Petróleo & Energia

Petrobras: Estatal realinha projetos para elevar a produção e reforçar a geração de caixa – Perspectivas 2018

Marcelo Fairbanks
27 de março de 2018
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    Há fortes críticas dos consumidores finais quanto aos preços praticados. A diferença de cotações do diesel chegou a US$ 20/bbl (US$ 90 aqui contra US$ 70 no Golfo EUA), na primeira quinzena de setembro. A gasolina também registrou diferenças igualmente significativas. O gás de cozinha despertou a irritação dos consumidores, com aumentos sucessivos em 2017, chegando a R$ 90 por botijão de 13 kg no varejo.

    Parente defende a sua política de preços com o argumento de que grande parte do preço final dos produtos se refere à elevada carga tributária imposta pela União, Estados e Municípios. Mas se mostrou sensível aos apelos, em especial no caso do GLP. Não se espere, porém, um retorno ao sistema de preços administrados pelo governo com inspiração populista, que já provocou forte descapitalização da Petrobras em vários momentos da sua história, por exemplo, durante os governos Sarney e Roussef.

    Custos controlados – A companhia estimou em US$ 394 bilhões os custos operacionais que deverá suportar entre 2018 e 2022, com forte participação de gastos gerenciáveis (35%) e da compra de insumos (33%). A Petrobras salienta que esse montante está no mesmo patamar do Plano de Negócios anterior (2017-2021). Para 2018, a expectativa de custos operacionais chega a US$ 74,4 bilhões, dos quais 38% em E&P.

    Dados da companhia apontam a boa condução das operações em termos econômicos. O custo médio de exploração no Brasil e no exterior da companhia deverá cair para US$ 9,9 por barril até 2022, quase 10% abaixo do indicador atual. No refino nacional, a projeção aponta para US$ 2,6 por barril processado, 13% abaixo do custo atual.

    Plástico Moderno, Petrobras: Estatal realinha projetos para elevar a produção e reforçar a geração de caixa - Perspectivas 2018

    Apenas para registrar o impacto da atividade da Petrobras na economia nacional, apenas em 2017, a companhia gastou R$ 93 bilhões em aquisições, sendo R$ 39,7 em afretamentos diversos e R$ 53,6 bilhões na compra de bens e serviços. Desse último valor, 88% dos valores contratados ficaram com fornecedores brasileiros, ou seja, R$ 47,4 bilhões, apenas referentes ao custeio operacional da empresa.

    Saneada e focada em objetivos factíveis e rentáveis, a Petrobras emerge de uma grave crise. Mantidos os fundamentos saudáveis de desenvolvimento de negócios, a companhia é peça fundamental para investimentos a jusante, em especial no setor químico.



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