PET – Fabricantes oferecem maquinário diferenciado

Máquinas – Produzir peças mais leves e resistentes em ciclos mais rápidos é o sonho de todos os transformadores que trabalham com PET.

Para se chegar a esse resultado, os fabricantes de equipamentos têm papel fundamental. Todos se esforçam diariamente para desenvolver modelos com tecnologia de ponta, capazes de tornar seus clientes a cada dia mais competitivos.

A estratégia vale dos periféricos às injetoras e sopradoras, máquinas chaves para a indústria de embalagens. O mesmo raciocínio deve ser levado em consideração para as extrusoras, indispensáveis para as empresas de reciclagem.

O PET necessita de tecnologia diferenciada em relação a outras resinas para ser usado em processos produtivos.

A grande dificuldade de se trabalhar com essa resina decorre do fato de ser higroscópica, ou seja, absorve a água do ambiente durante o seu armazenamento.

A umidade dos grãos de PET pode atingir níveis elevados, de até 0,6% em peso, se expostos sem nenhuma proteção às intempéries por longos períodos.

Caso a resina seja submetida à fusão com esses níveis elevados de umidade, sofrerá uma rápida degradação (hidrólise), reduzindo o seu peso molecular.

O resultado é a perda da viscosidade intrínseca e consequente redução de suas propriedades físicas. Essa particularidade exige máquinas adequadas para a transformação.

No caso da produção de garrafas, frascos ou potes, por exemplo, a fabricação das preformas por injeção e, mais tarde, transformadas por sopro é recurso muito utilizado.

São raros os casos de sopro executados diretamente dos parisons extrudados. Entre as vantagens do uso das preformas se encontra a obtenção de roscas, nas quais serão afixadas as tampas com medidas precisas.

Por conta dessa característica, existem fábricas especializadas apenas na fabricação de preformas, outras que só realizam a operação do sopro e as que fazem as duas etapas da transformação.

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Fornecedores de Injetoras – Máquinas:

Máquinas de PET – Grandes volumes – A etapa da injeção das pré-formas é bastante delicada.

Vários são os fornecedores de máquinas para essa operação.

Alguns são especializados e capazes de atender clientes interessados em equipar plantas industriais de grande porte. É o caso da multinacional Husky, que vende no Brasil sistemas completos, compostos de máquinas injetoras, periféricos e moldes.

A empresa fornece injetoras com forças de fechamento entre 120 e 500 toneladas.

A linha de periféricos inclui sistemas de água de refrigeração, secagem de resina, desumidificação de ar e dosagem de colorantes/aditivos.

Os moldes projetados podem alcançar até 144 cavidades. Toda a sua linha é fabricada no exterior.

“Para a Husky, o mercado de transformação de PET tem vital importância, uma vez que somos líderes mundiais nesta aplicação”, diz Paulo Carmo, gerente de negócios de embalagens para bebidas.O executivo explica que a produção de garrafas é um negócio extremamente competitivo, que trabalha com grandes volumes de produção.

“Neste cenário, é vital que os equipamentos operem com grande velocidade, disponibilidade e qualidade. É neste sentido que desenvolvemos nossos produtos”.

Ele ressalta o fato da empresa ser a única no mercado que tem todos os componentes do equipamento de produção realmente integrados, de fabricação própria.

Carmo destaca a linha de equipamentos HyPET HPP5, composta por todos os equipamentos necessários para a operação. “Ela traz para o mercado soluções inéditas”. Uma delas é o “sistema de monitoramento e alinhamento de moldes”, evolução lançada recentemente que funciona com um sistema de sensores.

Plástico Moderno, HyPET HPP55, da Husky: sistema completo para garrafas - Injetoras - Máquinas para PET
HyPET HPP55, da Husky: sistema completo para garrafas

 

“Caso o alinhamento esteja fora dos padrões estabelecidos, a máquina para e o realinhamento é feito facilmente”. Outro recurso exclusivo é o sistema de limpeza automática dos moldes, que permite a realização de alguns procedimentos sem interferência do operador e sem paradas de produção.

Em breve, a empresa promete novidades para o mercado brasileiro. Entre elas, a linha de equipamentos voltada para a produção de pré-formas multicamadas. “Trata-se de uma solução competitiva e simples que abrirá novas perspectivas para o uso do PET em embalagens de produtos sensíveis a luz ou gases”.

Como possíveis aplicações, podemos citar as garrafas de lácteos, sucos, cervejas e outras que necessitam de tal proteção.

Para Carmo, o ano de 2015 tem sido bastante ativo para a Husky. “No mercado de transformação de PET, os projetos têm maturação longa e passam por um complexo processo de análise técnica e econômica. Projetos que estão em implantação agora foram decididos e configurados há bastante tempo, quando o cenário econômico era diferente do atual”, explica.

Há que se considerar também que neste mercado os investimentos são feitos considerando um horizonte temporal longo, pois os ativos estarão em produção por muitos anos. A volatilidade do dólar por um lado traz insegurança.

Por outro, configura aumento da necessidade de se obter melhores índices de rentabilidade. “Equipamentos mais modernos propiciam a redução de custos e, numa grande escala de produção, este fator é muito importante”.

O gerente diz que no Brasil o mercado de refrigerantes ainda é o maior e mais importante para a transformação de PET.

Mercados muito tradicionais são também o de águas minerais e o de óleo comestível. “Os mercados de cosméticos, produtos lácteos, alimentos e sucos, entre outros, crescem consideravelmente à medida que a tecnologia traz novas soluções”.

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