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Plástico Brasil 2019 – Retomada econômica anima expositores

Jose Paulo Sant Anna
21 de março de 2019
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    Anúncios – Na Plástico Brasil, duas empresas nacionais de equipamentos farão anúncios de parcerias com empresas do exterior, a Pavan Zannetti, fabricante de sopradoras e importadora de injetoras, e a Extrusão Brasil, produtora de linhas de extrusão. A Pavan Zanetti passa a produzir no Brasil as sopradoras projetadas com a tecnologia da italiana Synthesi. “São maquinas muito modernas e totalmente elétricas, com modelos para frascos até 30 litros e grande apelo tecnológico”, garante Newton Zannetti, diretor comercial. Está previsto, para abril ou maio, a organização de um show room com o primeiro modelo com essa tecnologia construído no Brasil.

    Em seu estande, a Pavan Zanetti mostrará dois modelos de sopradoras e uma injetora. Uma das sopradoras é a máquina híbrida Bimatic BMT 10.0 D/H, em versão que ganhou maior participação de acionamentos elétricos em relação aos hidráulicos. “Os movimentos convertidos para elétricos são o deslocamento dos carros porta-moldes, sopro e programador de espessura de parison”. A máquina será oferecida ao mercado com maior capacidade para moldes em relação à versão anterior e 20 toneladas de força de fechamento. “Ela garante precisão de movimentos, economia de energia e maior apelo à sustentabilidade, pois usa menos óleo”.

    A outra sopradora é da serie Petmatic para sopro e estiramento de pré-formas de PET, com capacidade de sopro até 2 litros e capacidade de produção de aproximadamente 5 mil frascos cilíndricos até 500 ml (13 gramas). “É uma máquina automática com componentes pneumáticos e elétricos via servo-motores”. A injetora, comercializada a partir da parceria da empresa com um fabricante chinês, será um modelo HXF com 128 toneladas de fechamento.

    Zanetti acredita que a feira pode se transformar no divisor de águas entre o fraco semestre anterior e o promissor ano de 2019. “Entendemos que o ano deverá ser melhor caso não haja um problema político ou econômico que interfira no lento aumento dos investimentos no setor do plástico. No nosso país as previsões nem sempre se transformam em realidade”.

    A Extrusão Brasil divulgará o acordo feito com a fabricante de extrusoras alemã Leistritz. A empresa, com exclusividade, passa a comercializar no Brasil as extrusoras co-rotantes Leistritz, além de prestar serviços de assistência técnica aos clientes e às empresas que já contam com equipamentos da marca no mercado brasileiro. Também passa a comercializar e prestar assistência técnica das máquinas Pharma, marca da Leistritz dedicada ao mercado farmacêutico. “A Leistritz é uma empresa de qualidade reconhecida em todo o mundo”, afirma Renato Rocha Borges, diretor comercial.

    De quebra, a Extrusão Brasil divulgará toda sua linha de extrusoras e equipamentos periféricos voltados para a operação de extrusão. Entre os equipamentos, destaque para as linhas completas dedicadas à produção de telhas de PVC.

    Reciclagem – Um dos temas a ser bastante discutido nos corredores da feira será a reciclagem, tecnologia que surge como a melhor resposta do setor aos ataques promovidos pelos ambientalistas ao uso do plástico em diversas aplicações. Em vários estandes serão mostrados equipamentos de última geração voltados para a operação.

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    A brasileira Wortex apresentará in loco novidades como as linhas Challenger Recycler Geração II, em versão aprimorada, e Challenger Recycler Conical. A primeira tem capacidade para processar materiais flexíveis ou rígidos na proporção de até 20% de rígidos agregados a flexíveis como filmes lisos, impressos, metalizados e multicamadas, entre outros. Com o equipamento é possível reciclar variados termoplásticos, entre eles polietileno, polipropileno, poliestireno, policarbonato e ABS. A produtividade chega a 750 quilos por hora.

    “A linha recebeu uma série de melhorias, como avanços na degasagem de materiais altamente impressos e um sistema opcional de dupla filtragem, que viabiliza o processamento de materiais com níveis maiores de contaminação”, revela o diretor Paolo De Filippis. “A deterioração no processo de extrusão é a mínima possível e o sistema de granulação garante maior rendimento e homogeneidade na produção”.

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    A linha Challenger Recycler Conical 55 mm é compacta (moinho e máquina ocupam 27 m2) e indicada para aplicações como a recuperação de matéria-prima ao pé das máquinas, casos, por exemplo, de aparas industriais limpas ou filmes lisos de polietileno e polipropileno. A capacidade de produção é de 90 kg/h de polietileno e 60 kg/h de polipropileno. “O equipamento opera com baixíssimo consumo de energia aliado a processamento veloz e de alta qualidade”.



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