.000 Mcal/h –, próprias para centrais de resfriamento de água.

De acordo com Hamilton Lista, diretor técnico e comercial da empresa, elas apresentam vantagens significativas em quesitos como economia de energia e redução dos níveis de ruído, além de não disputarem espaço com os equipamentos produtivos, pois podem ser instaladas nas áreas externas das plantas.

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Lista: linhas da Körper contam com alto grau de conectividade

“Outro diferencial desses equipamentos está na conectividade, eles permitem que de qualquer lugar, por PCs, celulares, e outros dispositivos, seja possível acessar, verificar e controlar todos os parâmetros importantes ligados à operação”.

Moldes & Cia. – Ferramentarias como Global Moldes, Moldes Brasil, Moldar, Union Moldes e MWCut montaram estantes. Também foi notória a presença de vários fornecedores de produtos para moldes, casos da Husky, MoldMasters, Polimold, Oerlikon, Tecnoserv, Três-S e Yudo, entre outros.

Não faltaram as fabricantes de máquinas-ferramenta, casos da Romi, que levou uma central de usinagem, e da Vacuum Center, especializada em soluções de vacuum forming.

Destaque para os fornecedores de sofisticadas câmaras quentes e controladores de temperatura. Notícias e lançamentos agitaram os visitantes interessados nesse nicho de mercado.

No estande da Polimold, maior fabricante nacional de padronizados, câmaras quentes e controladores de temperatura, um vídeo chamou tanto a atenção quanto os produtos expostos.

Nele os visitantes souberam que a empresa vai investir esse ano US$ 4,5 milhões na compra de equipamentos para ampliar e modernizar sua capacidade de produção. Entre as aquisições, duas centrais de usinagem de cinco eixos e um forno para usinagem, todos com previsão de entrada em operação até março de 2024.

A antiga fabricante de câmaras quentes HRS Flow foi incorporada à sueca Oerlikon e pela primeira vez participou de uma exposição com sua nova bandeira.

Antes com atuação concentrada na indústria automobilística, a empresa agora conta em seu portfólio com soluções para a indústria eletrônica e de bebidas. Um de seus destaques é a série Flex Flow, câmaras quentes dotadas com acionamento de agulhas feito por motor elétrico.

A Yudo, de origem sul-coreana e com fábrica no Brasil, lançou novos produtos. Entre as novidades, o sistema de câmara quente PS, desenvolvido para o mercado de embalagens e cosméticos, e o Yudrive ECO, sistema valvulado com servomotor.

Também foi apresentado o Yudata, equipamento que durante a realização do ciclo permite verificar temperatura do molde e da câmara, consumo de energia e contar ciclos, entre outras possibilidades.

A Tecnoserv divulgou novo serviço e novidades técnicas. O serviço tem como finalidade ajudar as empresas interessadas em adquirir moldes chineses.

Quem adquirir uma ferramenta no país asiático agora pode contar com a empresa como fornecedora de câmaras quentes.

“Nós fabricamos a câmara quente aqui, as enviamos para nossos representantes na China e eles cuidam da montagem no molde e da operação de tryout”, conta Wilson Teixeira, diretor técnico.

A empresa também apresentou um sistema valvulado acionado por válvula única.

Outro lançamento foi um porta-molde com placas que apresentam dureza em torno de 50 HRC, voltado para ferramentas que trabalham em regime de elevada pressão. “É um produto único no mercado brasileiro”, afirma Teixeira.

José Paulo Sant’Anna e Antonio Carlos Santomauro

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