Plástico Brasil 2023: Avanço em eficiência e na sustentabilidade

Reencontro da indústria busca avanço em eficiência e na sustentabilidade

Dizer que se trata de opinião unânime pode ser exagero.

Afinal, a edição 2023 da Plástico Brasil vai contar com a presença de mais de 800 marcas e não se pode garantir que todos os responsáveis pelos participantes têm a mesma opinião.

Entre os vários entrevistados pela revista para essa cobertura, no entanto, não há dissidências.

Todos estão com expectativa para lá de positiva com os resultados a serem obtidos no evento.

Em sua quarta edição, ele supera com folga todos os anteriores em número de expositores e se espera número recorde de visitantes, entre eles muitos com poder de decisão de compra.

A expectativa é de significativo potencial para geração de negócios durante sua realização ou, pelo menos, de muitas conversas que no futuro resultem em vendas.

O encontro acontecerá entre os dias 27 e 31 de março no Centro de Exposições São Paulo Expo, na capital paulista.

Ele é uma iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Sua promoção é de responsabilidade da Informa Markets.

Alguns são os motivos do otimismo.

Um aspecto envolve o calendário de eventos ligados ao setor do plástico.

Pela primeira vez, desde que foi criada em 2017, a Plástico Brasil não contará com a concorrência da Feiplastic, outra grande exposição envolvendo a indústria do plástico que era realizada em São Paulo em período quase simultâneo.

A Feiplastic atraía muitos participantes, em especial os ligados a matérias-primas e especialidades químicas.

Esse ano não está previsto ocorrer nenhum evento paralelo.

Plástico Brasil 2023: Avanço em eficiência e na sustentabilidade ©QD Foto: iStockPhoto

A conjuntura do país também favorece.

A pandemia impediu a realização da feira em 2021.

A melhora nas condições da saúde da população permitiu a organização nesse ano e é enorme a ansiedade de profissionais ligados à indústria do plástico para conhecer as principais novidades tecnológicas após um período de quatro anos de “abstinência”.

O momento econômico, se não é dos melhores, pelo menos vive período de maior tranquilidade após o nervosismo provocado pelo processo eleitoral.

Se por um lado os juros elevados inibem os compradores, por outro as soluções oferecidas pelas inovações do segmento de máquinas e equipamentos e da indústria química proporcionam oportunidades de retorno rápido dos investimentos.

Um exemplo: podem ser muito significativos os ganhos em produtividade e redução do uso de energia com a substituição de um equipamento antigo por um modelo atual, com recursos de ponta.

De acordo com a Abimaq, os objetivos do evento são os de reforçar a relevância socioeconômica do plástico em suas mais diversas aplicações.

A associação pretende abordar a importância da participação da cadeia produtiva nas discussões ambientais e globais inserindo o plástico como agente que participe da preservação no processo sustentável.

Também quer apresentar inovações que promovam qualidade de vida e benefícios econômicos para as pessoas, além de gerar negócios.

“A Plástico Brasil esse ano estará 40% maior do que a edição de 2019, com 130 novos expositores.

Todos os espaços estão ocupados e temos lista de espera”, resume Vilma Barros, gerente de feiras da associação.

A mesma sensação tem Liliane Bortoluci, que ocupa o cargo de show director da Plástico Brasil na Informa Markets.

“Nossas expectativas são as melhores possíveis. A feira já estava 100% comercializada no início do ano e prevemos receber uma visitação de mais de 45 mil profissionais dos mais diferentes segmentos industriais durante sua realização”, resume.

Ela ressalta a importância da reunião de muitos dos maiores players do mercado nacional e internacional em 40 mil metros quadrados de exposição, onde poderão ser conferidos lançamentos e tendências para toda a cadeia de transformação do plástico.

Em 2019, a exposição recebeu visitantes de 40 países, com destaque para representantes da América Latina. “Esse ano esperamos um público internacional ainda mais significativo”.

Texto de José Paulo Sant’Anna, Com Colaboração de Antonio Carlos Santomauro

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