PICPlast: Petroquímica e transformação somam forças para capacitar cadeia produtiva para exportar

Com a força do ABC – Embaquim é uma empresa de embalagens

Localizada em São Bernardo do Campo-SP, um dos municípios mais industrializados do país, a Embaquim é uma empresa de embalagens.

No mercado desde 1981, foi pioneira no mercado nacional na produção de bag in box e também fabrica bobinas, sacos plásticos e outros itens.

“Nossa linha é bastante diversificada, abrange de bolsas de 800 ml e embalagens intermediárias de 10 a 20 litros, a grandes recipientes, com volumes de até mil litros”, informa Renata Canteiro, diretora técnica.

A empresa conta com 170 funcionários e está equipada com máquinas de extrusão, injeção e linhas de acabamento.

A Embaquim participa do projeto PICPlast desde o ano passado, quando recebeu convite da Braskem.

A princípio, a adesão não veio acompanhada de muito entusiasmo. “Já tínhamos participado de outras iniciativas que não evoluíram muito”.

Depois de algumas reuniões, o ânimo aumentou bastante. “Queremos ter participação ampla, envolver toda a nossa equipe no projeto”.

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A empresa já conta com experiência em vendas no mercado externo. “Hoje, em torno de 10% de nosso faturamento é obtido no mercado internacional”.

Na lista de clientes, empresas de vários países da América do Sul, México e algumas vendas para Tailândia e Japão.

Não há uma meta de curto prazo para aumentar tal participação. “Queremos realizar um trabalho consistente, nos preparar para alcançar melhores resultados no futuro”.

Para alcançar esse objetivo, aproveita as ações do projeto para melhorar sua capacidade produtiva. “Estamos dando ênfase nos processos industriais, em como melhorar nossa competitividade”.

O foco não tão dirigido à melhoria dos produtos fabricados.

“Nossas embalagens já têm qualidade; nossa preocupação é melhorar a rentabilidade, precisamos chegar a custos de produção que nos tornem mais competitivos”.

Alcançado esse resultado, o sucesso nas vendas internacionais será perene. A valorização do dólar não deve ser o único fator a ser levado em conta. Mas que ajuda, ajuda.

Plástico Moderno, José Eduardo Pinheiro : CartaPlast estuda requisitos dos importadores
Pinheiro: CartaPlast estuda requisitos dos importadores

CartaPlast – Outro participante do projeto se encontra no município de Avaré-SP.

A CartaPlast está no mercado desde 1991. Seu carro chefe é a produção de sacolas plásticas biodegradáveis.

Também fornece filmes técnicos e bobinas picotadas, bastante usadas para embalar alimentos in natura, entre outras aplicações.

A empresa trabalha basicamente com o processo de extrusão e mantém time de noventa colaboradores.

Sua produção mensal fica entre 300 e 400 toneladas por mês.

“A Braskem nos fez o convite para participar do PICPlast há mais ou menos um ano”, informa o diretor José Eduardo Pinheiro.

O principal objetivo da empresa com a iniciativa é a de conquistar o mercado externo.

“Alguns de nossos produtos chegam ao exterior indiretamente, mediante vendas realizadas pelos nossos clientes, em especial para a América do Sul. Queremos passar a vender diretamente para outros países”.

Os conhecimentos obtidos nos cursos oferecidos pelo projeto têm sido valiosos.

“Estamos tendo acesso a informações importantes para qualificar nossa mão de obra, promover melhorias nos processos e entender aspectos importantes para ingressar no mercado externo”. Os primeiros passos para fechar negócios estão sendo dados. “Já estamos mantendo contatos com empresas da América Central e do Norte”.

As conversas têm evoluído bem.

“Em alguns casos já estamos em fase de negociação mais forte”.

Uma grande preocupação é entender as exigências dos consumidores internacionais, saber o que eles procuram. “Eles gostam de sacolas plásticas com gramatura diferenciada da usada por aqui, cobram maior qualidade”.

A demanda tem seu lado positivo. “Podemos vender produtos com maior valor agregado”. O lado negativo é atenuado pela política adotada pela empresa ao longo de sua história.

Os ajustes necessários para adaptar a linha de produção tem sido preocupação constante da empresa desde sua inauguração.

“Sempre nos preocupamos com a qualidade dos nossos produtos, em modernizar nossa linha de produção. Antes do PICPlast já estávamos bem preparados, mantemos parcerias com o IPT, temos certificados do Senai”, diz o diretor.

Os ensinamentos vindos do PICPlast enriquecem essa estratégia.

Um aspecto importante é a possibilidade que o programa gera para a empresa entrar em contato com o desenvolvimento de novas formulações de materiais.

“Temos que estar em dia com a melhoria das resinas”. Outra contribuição valiosa se dá no conhecimento dos trâmites burocráticos para a realização das vendas.

Caso, por exemplo, das informações sobre como funcionam as tributações envolvidas na operação.

A meta da empresa com vendas externas é ambiciosa.

No futuro, ela espera que esses negócios representem até 30% do faturamento. No momento, o projeto todo ainda está muito incipiente.

Um fator anima Pinheiro. “O atual patamar do dólar está muito favorável”.

A ideia, no entanto, é não atrelar as exportações apenas ao vai e vem da moeda, e sim de fazer da prática um ato contínuo. “É muito ruim interromper as exportações, provocamos a quebra de confiança com os clientes”, finaliza.

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