Embalagens

Pet: Multicamada oferece praticidade e segurança para embalar lácteos

Jose Paulo Sant Anna
19 de agosto de 2014
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    Plástico Moderno, Embalagem permite consumir a bebida sem usar canudinho

    Embalagem permite consumir a bebida sem usar canudinho

    Palavra de quem paga – Laticínios brasileiros que já adotaram o PET explicam a decisão. A Shefa está no mercado desde 1976. Com parque industrial instalado em uma fazenda em Amparo-SP, produz leite, bebidas derivadas da soja e outros produtos. Ela também vende leite pasteurizado em saquinhos e leite longa vida em embalagens cartonadas.

    De acordo com Pedro Ribeiro, diretor comercial, desde o início de suas atividades, a empresa procura adotar postura inovadora. “Iniciamos com a produção de leite tipo A, diferente dos concorrentes que trabalhavam com o saquinho”, exemplifica. Na década de 80, passou a produzir leite longa vida em cartonados que foram se sofisticando ao longo do tempo.

    A embalagem de PET começou a ser comercializada pelo laticínio em abril de 2012. Ela tem dupla camada de proteção, sendo a interna escura para fazer barreira à luz. A empresa portuguesa Logoplaste foi selecionada para produzir as embalagens in house, na planta instalada na empresa, em Amparo. Para o diretor, a aposta valeu a pena, apesar do investimento mais elevado para implantar a linha de produção.

    “É uma embalagem muito valorizada, que se destaca junto ao público mais exigente, é inovadora, mais resistente, 100% reciclável e proporciona refrigeração mais rápida do que as cartonadas”. A tampa, com diâmetro de 4 cm, é 60% maior do que a das embalagens cartonadas e possui também lacre de alumínio de segurança para proteção total do produto.

    A Nestlé iniciou a venda de bebidas lácteas prontas para o consumo em garrafas PET em janeiro de 2010. O objetivo, de acordo com informações prestadas pela empresa, foi oferecer uma embalagem moderna, portátil e de fácil manuseio, que pode ser aberta e fechada várias vezes e consumida em qualquer momento do dia e lugar. Hoje, com esse tipo de solução são comercializadas as marcas Alpino, Neston, Suflair e Nescau Shake. Este último, apresentado como uma bebida com o sabor do Nescau e a textura do milk shake, foi lançado no último mês de maio.

    As pré-formas são produzidas por fornecedores e a embalagem final é soprada e enchida na unidade da Nestlé instalada em Araçatuba-SP. De acordo com a empresa, as embalagens apresentam volume e formato diferenciados, possibilitam o consumo em maior escala do que as caixinhas cartonadas. Por dispensarem os canudinhos, são vistas de forma mais positiva pelo público masculino.

    Soluções completas – Companhia de atuação internacional, fundada na Alemanha em 1951, a Krones se encontra no mercado brasileiro desde 1981. Por aqui, conta com 360 funcionários. A empresa planeja, desenvolve e fabrica máquinas e linhas completas para áreas de processo, enchimento e tecnologia de embalagens. Na área do PET, ela fornece todos os equipamentos da linha de produção, inclusive as sopradoras. A exceção fica por conta das injetoras necessárias para produzir as pré-formas.

    “Na fábrica da Shefa temos alguns equipamentos, como os de enchimento asséptico e as rotuladoras, e somos responsáveis pela maior parte dos equipamentos instalados na Nestlé”, informa Irokawa. O gerente de vendas vê no mercado lácteo uma grande oportunidade de negócios. “Não acredito que o PET vá substituir totalmente os cartonados, mas as facilidades oferecidas pelo plástico são atraentes. Temos recebidos muitas consultas de laticínios interessados em conhecer a tecnologia”, revela. O aspecto mais interessante, para ele, é o custo reduzido da embalagem em relação ao cartonado. “Os produtores de leite trabalham com margem de lucro muito reduzida”, comenta.

    Com grande experiência na área de refrigerantes, Irokawa lembra que o leite longa vida exige equipamentos com alguns diferenciais. “As enchedoras precisam ter cuidados de higiene mais intensos”. No caso da sopradoras, não existem muitas diferenças, além do rigor presente em todos os produtos voltados para a indústria alimentícia. “A possibilidade de mudança de formato da embalagem é muito positiva, a mesma máquina pode fabricar garrafas com diferentes capacidades, de 300 ml a um litro”, exemplifica. As tampas podem ter diâmetros maiores. “Ao abrir as caixinhas, que têm tampas menores, os consumidores sempre correm o risco de provocar golfadas de leite e, por isso, derramar o produto”. Experiência pela qual já passaram todos os usuários das caixinhas, em especial quando estas estão cheias.



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    2 Comentários


    1. Evanildo

      Boa noite sou o Ivanildo trabalho com sistema de reciclagem estou avisando de antemão que a empresa de vocês estão trabalhando com um material que é impossível a reciclagem ela não entra em nenhum ponto na cadeia de reciclagem porém estou avisando que eu estarei fazendo um vídeo contra as embalagem que vocês produzem gostaria de saber se vocês tem alguma ideia em mudar de tipo de embalagem pois gostaria que vocês mudassem o tipo de embalagem para uma embalagem ecológica assim a reciclagem tornaria possível a parte branca ela é reciclável pois vocês colocam um produto preto dentro das embalagens que é impossível a sua reciclagem em vários tipos de cadeia de reciclagem pet devido a essa impossibilidade percebo que a empresa de vocês não está dentro das normas de reciclagem por isso vou estar fazendo um vídeo divulgando a incompatibilidad do produtos de vocês no mercado de hoje necessita de antemão agradeço a oportunidade e aguardo uma resposta ok


    2. Jair

      Olá gostaria de saber se vocês compram embalagem usada de leite Pet



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