Plastech Brasil – Feira na Serra Gaúcha atrai visitantes qualificados

Prévia - Feira de Plásticos

Plástico Moderno, Em 2013, Marin distribuiu bancos reciclados na feira para crianças
Em 2013, Marin distribuiu bancos reciclados na feira para crianças

Expectativas e novidades – Plastech

Num cenário no qual as próprias empresas participantes da Plastech buscam traduzir em valores mais modestos suas metas e seus objetivos comerciais, obviamente não é tarefa simples produzir prognósticos precisos sobre o potencial de geração de negócios do evento.

Em 2013, segundo informações dos organizadores, foi gerado um volume de negócios fechados na feira ou no prazo máximo dos doze meses seguintes superior a R$ 173 milhões.

“Com certeza serão estabelecidos negócios, mas não dá para dizer se eles serão concretizados durante o próprio evento, ou nos três, seis, ou oito meses posteriores”, observa a coordenadora Célia Marin.

Já Orlando Marin, presidente da feira e diretor do Simplás (Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho, entidade promotora do evento), argumenta que, até por precisarem atualmente se esforçar bastante para conseguir vendas, as empresas participantes trabalharão com preços bastante competitivos e isso o amplia o potencial de negócios do evento.

“Deve-se, também, lembrar que a crise passará e logo haverá gente interessada em investir”, enfatiza.

Além disso, prossegue Marin, se não ampliou a quantidade de expositores, a feira expandiu seu alcance e repercussão com novidades como o Fórum Plastech Brasil, programação paralela composta por debates e ações de capacitação pertinentes ao setor, focada em temas como tendências em materiais;

aplicações e processos em compósitos e borrachas sustentáveis; novidades de programas como Inovar-Auto e PICPlast (Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico); benefícios da reciclagem; combinação entre plástico, moda e estilo, entre outros.

Entre os nomes já confirmados para essa primeira edição do Fórum aparecem Luiz Moan, presidente da Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores), José Roberto Nogueira da Silva, diretor de Organização do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista, e Miguel Bahiense, presidente do Plastivida – Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos. A participação nesse fórum é gratuita, mas é necessária inscrição prévia, pois há limites de vagas (informações e inscrições em plastechbrasil.com.br).

Também se acentuou nesta edição a presença de estandes coletivos, nos quais empresas que, por algum motivo não podem aparecer de maneira individualizada, unem esforços para uma participação conjunta. Este ano, além de estandes coletivos de entidades como Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), e da prefeitura da cidade gaúcha de Farroupilha – montados também em edições anteriores –, a Plastech terá a inédita presença de um projeto desse gênero desenvolvido pelo Simperj (Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Rio de Janeiro).

Haverá ainda a estreia dos estandes coletivos da Microempa (Associação das Empresas de Pequeno Porte do Nordeste do Rio Grande do Sul) e do Arranjo Produtivo Local Metalmecânico e Automotivo da Serra Gaúcha. Paralelamente, a Plastech Brasil abrangerá de maneira mais generalizada a cadeia petroquímica, a partir de presença mais incisiva de representantes de segmentos como compósitos, borracha e reciclagem.

Mas, com certeza, os negócios desenvolvidos nesse evento serão impactados pelas agruras da economia nacional e pela difícil conjuntura da indústria do plástico que, conforme diz Marin, até mesmo por ter grande parte de seus negócios atrelados ao fornecimento de matérias-primas para a produção de componentes intermediários de outros setores – como a construção civil, indústria automobilística e agronegócios –, sofre os reflexos da situação particular de cada uma delas.

Alguns desses segmentos do mercado consumidor de plásticos estão hoje praticamente paralisados: caso da produção de ônibus e, em menor escala, da fabricação de caminhões. “E muitas empresas que produzem peças para a indústria automobilística sequer estão trabalhando às sextas-feiras”, detalha.

Um dos reflexos dessa conjuntura é a redução do pessoal empregado pelo setor.

Na região centralizada pela cidade de Caxias do Sul, operam aproximadamente 550 empresas de transformação de plástico em um raio de aproximadamente 55 quilômetros.

“No ano passado elas empregavam por volta de 13 mil pessoas, mas esse número atualmente está em quase 10 mil”, conta Marin.

Até o final deste ano, ele projeta, não deve haver mudanças acentuadas nessa conjuntura desfavorável, mas a partir daí deve ter início um movimento de retomada dos negócios. “Difícil, porém, prever quando começará essa retomada e qual será sua intensidade, pois isso depende de muitos fatores”, ressalva o presidente da Plastech.

Leia sobre

Plástico Sul – O Plástico na serra gaúcha – Simplás

Memória – Revista Plástico Moderno

Saiba mais sobre a feira em http://www.plastechbrasil.com.br/

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