PHB de açúcar nasceu no IPT – Economia circular

IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas

O IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas, vinculado ao governo paulista), começou a pesquisar biopolímeros no início dos anos 1990, em um projeto que culminou com a inauguração, no final daquela década, de uma planta de produção da resina PHB (polihidroxibutirato) a partir do açúcar proveniente de cana.

Instalada no município paulista de Serrana, associada a uma usina de açúcar e álcool, essa planta está atualmente sem operação comercial, mas, em seus primórdios, exportou PHB para os Estados Unidos e a Europa.

O preço do produto certamente influi nessa falta de atividade comercial.

“No início da produção, o PHB tinha custo cerca de quatro vezes superior ao de um plástico convencional, mas essa relação varia muito, dependendo do preço da matéria-prima: a cana-de-açúcar”, explica Maria Filomena Rodrigues, pesquisadora do IPT participante do projeto.

Segundo ela, o PHB pode ser alternativa ao PP em aplicações como frascos de xampus e cremes.

“A Wella até chegou a utilizá-lo em produtos comercializados na Alemanha”.

É uma resina biodegradável, produzida dentro das próprias bactérias que se alimentam do açúcar (diferentemente do PLA, que provém de ácido lático produzido por fermentação e posteriormente polimerizado).

O projeto do IPT mostrou ser possível produzir, pelo menos em laboratório, PHB também a partir de bagaço de cana e de óleos vegetais.

Maria Filomena Rodrigues, pesquisadora do IPT ©QD Foto: Divulgação
Maria Filomena Rodrigues, pesquisadora do IPT

“Creio que já começa a se tornar mais viável o uso industrial dessa resina, cresceu bastante o apelo ambiental”, ressalta Maria Filomena.

 


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