Transformação de PET – Técnica evolui e reduz consumo de resina por unidade

 

Transformação de Resinas PET

Refrigerantes e águas

Os dois segmentos do ramo de bebidas são grandes usuários do PET, mas têm características diferentes, a ponto de influenciar o ritmo da evolução do uso da resina. São mercados que precisam ser analisados caso a caso.

No campo dos refrigerantes, as garrafas feitas com esse poliéster estão amplamente consolidadas na liderança entre os materiais de embalagem.

As indústrias transformadoras que atendem o setor possuem, em sua grande maioria, linhas de produção com máquinas de grande porte. É um segmento estável e sem muitas novidades nos últimos tempos.

Os investimentos necessários para ampliações são elevados e o momento da economia não ajuda.

No caso do mercado de águas minerais, a situação é diferente.

Trata-se de um nicho de negócios com algumas situações bastante positivas atualmente para os fabricantes de garrafas PET.

É preciso ressaltar que o uso da resina nessa aplicação não chega a ser novidade. “O PET detém em torno de 87% do mercado da água”, informa o presidente da Abipet.

Um dos aspectos relevantes a explicar o momento positivo se encontra no perfil dos transformadores. O segmento é formado por empresas diferentes das dos refrigerantes.

Além de ser muito mais pulverizado, apresenta fábricas de pequeno e médio porte, muitas delas espalhadas nas diferentes regiões do país. “Não são necessários investimentos enormes para se instalar uma planta”, salienta Marçon.

Um fator muito importante para a evolução das encomendas no nicho da água é a segmentação das linhas de produtos oferecidos.

Nos últimos anos, chegaram ao mercado diferentes formulações, com maior ou menor presença de gás ou de sais minerais e outros componentes, vendidas com o apelo de proporcionar efeitos positivos para a saúde dos consumidores.

O marketing dos fabricantes apela para o lado imagem “medicinal” dos produtos. A diversificação se ampliou com a chegada, nos últimos anos, das águas minerais oferecidas com sabores de frutas. Outro fator positivo se encontra na oferta de garrafas em vários tamanhos. “Cresceu a procura por garrafas de pequeno porte, que as pessoas utilizam no dia a dia”, exemplifica.

Para completar o cenário, não deve ser esquecida a grande crise hídrica vivida no Sudeste, em especial no estado de São Paulo. Muitas localidades estão submetidas ao regime de restrição de fornecimento.

A qualidade da água oferecida pelo poder público caiu em várias regiões e isso tem incentivado de forma importante o consumo dos produtos industrializados.

Leite, sucos, chás

Outros segmentos se mostram promissores para os fabricantes de embalagens feitas com a resina. “O uso do PET para a fabricação de embalagens de leite longa vida no Brasil chegou a resultados surpreendentes nos últimos três anos”, explica Marçon.

Neste nicho, o presidente da Abipet não espera ocorrer um grande boom, mas um crescimento gradual. Isso se explica pelo fato dos produtores investirem na ampliação de sua capacidade quando suas linhas chegam ao limite de capacidade, ou quando seus equipamentos se tornam obsoletos e precisam ser substituídos.

Outra barreira se encontra no concorrente a ser batido. As embalagens cartonadas ganharam grande presença nesse segmento, a estimativa dos especialistas é de que elas dominam mais de 90% do mercado.

O grande nome na fabricação dessas embalagens no Brasil é a empresa multinacional Tetra Pak. “Não é fácil desbancar material tão consolidado”, admite Marçon.

Apesar das dificuldades, é visível o aumento da participação das garrafas PET nas prateleiras dos supermercados. “Pelo menos quatro marcas importantes já estão fazendo a experiência”. Para Marçon, isso é apenas o começo de um processo. “Os laticínios devem avançar no uso do PET, pois estão percebendo as vantagens competitivas do plástico”.

De acordo com a opinião dos transformadores da resina, uma vez implantadas as linhas de produção, o custo da embalagem plástica é vantajoso.

A versatilidade das linhas de produção também é destacada. Com o PET podem ser criadas linhas com capacidade de 60 mil garrafas por hora. Com os cartonados, esse número chega a 18 mil.

Outras características apreciadas são a funcionalidade das garrafas, que facilitam o uso e permitem maior proteção ao produto depois de aberto.

Também podem ser criadas garrafas com maior capacidade, como as de dois ou três litros, por exemplo. Ainda sob a ótica dos fabricantes das garrafas de PET, sob o aspecto do marketing, as embalagens plásticas são mais atraentes.

Uma dificuldade se encontra na necessidade da garrafa ser opaca, condição necessária para a sobrevivência do produto. Uma das saídas adotadas para driblar a confusão é a injeção de pré-formas com duas camadas de resina.

Mesmo que o crescimento da participação do plástico entre os produtores de leite ocorra de forma lenta, o potencial do nicho merece atenção para lá de especial.

O país é um dos maiores consumidores do mundo do produto no formato longa vida, com consumo anual calculado na casa dos 6 bilhões de litros, de acordo com entidades da indústria de laticínios.

Um mercado de grande potencial, no qual a participação do PET começa a ganhar corpo, é o dos sucos prontos para o consumo.

Também nesse nicho, há forte concorrência das “caixinhas”, dominantes nas embalagens de um litro. As vantagens do PET nessa guerra são similares às verificadas no caso do leite.

Com a vantagem de as garrafas não necessitarem de barreiras para proteção contra a luz. Isso traz um resultado final mais positivo. “As garrafas transparentes ressaltam a cor dos líquidos”, ressalta. No momento, a resina está ganhando mais espaço no caso dos sucos diferenciados, como os com sabores exóticos.

“O mercado de chás para nós também é muito promissor. O de energéticos dobra de tamanho a cada dois anos, com a ressalva de que se trata de um mercado pequeno”.

Outro segmento também destacado como de ótimos resultados é o dos óleos comestíveis, no qual o PET vem substituindo as latas. “Nos grandes centros, mais em São Paulo, o PET dominou esse mercado. Nas cidades do interior as latas ainda são muito usadas”.

Evolução do índice de reciclagem de PET e mercado brasileiro do PET

 

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