Plastech 2013: Exposição gerou cerca de R$ 30 milhões em negócios

Plástico Moderno, Plastech 2013: Exposição gerou cerca de R$ 30 milhões em negócios
Em sua quarta edição, a Plastech Brasil se consolidou como um importante evento setorial do país organizado por um sindicato. Apesar do mau tempo – frio e neve –, entre 27 e 30 de agosto, os Pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul-RS, receberam 23.111 visitantes, que lá estiveram para conferir novidades em tecnologias para termoplásticos e termofixos, moldes e equipamentos. Realizada pelo Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), a feira reuniu mais de 400 marcas, distribuídas em 250 estandes.Para os organizadores, durante estes quatro dias, os negócios concretizados chegaram a R$ 27,6 milhões, enquanto que, para os próximos doze meses, o montante deve somar R$ 145,6 milhões.

Os organizadores ainda estimam que o evento tenha gerado, para este ano, investimentos de cerca de R$ 400 milhões em máquinas e equipamentos pela indústria da transformação do Rio Grande do Sul. Estes resultados não foram ao acaso. Além das novidades exibidas pelos expositores, o evento promoveu dois módulos de rodadas de negócios: um para micro e pequenos empresários e outro com compradores dos Estados Unidos, Chile e Colômbia. Uma parceria entre o Simplás, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs) promoveu a participação de dez empresas ligadas ao Arranjo Produtivo Local Metal Mecânico e Automotivo (APL-MMeA) em um estande coletivo, além da presença em rodadas de negócios do Sebrae. As negociações foram feitas entre as empresas vendedoras, no caso, as expositoras associadas ao Simplás, e participantes de projetos do Sebrae, com as compradoras, indústrias de médio e grande porte, que não precisavam, necessariamente, participar da feira.

A Plastech também atraiu aos Pavilhões da Festa da Uva uma comitiva canadense, liderada por Peter Bjornson, ministro do comércio e do investimento de Manitoba, província com 1,2 milhão de habitantes. A região é apontada como importadora de máquinas e peças, equipamentos automotivos e de transporte, produtos químicos, equipamentos elétricos e eletrônicos, produtos impressos, minerais e mobiliário.

Apelo sustentável – Um destaque desta edição ficou por conta do Recicla Plastech Brasil, iniciativa dos organizadores para mostrar boas práticas no uso e no descarte do plástico. Em um estande de 220 m², funcionou uma usina de reciclagem, na qual o plástico descartado na montagem do evento e na própria feira foi separado e reaproveitado. O processo gerou 5.700 bancos infantis, doados à secretaria municipal da educação. Paralelamente, foram promovidas ações para conscientizar as crianças quanto à forma correta de descarte de resíduos, a fim de permitir seu aproveitamento e gerar o menor impacto possível no meio ambiente. “Queremos que as crianças multipliquem com as famílias os conceitos de vida sustentável que serão trabalhados pelo Recicla Plastech Brasil, lembrando que o plástico é 100% reciclável”, explicou a coordenadora do projeto, Célia Marin.

A usina contou com a parceria da Seibt, que disponibilizou uma extrusora de reciclagem e esteira, e da MeggaPlástico, responsável pela injeção do plástico feita em molde da Plastlar. A aplicação de película por robótica ficou a cargo da Star Seiki; o fornecimento de água gelada para os processos, da Qualiterme, e o alimentador para o silo de secagem e armazenagem, da Ineal. O projeto contou ainda com as associações de reciclagem da Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca), que ficaram a cargo da triagem dos resíduos, e do apoio da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, Instituto Nacional dos Plásticos (INP) e Instituto do PVC.

Plástico Moderno, Marin: evento contou com mais de 400 marcas e 250 expositores
Marin: evento contou com mais de 400 marcas e 250 expositores

A reciclagem também esteve na pauta da abertura da feira, no dia 27. O presidente da Plastech, Orlando Marin, defendeu mais dinamismo das leis para a implantação de usinas de reciclagem energética. Ele salientou que o Brasil não dispõe de nenhum empreendimento para este tipo de reciclagem, enquanto no Japão há mais de 200. O prefeito de Caxias do Sul, Alceu Barbosa Velho, segue o mesmo raciocínio. Para ele, a usina de lixo a vapor é uma tendência mundial. “Temos reciclagem e aterro sanitário onde aterramos nosso lixo orgânico, mas em breve isso será ultrapassado”, disse.

O Rio Grande do Sul detém o segundo lugar no ranking nacional da indústria da transformação, com 1.316 empresas, o equivalente a 11,3% da capacidade instalada do país. É o terceiro na geração de empregos, com 30.595 trabalhadores, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). Só a Serra Gaúcha possui 481 empresas, concentrando cerca de 40% de todo o plástico transformado no estado.

Máquinas em exposição – A Romi levou à feira sua mais nova linha de máquinas para injeção de conexões de PVC. O destaque ficou por conta da injetora Romi EN 380 PVC, destinada ao mercado de construção civil. Equipada com servobomba, a máquina, segundo a fabricante, garante melhor desempenho do sistema hidráulico, com baixo nível de ruído e consumo energético. É adequada à produção de peças de pequeno e médio porte, em aplicações até 380 toneladas.

Líder brasileira nos setores de máquinas-ferramenta e máquinas para plásticos, a empresa mostrou também a sopradora Romi P. O modelo utiliza recurso hidráulico de alto desempenho para a produção de frascos até cinco litros, e conta com programador de parison com válvula Moog, que permite até 512 pontos de programação, além de controle individual de temperatura para torpedo e trefila.

A tradicional fabricante de sopradoras de Americana-SP, Pavan Zanetti, anunciou durante o evento novos representantes no Rio Grande do Sul, e divulgou aos visitantes o investimento de cerca de R$ 15 milhões absorvidos pela construção de sua nova fábrica e pela compra de máquinas para usinagem, além dos incrementos na área de tecnologia da informação. A empresa, líder no mercado de sopro, também promoveu sua linha de injetoras e sopro de PET.

O destaque da fabricante de máquinas Rulli foi uma extrusora de 2½ de alta e baixa densidades. Em funcionamento durante o evento, a máquina alcançou produção de 200 kg/h (PEBD) e de 160 kg/h (PEAD). Segundo o engenheiro da empresa, Paulo Leal, o equipamento é de fácil manuseio e muito versátil, além de registrar baixo consumo energético. Um destaque ficou por conta do desempenho da máquina com material reciclado: a extrusora faz 200 kg/hora. “Poucas máquinas no mundo têm essa performance”, comentou.

Os interessados pela indústria da reciclagem também contaram com a presença da ADL. Essa empresa de Botucatu-SP foi até Caxias do Sul na tentativa de assegurar o crescimento projetado para este ano, de 20%, em comparação a 2012. Além da metalúrgica, a empresa oferece serviços de granulação para terceiros e resinas compostadas e recicladas. De acordo com Danilo Correia, diretor da ADL, a participação teve a proposta de tornar esta fabricante de máquinas e equipamentos para transformação e reciclagem de termoplásticos mais conhecida na Região Sul.

Sediada em Joinville-SC, a Perfilpolimer apresentou lançamentos na área de linhas para corrugados de seis a oito polegadas, com produção entre 350 e 450 kg/h de produto, além de extrusoras de alto desempenho para poliolefínicos. Esta fabricante desenvolve linhas completas para extrusão e impressão, com foco nas linhas para fabricação de perfis técnicos, linhas para tubos, monofilamento, flexíveis e corrugados, entre outros.

Plástico Moderno, Rodadas de negócios reuniram industriais locais e estrangeiros
Rodadas de negócios reuniram industriais locais e estrangeiros

Alguns destaques – Um misturador/secador vertical com capacidade de secagem de 1.000 kg foi o destaque da Máquinas Premiata. O modelo PRM 1000VS versão 2013 garante a eficiência de aquecimento e desumidificação de materiais granulados e moídos diversos. Segundo o fabricante, o diferencial é o sistema de fixação do motor e a regulagem das correias, além de um sistema de mancal inferior isolado, com retentores de proteção ao rolamento. O equipamento vem com proteções mecânicas em todas as partes de contato com o eixo principal, o que aumenta a segurança do operador e isenta a necessidade de componentes elétricos. A empresa tem sede em São Vendelino-RS e é especializada na fabricação de misturadores e secadores de 25 quilos a 5.000 quilos.

A Wittmann do Brasil, do grupo Wittmann-Battenfeld, sediado em Viena, na Áustria, estreou na Plastech neste ano. Segundo o diretor Reinaldo Millito, a ideia era se aproximar dos clientes do Rio Grande do Sul e, consequentemente, reforçar sua participação no mercado gaúcho. Para 2013, a empresa prevê crescimento de 20% em relação ao ano passado. Em seu estande mostrou sua linha de robôs, alimentadores, termorreguladores, dosadores volumétricos e gravimétricos, além de desumidificadores, medidores de fluxo e projetos de sistemas de alimentação.

A Refrisat participou da feira em conjunto com parceiros de diferentes processos de transformação de plástico. Foram eles: MeggaPlástico, Romi, Pavan Zanetti, Sandretto, Rulli Standard, Bettoni, Plastmaq, Hece, HGR, Polimáquinas, Valmart e NZ Philpolymer, entre outros. A iniciativa teve o objetivo de mostrar ao público sua eficiência em uma linha diversificada de produtos para diferentes aplicações.

A empresa também divulgou as melhorias promovidas nos seus equipamentos em relação às suas capacidades e à evolução de seus sistemas, os quais ficaram mais simples de manusear e de entender. No caso das capacidades, a empresa anuncia que conseguiu ganhos da ordem de mais de 15%.

O destaque da Rone ficou a cargo dos aprimoramentos realizados nos moinhos granuladores quanto ao nível de ruído e a outros itens relacionados à segurança. Localizada em Carapicuíba-SP, a empresa participou da feira pela terceira vez. O objetivo é aproximar-se dos clientes da região, mostrando o seu portfólio, que, além dos moinhos, conta com trituradores, transportes pneumáticos, aglutinadores, misturadores e separadores de pó para moinho.

A Siccus Tecnologia em Periféricos, de Cachoeirinha-RS, mostrou sua linha de desumidificadores. A proposta era apresentar aos visitantes os aprimoramentos realizados com a modernização dos processos de secagem e desumidificação dos grãos de plástico, antes feitos por métodos convencionais estáticos. Os produtos da Siccus conservam as propriedades físico-químicas dos polímeros e asseguram benefícios como a economia de energia e a redução do tempo de processo, segundo a fabricante. A empresa levou ainda sua linha de peneiras vibratórias, usadas para extrair o pó dos polímeros moídos, e os carros transportadores de materiais.

Esta foi a estreia da Polimold na Plastech Brasil. A empresa, conhecida por ser a maior fabricante de porta-moldes e sistemas de câmara quente da América Latina, apresentou-se na feira com a proposta de se aproximar dos clientes da região, já que o evento atrai muitas ferramentarias locais. Com sede em São Bernardo do Campo-SP, a empresa tem mais de 35 anos de experiência no setor.

Plástico Moderno, Usina mostrou as boas práticas no uso e descarte do plástico
Usina mostrou as boas práticas no uso e descarte do plástico

Master – Líder no mercado brasileiro de masterbatches de cores e aditivos para plásticos, a Cromex aproveitou a visibilidade da feira para divulgar que passou a atuar também na distribuição de resinas termoplásticas (polipropilenos, polietilenos, poliestirenos, especialidades, masterbatches e dióxido de titânio). Durante sua participação, a empresa expôs seu amplo portfólio composto por masterbatches brancos, pretos e coloridos, além das especialidades, soluções voltadas para plástico de engenharia, BOPP e da linha sustentável. Aliás, um foco ficou por conta da promoção de seus produtos com apelo sustentável, como cores e aditivos voltados aos biopolímeros de fontes renováveis (PE verde) e para biodegradáveis. A empresa também distribui o polímero PLA, voltado para mercados que lançam seus produtos com o viés da sustentabilidade, e produz masterbatches livres de metais pesados.

A Karina Indústria e Comércio de Plásticos divulgou os seus mais recentes desenvolvimentos: as linhas Karintox e Karinpex, para o segmento de fios e cabos. Também aproveitou para informar ao mercado que passou a atuar no fornecimento de pacotes para rotomoldagem. Fabricante de compostos de PVC, especialidades poliolefínicas e masterbatches, a companhia desenvolve produtos para diversas indústrias, entre elas as de embalagens flexíveis e rígidas, de fios e cabos elétricos, de tubos e conexões e a automobilística.

Estes foram apenas alguns expositores que abrilhantaram o evento, tornando-o cada vez maior. Numa breve retrospectiva, é possível notar o seu crescimento a cada nova edição. Em 2007, a Plastech reuniu 150 empresas expositoras (250 marcas). Já em 2009, em sua segunda edição, eram 220 expositores; e, dois anos depois, contou com a presença de 250 expositores. O público chegou a cerca de 22 mil. “Chegamos a 40% de novos expositores, do nosso total de 250. Trouxemos mais de 400 marcas. Aos poucos as pessoas vão se convencendo de que a Plastech Brasil é uma feira em que não se pode deixar de expor”, destacou o presidente da Plastech Brasil, Orlando Marin.

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