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Plástico Brasil 2017: Máquinas dominam a área e obtêm bons resultados de negócios e visitação

Antonio Carlos Santomauro
22 de junho de 2017
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    Extrusoras – Maior produtividade e redução do consumo de energia foram qualidades enfatizadas nas extrusoras apresentadas na Plástico Brasil, como a extrusora dupla rosca MD 125-30, da Bausano. “Consumindo 130 kWh de energia para produzir em torno de 1.300 a 1.400 kg/h, ela pode obter até 35% de economia de energia em comparação com as concorrentes”, afirma Chrystalino B. Filho, diretor comercial. A máquina é opção interessante para processar compostos de PVC e PVC expandido para a indústria de calçados.

    Por sua vez, a Carnevalli exibiu a coextrusora de cinco camadas Polaris Plus 5 POD, com capacidade para mil kg/h. Segundo Wilson Carnevalli Filho, “é a máquina mais produtiva já fabricada no Brasil”. Indicado especialmente para filmes para laminação, shrink e stretch, esse equipamento teve uma primeira versão em 2015, e agora traz controles de espessura mais precisos e bobinadora por gap que, por não sofrer pressão por contato, melhora a tensão de bobinamento.

    A Carnevali mostrou ainda uma máquina na qual duas extrusoras produzem três camadas coextrudadas, indicada para a produção de sacolas com adição de cargas. “Seu consumo de energia é cerca de 20% inferior ao de uma máquina de três camadas que trabalha com três extrusoras”, compara Carnevalli.

    Entre as diversas máquinas expostas no estande da Rulli Standard, despontava uma extrusora de três camadas totalmente automática, com anel de ar de fibra de carbono (mais leve que os usuais). “Temos também uma extrusora que aceita até 100% de reciclados para fazer sacolas, por exemplo; esse tipo de equipamento é um diferencial da nossa empresa”, ressalta Paulo Sérgio Leal, da área de vendas técnicas da empresa. “Todas as nossas máquinas vêm hoje com motor W-Magnetic, da Weg, com 97% de eficiência energética”, acrescenta.

    Na Miotto, conta o diretor-presidente Enrico Miotto, extrusoras e periféricos já estão na quarta geração de seu processo evolutivo. “Também estamos lançando nosso serviço de comunicação remota, que permite que, a partir da sede, possamos diagnosticar possíveis falhas e realizar alterações no software via internet”, informa.

    Havia também equipamentos como a extrusora de dupla rosca cônica 65/132, da série DRcn, da Extrusão Brasil, para perfis e compostos de PVC, destinados, por exemplo, para a produção de telhas. “O mercado de telhas de PVC está em ascensão e deve crescer muito; para isso, essa máquina oferece excelente plastificação e baixo consumo de energia”, diz Leonardo Borges, da área de vendas técnicas da Extrusão Brasil

    Plástico Moderno, Filtro contínuo SFX Magnus 75, da Gneuss, em extrusora Rulli

    Filtro contínuo SFX Magnus 75, da Gneuss, em extrusora Rulli

    Sopradoras e equipamentos para PET – A Pavan Zanetti mostrou a sopradora híbrida 600/15 D, dotada de uma tecnologia de fechamento das placas porta-moldes fundamentada em bielas articuladas, em lugar dos pistões. “Isso aumenta a força de fechamento”, destaca Leandro Pavan, gerente de marketing da empresa. Essa máquina pode trazer opcionalmente o comando do sopro realizado por servo motores. No evento, a Pavan Zanetti lançou ainda uma secadora para pré-formas de PET, para frascos de 5 litros.

    E a Gneuss destacou o polireator Jump, posicionado como alternativa aos reatores de estado sólido (SSP), utilizados para incrementar a viscosidade de massas fundidas de PET reciclado. “Diferentemente do reator de estado sólido, esse polireator é um processo direto, do resíduo de PET – pós-industrial ou pós-consumo – ao pellet em um único passo. Isso propicia processamento mais rápido com viscosidade precisa e controlada, e produto final de melhor qualidade e baixo custo”, explica Andrés Grunewald, diretor da empresa.

    A Gneuss apresentou ainda filtros contínuos para extrusoras de filme balão, que permitem o processamento contínuo, sem a interrupção de fluxo ou colapso na bolha durante a troca de telas – ideal para processamento de material reciclado –, além de uma nova série de seu sistema de filtração RSFgenius: “Operando com áreas maiores, os filtros da nova geração RSFgenius permitem alcançar maiores capacidades de produção, ou mesmo a utilização de filtros menores para uma mesma capacidade”, diz Grunewald.

    Injetoras – Para os processos de injeção, a Plástico Brasil apresentou equipamentos elétricos, hidráulicos e híbridos; todos, também buscando se diferenciar através de quesitos como produtividade e menor consumo de energia.

    A KrausMaffei, por exemplo, mostrava sua nova série de máquinas elétricas: a série PX, lançada na última feira K, já com modelos com força de fechamento de 50 a 200 toneladas. “Brevemente, teremos também a máquina de 25 toneladas e, posteriormente, chegaremos a 600 toneladas”, adianta Rodrigo Olivetto, responsável pela área de vendas da empresa. Essas máquinas, ele prossegue, podem ser equipadas com a tecnologia APC – exclusiva da Krauss Maffei – que automaticamente ajusta o processo dentro do ciclo, independentemente de variação de viscosidade e da fluidez do material.

    A Sumitomo Demag mostrou a máquina com acionamento elétrico direto IntElect, de 350 toneladas de força de fechamento, com fusos comandados por servos motores resfriados a ar. “Comparativamente às máquinas de mesmo porte, porém hidráulicas, ela consome 40% menos energia”, afirma Christoph Rieker, gerente geral da Sumitomo (SHI) Demag do Brasil.

    Plástico Moderno, Série IntElect apresenta ciclos rápidos e economia de energia

    Série IntElect apresenta ciclos rápidos e economia de energia

    Segundo ele, a IntElect vem sendo continuamente aprimorada. Uma de suas evoluções mais recentes é a injeção sequencial, capaz de garantir que todas as peças tenham peso idêntico. “É uma máquina com ciclos muito rápidos, inferiores a quatro segundos, sendo interessante, por exemplo, para a produção de embalagens e tampas. Mas também para ciclos menos rápidos, como em autopeças, nos quais ela reduz bastante o consumo de energia, pois fica inativa durante o resfriamento”, ele diz. “Também trouxemos o modelo El-Exis SP, com altíssima produtividade e elevada performance, para ciclos rapidíssimos, de menos de 2 segundos”, acrescenta Rieker.



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