Máquinas e Equipamentos

Plano para automação da UNIPAC está sendo executado há 6 anos

Antonio Carlos Santomauro
15 de setembro de 2018
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    Plástico Moderno, Sopradora com dois robôs: um coloca insertos no molde, o outro retira as peças e as coloca na esteira

    Sopradora com dois robôs: um coloca insertos no molde, o outro retira as peças e as coloca na esteira

    Iniciada há cerca de seis anos, a automação das operações com maiores riscos de segurança e de ergonomia mais prejudicial aos trabalhadores, como a colocação de insertos e a retirada dos produtos dos moldes das sopradoras – agora feitas por robôs – constituiu o primeiro passo da estratégia de adoção dos preceitos da Indústria 4.0 implementada pela Unipac, fabricante de embalagens plásticas com presença em diversos mercados, como indústria automotiva, produtos agroquímicos e logística (e que também atende demandas mais específicas de outras empresas do grupo Jacto, do qual faz parte).

    Veio, na sequencia, a automação de operações repetitivas: “Já automatizamos diversas operações posteriores ao sopro, como rebarbagem, pesagem e inspeção de qualidade, que agora é feita por câmeras”, conta José Renato Demian Ferreira, diretor industrial da Unipac, empresa onde trabalham cerca de 1,1 mil pessoas, com sede na cidade paulista de Pompéia, e usuária de várias tecnologias de transformação, como sopro, injeção, termoformagem e rotomoldagem.

    Plástico Moderno, Ferreira apontou ganhos de produtividade e de qualidade

    Ferreira apontou ganhos de produtividade e de qualidade

    Simultaneamente, a Unipac vem instalando quantidade crescente de sensores em suas máquinas, visando coletar dados que lhe permitam tanto melhorar processos quanto realizar ações de manutenção preditiva. Investiu ainda em sua estrutura de P&D, onde há softwares e equipamentos para prototipagem 3D, tanto dos produtos plásticos quanto de metal (esses últimos, para a estrutura própria de ferramentaria).

    Para integrar e gerenciar seus recursos, a empresa mantém um sistema ERP composto por diversos módulos: entre eles, um software do gênero MRP, para gestão de materiais. “Na operação produtiva, todos os nossos equipamentos estão ligados a um supervisório de produção que gera informações de produtividade, qualidade e disponibilidade em tempo real, além de históricos para a tomada de decisão pelas áreas responsáveis”, relata Ferreira.

    Precedeu essa sequência de investimentos um mapeamento tecnológico do parque produtivo, destinado a visualizar o que poderia ou não ser automatizado. Entre seus próximos passos está a integração de todas as máquinas, buscando a virtualização dos processos (entendendo por virtualização a montagem de uma cópia virtual da empresa física, com a qual é possível, entre outras coisas, monitorar remotamente os processos, e simular alterações no ambiente fabril). “Futuramente, esse processo integrará não apenas as máquinas e os sistemas próprios da indústria, mas também ela com seus fornecedores e clientes”, prevê Ferreira.

    Atualmente, a Unipac destina à automação cerca de 30% de seus investimentos, e com processos automatizados já obteve um incremento de produtividade de aproximadamente 20%. “Obtivemos também melhora bastante significativa na qualidade final dos produtos, pois os ciclos do processo não sofrem alterações e se repetem conforme a parametrização da engenharia”, relata Ferreira.

    Ele vê os fabricantes das máquinas destinadas à indústria do plástico, especialmente os de injetoras, já atentos às demandas da Indústria 4.0, oferecendo máquinas equipadas com sensores e com as soluções e os protocolos próprios para a implementação da integração com as outras máquinas e com os sistemas da empresa. “Mas as versões preparadas para essa integração total ainda são muito mais caras que as demais”, ressalva o diretor da Unipac.



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