Aditivos e Masterbatches

PET: Síntese e aplicações – Transformação

Plastico Moderno
6 de dezembro de 2016
    -(reset)+

    O monômero é então transferido para a polimerização onde, sob alto vácuo, ocorre a policondensação líquida. Nesta operação, o glicol é eliminado da reação, com o aumento da viscosidade do polímero.

    Plástico Moderno, PET: Síntese e aplicações

    Fonte: M&G

    Neste ponto, o polímero amorfo é retirado do polimerizador, resfriado, solidificado, granulado e então armazenado. Não é técnica nem economicamente viável se produzir resinas com viscosidade intrínseca maior que 0,7 utilizando somente polimerização em fase líquida.

    Por isso, recorre-se a uma segunda fase de polimerização, utilizando a pós- condensação no estado sólido, na qual a resina PET amorfa, obtida na primeira fase de fabricação, é cristalizada e polimerizada continuamente, alcançando viscosidade acima de 0,80 dl/g e na forma de PET cristalina.

    A resina é então embalada, estando pronta para ser comercializada.

    As definições e importância das características estruturais citadas neste texto, como, amorfa e cristalina, podem ser encontradas na nossa coluna publicada na Plástico Moderno nº 491 (setembro de 2015, disponível em www.plastico.com.br), ou no blog da Escola LF (www.escolalf.com.br/polimeros-conhecer-as-resinas-e-fundamental/).

    Mais recentemente, a Coca-Cola anunciou o uso de resina PET obtida de fonte vegetal renovável para confeccionar suas garrafas “Plant Bottle”, com menor impacto ambiental. A ideia é aproveitar o etanol de cana-de-açúcar para a produção de etileno verde e, pela sua oxidação, do MEG necessário para a síntese do monômero que dará origem ao PET. Isso permitiria substituir quase 30% em massa de matérias-primas derivadas de petróleo na produção da resina.
    A reciclagem do PET

    Atualmente, o PET ganhou uma proporção e interesse comercial para reciclagem, devido aos valores agregados ao material e a possibilidade de diversas aplicações no seu reaproveitamento (vide reportagem sobre reciclagem nesta edição).

    A norma NBR 13230, da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, padroniza os símbolos que identificam os diversos tipos de resinas plásticas utilizadas. O objetivo é facilitar a etapa de triagem dos resíduos plásticos misturados que serão encaminhados à reciclagem. No caso do PET, ela é representada pelo número “1”, na simbologia oficial. Lembramos que existem várias formas de apresentação, como ilustra a figura abaixo. Caso o número indicativo esteja fora do símbolo, isso poderá estar indicando o numero da cavidade do molde na qual foi produzida.

    A reciclagem do PET pode ser dividida em:

    Plástico Moderno, PET: Síntese e aplicações

    Coleta: Essa etapa representa o grande desafio da reciclagem do PET pós-consumo, pois ainda não temos a cultura da destinação correta das embalagens. Esse quadro vem mudando ano a ano no Brasil, devido à grande responsabilidade das empresas no incentivo à reciclagem, colocando o país, em 2011, na segunda colocação em reciclagem de PET.

    Seleção: Os materiais coletados geralmente são entregues em cooperativas, passando por uma triagem para selecionar os materiais de interesse. Essa etapa apresenta certas dificuldades, pois a maioria das pessoas não possui conhecimentos técnicos necessários para a separação, dependendo da identificação por meio da sigla do tipo de material apresentada nas embalagens, ou do conhecimento das técnicas de identificação por combustão do material.

    Após a seleção do PET, esses materiais ainda podem ser separados por cor, com ou sem tampas e rótulos, e prensados para redução de volume. O PET separado e prensado é encaminhado para empresas de revalorização.

    Plástico Moderno, PET: Síntese e aplicações

    Revalorização: Nesta etapa, o material é avaliado e destinado para moagem e lavagem, para retirada de qualquer tipo de contaminação existente, por decantação. Após a lavagem, os flakes passam por secagem mediante aplicação de força centrífuga, para expelir toda água superficial neles contida e posteriormente embalados.

    Transformação: Na etapa de beneficiamento, os flakes passam por um processo secagem na qual será retirada a umidade absorvida pela estrutura molecular. Depois disso, o material seco alimentará uma extrusora, na qual sofrerá a plastificação, que permitirá a subsequente granulação e embalagem. O reciclado, agora na forma de grãos, será vendido para as empresas transformadoras dos mais variados tipos de produtos.



    Recomendamos também:








    4 Comentários


    1. Gostei da matéria, mas vcs poderiam colocar no final como gostariam de ser citados. Isso ajuda muito no caso de trabalhos acadêmicos.
      Obrigada.


    2. Bruno

      Por que não fazem outras coisas desse material? Como carcaça de carros, canoas…


    3. sandro chaves

      E possivel obter a resina de pet apartir do DMT



    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *