Plastech 2011 – Organizadores apostam em forte expansão do evento

Plástico Moderno, Plastech 2011 - Organizadores apostam em forte expansão do evento

A terceira edição da Plastech Brasil 2011, Feira de Tecnologias para Termoplásticos, Termofixos, Moldes e Equipamentos, realizada de 16 a 19 de agosto nos Pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul, contou com 250 expositores. Os cálculos ficam por conta da organização do evento a cargo do Sindicato da Indústria do Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) e representam 700 marcas. Os números, de acordo com o controle eletrônico de entrada no local do evento, registram ainda 21 mil visitantes e a expectativa é que a Plastech 2013 cresça 40%. É a aposta de Caxias do Sul como polo de atração dos negócios da cadeia produtiva do plástico. A próxima edição do evento está agendada para 27 a 30 de agosto de 2013. A despeito da definição, alguns expositores sugeriram uma mudança. Para eles seria mais interessante se a feira ocorresse entre 26 e 29 de agosto, isto é: de segunda-feira a quinta-feira, facilitando o retorno das equipes já na sexta-feira aos seus locais de origem.

A megainjetora– Como em toda feira, os organizadores buscam atrair clientes e visitantes com lançamentos e equipamentos diferenciados. Nesta Plastech, o estande mais procurado foi o do grupo chinês Chiang, com sede nacional em Caxias do Sul. Representantes da marca de injetoras Golden Eagle, eles levaram um equipamento pesando 110 toneladas de massa, 1.800 toneladas de força de fechamento, três motores respectivamente com 55, 45 e 22 quilowats de acionamento integrados. Seus 16 metros de comprimento por 3,5 metros de largura equivalem às dimensões de um iate de pequeno porte.

Plástico Moderno, Plastech 2011 - Organizadores apostam em forte expansão do evento
Megainjetora da Chiang, com 1.800 t de força de fechamento, atraiu maior número de visitantes

De acordo com a explicação da assessora de marketing da Chiang, Soeli Mussoi, trata-se de uma máquina para injeção de grandes peças como contêineres, engradados e paletes de grandes dimensões. O equipamento tem diâmetro da rosca torneada em 135 milímetros e distância entre coluna de 1.500 milímetros/1400. O molde mínimo para um aparelho de tamanha envergadura é de 600/1.500 milímetros. “É a maior injetora montada em uma feira dentro da América Latina”, desafia Soeli.

Ainda nas ruas reservadas às injetoras foi possível conhecer algumas máquinas equipadas com servomotor como a da Starmach. Segundo o gerente de vendas da empresa, Samuel Vogel, a injeção impera na região. Ele destacou o fato de a empresa ter montado uma máquina inteiramente concebida no Brasil, uma vez que seu modelo de negócio é nacionalizar equipamentos made in Taiwan.

Em sua opinião, bem regulada e com tensão elétrica tecnicamente padronizada, uma injetora dessa linha pode gerar economia de energia de até 70%. “Todo mundo fala nessas máquinas, mas só vale a pena em ciclo longo, peças técnicas e tem que se preparar para acabar com as oscilações, “senão vai danificar o motor”, explicou Vogel.

Plástico Moderno, Samuel Vogel, Gerente de vendas da Starmach, Plastech 2011 - Organizadores apostam em forte expansão do evento
Vogel indica a injetora para peças técnicas e ciclos longos

Na Starmach, diversos itens de comando são assinados pela Siemens, sendo que o motor, também alemão, vem com a marca Bosch Rexroth. De acordo com Vogel, existe uma vulgarização do termo servomotor e alguns fabricantes apresentam os modelos como adequados a quaisquer produtos. Para ele a injeção de peças simples como utilidades domésticas não exige equipamentos tão complexos e alto custo.

Já Fernando Almeida, gerente de vendas da Deb’Maq, leia-se série de máquinas Diplomat, também discorreu sobre as vantagens da injetora com servomotor, mas apontou que existem exageros sobre seus reflexos positivos sobre a conta de luz.

No seu entendimento, bem reguladas, elas conseguem gerar um consumo de energia na casa dos 40%. Entretanto, ele concordou com os outros fabricantes. É investimento para ciclo médio e baixo porque do contrário a manutenção se torna uma despesa cara e desnecessária.

Plástico Moderno, Fernando Almeida, Gerente de vendas da Deb'Maq, Plastech 2011 - Organizadores apostam em forte expansão do evento
Almeida: as máquinas geram consumo energético de 40%

Da mesma forma, Antônio Lopes, diretor comercial da Sandretto do Brasil, ofereceu uma injetora equipada com servomotor que levava um selo com o slogan “máquina ecológica”. Para ele, a economia de energia elétrica é substancial por conta da retirada da bomba hidráulica do sistema.

“Elimina o bloco de controle de vazão e pressão porque o servomotor coordena velocidades e pressões simultaneamente de forma independente”, assinalou Lopes. Ele esclareceu que a Sandretto fornece máquinas com esse tipo de configuração a partir de 70 toneladas até 500 toneladas de força de fechamento.

Com relação ao equipamento apresentado na Plastech, a Deb’Maq acionou uma injetora modelo 190V da série Platinum Plus. O equipamento pertence à linha “Ecológica”, desenvolvida com o objetivo de racionalizar o uso de energia, evitar desperdícios e facilitar o gerenciamento dos resíduos sólidos por parte das empresas que atuam na fabricação de garrafas PET e artigos plásticosem geral. Outramáquina da linha ecológica Diplomat exposta foi a ES 130, com 130 toneladas de força de fechamento. Igualmente acionada por servomotor.

Já a Tsong Cherng chegou à Plastech com duas máquinas encomendadas e fechou negócio no evento, segundo informou o gerente de vendas Newton Tien. Ele considera as vendas pós-feira significativas, busca a consolidação da empresa no Rio Grande do Sul e diz que o retorno à Plastech 2013 é uma decisão praticamente consolidada. A Tsong Cherng também exibiu uma injetora Euromaq para PVC rígido com servomotor, de 118 toneladas de força de fechamento.

A Romi fez uma demonstração do modelo EL 300, uma injetora totalmente elétrica, com baixo consumo energético, que se adapta facilmente a salas limpas e é voltada para a produção de peças de alta precisão. Além dessa, mostrou a EN 150, voltada para diversas aplicações, equipada também com servobomba. Já a injetora Romi P220 esteve operativa no estande do Senai.

A empresa também apresentou a sopradora Romi PET 230 automática, um equipamento para sopro de pré-formas com alta produção de frascos e garrafas para linha de bebidas, cosméticos, limpeza e frascos de uso geral.

Plástico Moderno, Newton Tien, gerente de vendas da Tsong Cherng, Plastech 2011 - Organizadores apostam em forte expansão do evento
Além de fechar negócios, Tien busca a consolidação na região

“A Plastech está crescendo e a participação da Romi no mercado da Região Sul também. Acreditamos que esse evento vai colaborar com o crescimento dos resultados da companhia em 2011”, disse Hermes Lago, executivo da Romi.

Extrusoras– A HGR extrusoras compareceu pela primeira vez na Plastech. Seu proprietário, Ricardo Rodrigues, gostou dos contatos e confia que deverá convertê-los em bons negócios nos próximos meses. Ele fabrica de extrusoras a coextrusoras até sete camadas.

Plástico Moderno, Ricardo Rodrigues, Proprietário da HGR, Plastech 2011 - Organizadores apostam em forte expansão do evento
Satisfeito com a feira, Rodrigues espera bons negócios pós-evento

A Carnevalli, que participa pela primeira vez da feira, destacou que a exposição surpreendeu positivamente nos negócios e na qualidade do público. A empresa apresentou na feira a máquina monocamada Polaris Plus 80. O gerente comercial, Geraldo Constantino, comemora os três negócios fechados durante o evento e está na expectativa para mais três encaminhados, gerando uma receita de aproximadamente cinco milhões de reais.

Moinhos e periféricos – Do ramo de moinhos e periféricos sobraram algumas críticas para a Plastech. O empresário Ronaldo Cerri, da Rone, disse que esperava mais. “A gente tinha a visão de algo mais técnico e não foi bem assim. Faltou investidor, gente que decide.” Ele acrescentou não entender se foi reflexo de uma situação da realidade local ou se as poucas visitas de decisores estavam relacionadas com a queda que o segmento de máquinas e equipamentos presenciou na virada do semestre. “O mercado deu uma pequena retraída e está desaquecendo e quem tinha que comprar já comprou na Brasilplast”, analisou Cerri.

Ele avaliou que os marcadores da economia estão oscilando, o que gera uma sensação de insegurança no empresariado. Cerri enumerou que a Rone atualmente fabrica em série aproximadamente 200 modelos e levou para a Plastech uma amostragem de sete produtos. Apesar da leitura um pouco pessimista da economia ele tem a expectativa de fechar negócios a médio e longo prazo, embora tenha realizado uma venda ainda em Caxias do Sul.

Plástico Moderno, Ronaldo Cerri, Da Roni, Plastech 2011 - Organizadores apostam em forte expansão do evento
Cerri sentiu a falta de pessoal com poder de decisão de compra

“Quem compra em feira é empresa pequena. Não me preocupa vender máquina em feira, me preocupa a qualidade da visitação.” Cerri explicou que mantém uma representação na cidade e comparecer ao evento foi uma maneira de prestigiar o seu vendedor, além de ajudar a divulgar a marca numa região onde a competição é acirrada.

Dante Casarotti, gerente comercial da Primotécnica, fabricante de diversos periféricos voltados para o segmento de reciclagem e também de produtos de compostos de poliamida, esclareceu que a empresa paulista já está no mercado da serra gaúcha há muitos anos, mas intenciona crescer.

Pela primeira vez no evento, ele estabeleceu dois objetivos estratégicos: apresentar seu portfólio de compostos de poliamidas e, de carona, realizar demonstrações com seus moinhos. “É uma parte que anda mais devagar neste mercado e queremos aumentar as vendas.”

Casarotti elogiou a qualidade dos visitantes. “Uma feira bem frequentada, quem visita é o tomador de decisão, o comprador”, atestou. Conta que realizaram bons contatos, não em número, mas em qualidade e que ficou com boa impressão da feira. A Primotécnica exibiu em seu estande algumas famílias de máquinas, principalmente moinhos convencionais voltados às diversas aplicações: filmes, restos de peças plásticas, entre outros materiais.

Plástico Moderno, Dante Casarotti, Gerente comercial da Primotécnica, Plastech 2011 - Organizadores apostam em forte expansão do evento
Casarotti apresentou a linha de moinhos e os componentes de PA

Chillers, soluções para extrusão, variedade de máquinas, sistemas inteiros de manutenção, trocadores rápidos de molde: a presença desses itens agradou o vice-presidente da Piovan, Ricardo Prado Santos. “É uma coisa que não se vê em qualquer feira, principalmente o cuidado e o respeito com o expositor”, assentiu Santos.

Outra constatação sua foi a forte presença de visitantes argentinos, paraguaios e uruguaios. Essa foi a sua terceira participação na Plastech. A Piovan apresentou uma amostragem de periféricos, tais como alimentadores, granuladores, dosadores, desumidificadores controladores, sistemas e unidades de água gelada.

Para o gerente de marketing da Stäubli, Bruno Caúmo, a Plastech 2011 representou um reforço no potencial de crescimento da empresa na Região Sul. “Nossa atuação nesta região está em ascensão. Há alguns anos, o potencial industrial de todo o sul do país cresceu e hoje em dia é um dos polos de maior expressão do país”, observou Caúmo, em nota oficial distribuída à imprensa.

“Participar da Plastech representa a aproximação física do nosso grupo com nossos clientes e parceiros da região, além de demonstrar alguns lançamentos e as principais soluções para a indústria do plástico”, emendou o gerente de marketing da Stäubli.

Especializada em automação industrial e troca rápida de moldes, a Stäubli levou a Caxias do Sul dois lançamentos: o sistema de engate CBX de face plana para altas pressões, além do manifold NC133. Na ótica do fabricante, o NC133 é um produto inovador e versátil para a alimentação de circuitos de controle térmico em moldes de injeção. Outra facilidade proporcionada pela Stäubli em seu estande foi a exposição de diversos modelos de placas multiacoplamento com possibilidade de manipulação pelos visitantes, ou seja, os equipamentos foram montados em caráter funcional para permitir aos interessados o acionamento dos mesmos em tempo real.

Também na área de automação industrial a Comm5 divulgou algumas tecnologias bem interessantes como um conjunto de hardwares e softwares direcionados ao controle total de processos. Um exemplo é o microterminal de 19 teclas em rede com display, engate para SD card, três portas seriais e duas portas USB com opção de acoplar um leitor mifare e um transmissor wifi. O aparelho contém ainda um módulo de captura de dados para acionamento com oito relés e oito sensores.

Plástico Moderno, Plastech 2011 - Organizadores apostam em forte expansão do evento
Carnevalli exibiu extrusora monocamada Polaris Plus 80

O software, por sua vez, oferece dez opções de telas totalmente autoexplicativas com possibilidade de operação de dez máquinas simultaneamente. Um sistema com a finalidade de aperfeiçoar ao máximo as operações em chão de fábrica. A Comm5 oferece ainda outra facilidade: a instalação de um equipamento piloto a custo zero no ambiente operacional da empresa. O sistema Comm5 é denominado tecnicamente de “apontamento automático de produção”.

Para Wendell Domatti, vendedor técnico da Geremia Redutores, quase toda a Plastech é sempre uma ótima vitrine para mostrar a linha de redutores, dos de grande porte aos pequenos. A Geremia já participou das outras edições e, para ele, a feira alavanca negócios. “Ficaram negociações bem encaminhadas. Nós normalmente buscamos concluir os negócios no pós-feira quando o departamento de vendas refaz o contato com os visitantes”, resumiu Domatti.

Plástico Moderno, Ricardo Prado Santos, Vice-presidente da Piovan, Plastech 2011 - Organizadores apostam em forte expansão do evento
Santos elogiou o cuidado e o respeito com os expositores

Ferramentaria e roscas – Também para o pessoal da Pickler Ferramentaria de Moldes para Extrusão, a Plastech deixou impressão positiva. O diretor Ricardo Kunde qualificou o evento como proveitoso, de excelente organização e atendimento a contento. “Volto para Joinville pensando seriamente em retornar”, adiantou Kunde.

Fabricante de cilindros e roscas para máquinas injetoras, extrusoras e sopradoras, a Roscasil, empresa de São Paulo, participou este ano pela primeira vez da Plastech. Conforme o diretor comercial da empresa, José Leandro Parra, a empresa, que também realiza o recondicionamento dos equipamentos que produz, tem como seu foco de negócios o mercado interno. Parra ressaltou que foram feitos vários contatos com visitantes da Argentina e Uruguai, com grandes possibilidades de negócios serem fechados nos próximos meses.

Plástico Moderno, Wendell Domatti, Vendedor técnico da Geremia Redutores, Plastech 2011 - Organizadores apostam em forte expansão do evento
Domatti: feira alavanca negócios e é ótima vitrine para redutores

O diretor e sócio da Rosciltec, Diego Leão, também opinou sobre a Plastech, após a primeira participação com um estande na feira. “Foi um momento para conhecermos esse mercado. Vamos avaliar melhor com a prospecção direta que faremos no pós-feira com os visitantes que cadastramos para quem sabe voltarmos em 2013”, concluiu Leão.

Reciclagem – Pioneiro em matéria de Plastech, o empresário Breno Seibt, um dos principais fabricantes de moinhos e sistemas de extrusão direcionados à reciclagem de termoplásticos da América Latina, com parque industrial em Nova Petrópolis, a menos de 40 quilômetros da sede da Plastech, até brincou por conta da alta frequência de concorrentes:

“É tanto concorrente que não sei se venho na próxima. É claro que venho. Sou associado ao sindicato e essa feira, embora regional, sempre resulta em ótimos negócios para nossa empresa”, elogia Seibt.

Plástico Moderno, Diego Leão, Diretor e sócio da Rosciltec, Plastech 2011 - Organizadores apostam em forte expansão do evento
Leão esteve no evento a fim de prospectar aquele mercado

Já para Gisela Klimenko, executiva de vendas da Tecnofer, que responde no Brasil pelo escritório de distribuição da empresa,em Nova Petrópolis, Rio Grande do Sul, a feira significou uma maior aproximação com os clientes. A matriz do grupo fica em Rodvigo, Itália. Trata-se de um fabricante de máquinas para linhas completas direcionadas à reciclagem de potes e garrafas de PEAD, PP, PET, filmes PEBD. São separadores, moinhos lavadores e secadores para plásticos agrícolas, plásticos provenientes de demolição de automóveis, plásticos aderidos com papel, fibra de PP, entre outros. Com suas vendas concentradas na Região Sul, a Tecnofer espera que novos negócios surjam com a feira. Gisela acredita que o sucesso das vendas dos produtos ocorre com o passar do tempo, pois cada cliente que adquire as máquinas acaba se tornando um divulgador da marca.

No último dia de exposição, a feira recebeu uma visita técnica de 120 recicladores de Caxias do Sul. O grupo prestigiou as mais de 700 marcas expostas no Complexo Pavilhão da Uva. Os visitantes observaram as máquinas direcionadas à reciclagem e às novas ferramentas de trabalho. A presidente da Associação dos Recicladores de Caxias do Sul (Arcs), Elisete da Silva Rosa, explica que os recicladores trabalham diretamente com o plástico. Para ela, a função realizada por eles é excelente, mas discriminada.

“O trabalho do reciclador é importante para a natureza, mas somos pouco reconhecidos. O mérito vai para as grandes empresas, mas os que fazem o trabalho, ninguém reconhece. O que seria do meio ambiente se não fossem as pessoas que sofrem preconceito?” indagou Elisete, que trabalha com reciclagem há quatro anos. A integrante da Associação de Recicladores e Carroceiros do Aeroporto (Arca), Flávia Santos, informa que o plástico é o material que possui maior demanda para a reciclagem, sendo também o mais valorizado. Para ela, que atua há três anos no ramo, a feira está bem organizada e significa uma nova forma de trabalho para os recicladores.

Plásticos de engenharia e compostos – No terceiro dia da Plastech o diretor da área de assistência técnica da Eastman, Mauro Kohler, apresentou o plástico de engenharia de última geração por rota biológica da empresa. Ele ocupou um dos auditórios de eventos paralelos da feira por conta de um convite formulado a ele pela diretoria regional da distribuidora de resinas Activas, com sede em São Paulo e grande atividade no sul do país.

“Não é uma blenda e não é uma mistura química. Trata-se de uma resina termoplástica obtida por reação do pó da celulose”, fez questão de frisar o especialista da Eastman. E complementou afirmando que é um novo copoliéster denominado Eastman Tritan. O TX 1001, direcionado para a injeção, suporta água fervente. Já o TX 1501hf e o EX 401 são para peças sopradas, enquanto o TX 2001 também pode ser injetado, porém oferece transparência de 90%, como o acrílico.

Plástico Moderno, Laércio Cabral, Gerente nacional de vendas da Cromex, Plastech 2011 - Organizadores apostam em forte expansão do evento
Cabral: estados do sul formam sua segunda maior carteira de clientes

Conforme Kohler, o Tritan foi desenvolvido para concorrer no mercado do policarbonato e tem como vantagem o maior alongamento molecular. O toque é diferenciado, mais agradável ao tato. Pode ser injetado em molde concebido para PC sem qualquer alteração. O risco de quebra é reduzido e está livre de bisfenol. O principal alvo do Tritan é o mercado de produtos da puericultura como mamadeiras, e outros recipientes empregados na alimentação de crianças e bebês.

Kohler defendeu que a Eastman já está há muito tempo no terreno das resinas sustentáveis, pois produz praticamente todos os materiais com a polpa de celulose em florestas manejadas. “Somos um fabricante global químico muito preocupado com o meio ambiente, e estamos entre os 100 maiores em faturamento, com cinco bilhões de dólares por ano”, finalizou Kohler.

A sede mundial da Eastman está localizada no estado norte-americano do Texas. Seus princípios norteadores estão relacionados com a integração em gestão ambiental, responsabilidade social, produtos de fontes renováveis, diminuição do consumo de energia em 2,5% ao ano, 20% menos emissão de gases provadores do efeito estufa e produção de resinas com base em matérias-primas não petroquímicas.

Na área de compostos e resinas modificadas, o diretor da Aditive, João Ortiz, apresentou seus desenvolvimentos inovadores na feira. A Aditive se apresenta ao mercado com concentrados-aditivos Masterfil, concentrados de cor Termaster e compostos de plásticos de engenharia. Na Plastech, Ortiz fez questão de comentar com mais detalhe o Terpec – blenda obtida com a mistura de PET e policarbonato e o polipropileno de propriedade metálica, ou magnética.

Plástico Moderno, João Ortiz, Diretor da Aditive, Plastech 2011 - Organizadores apostam em forte expansão do evento
Ortiz enfatizou as propriedades dos compostos de engenharia

Ele explicou que o Terpec é um plástico de engenharia sem similar no mercado, pois apresenta um grau de rigidez semelhante a uma parede de alvenaria, podendo receber pregos enterrados por batidas de martelo. “É um produto extremamente rígido.

Não tem nada similar no mercado e serve até para a montagem de paredes”, ensinou Ortiz. Já o PP é um composto capaz de ser percebido em detectores de metal. Mais um produto divulgado pela Aditive foi um agente nucleante que impede o empenamento de peças.

Masterbatches e aditivos – Visitação de qualidade. Quem veio pela primeira vez vai voltar. Essa foi a percepção da empresária Emanuela Bottasso, da Termocolor, fabricante de masterbatches e compostos direcionados à transformação de termoplásticos. A outra impressão de Emanuela coincide com a dos organizadores: “O importante é que realizamos nossa apresentação numa edição em que o evento cresceu”, reforçou ela.

Emanuela assinalou que a Termocolor realiza operações de prospecção e vendas no mercado do sul já faz alguns anos e que a Plastech é imprescindível. Ela revelou que aproveita a estada em Caxias do Sul para visitar clientes em suas empresas porque, em sua opinião, os transformadores do sul estão em crescimento e novos players estão entrando no negócio.

A proprietária da Termocolor apenas lamentou o momento da economia em desaceleração por conta da crise global e das incertezas que assolam novamente a nação mais rica do planeta, os Estados Unidos. “Ninguém rasga dinheiro e essa crise mundial está atrapalhando. A tendência é as empresas esperarem um pouco antes de imobilizar capital. Eu comprei duas extrusoras na Brasilplast, mas se a feira fosse agora aguardaria alguns meses para saber se o mercado irá reaquecer”, declarou Emanuela.

Plástico Moderno, Emanuela Bottasso, da Termocolor, Plastech 2011 - Organizadores apostam em forte expansão do evento
Emanuela: visitação de qualidade e retorno garantido ao evento

Também da área de masterbatches, o gerente nacional de vendas da Cromex, Laércio Cabral, considerou a Plastech “bem movimentada e bem divulgada”. Ele apontou os visitantes como “gente do ramo” e assegurou que as visitações técnicas dentro de seu estande foram dentro do esperado. Cabral revela que depois de São Paulo os estados do sul formam a maior carteira de clientes da Cromex.

Neste ano, a novidade da Cromex ficou por conta do master fabricado para promover cor ao polietileno da rota etílica da Braskem, um material desenvolvido em conjunto com o grupo petroquímico. “É um aditivo cuja resina básica é o polietileno verde e a composição química obedece às normas estabelecidas pela própria Braskem”, garantiu Cabral.

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