Embalagens

PET: Cerveja brasileira adota embalagem plástica e mira as torcidas

Jose Paulo Sant Anna
8 de novembro de 2019
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    O case Salzburg – Inovação e diferenciação foram peças chaves da estratégia da NewAge ao adotar a embalagem PET para a cerveja Salzburg. “Esse dois conceitos são o nome do jogo no mercado de cervejas artesanais no Brasil”, explica Fabio Violin, presidente da fabricante de bebidas. Para ele, a flexibilidade da embalagem PET permite desenvolver um substituto exclusivo para o vidro que proporciona amplo apelo ao consumidor em toda a América Latina.

    Para Felipe Salles, diretor de desenvolvimento de negócios da Amcor no Brasil, à medida que o mercado de cervejas artesanais cresce, se torna mais fácil fazer parcerias para alcançar designs atraentes e economias de custo com garrafas PET. A transformadora se posiciona como uma das líderes em embalagens PET para bebidas alcóolicas nos EUA e se mostra disposta a trazer todo seu conhecimento para o mercado brasileiro. “Possuímos capacidade instalada no país e a empresa está apta a investir em recursos que façam sentido para novos negócios, desde que alinhados com nossa estratégia”.

    Com 600 ml de volume, as garrafas da cerveja Salzburg são rígidas e contam com aditivo de barreira que impede a entrada e saída de oxigênio, fator indispensável para a manutenção do produto até quatro meses de vida na prateleira. A garrafa também possui projeto capaz de suportar o processo de pasteurização ao qual a bebida é submetida sem que ocorram deformações.

    Um aspecto que chama a atenção é o design do gargalo, que permite a utilização do mesmo tipo de tampas utilizadas para as garrafas de vidro sem nenhum problema ou perda de gás. As garrafas são totalmente compatíveis com os processos de reciclagem utilizados no país. Os equipamentos de injeção e sopro utilizados na sua fabricação são os mesmos indicados para outras embalagens de PET.

    Vodka também entra no PET

    Oferecer embalagens para outros tipos de bebidas alcoólicas também faz parte da estratégia da Amcor no Brasil. Entre elas, destaque para a vodca. Depois de ser pioneira ao lançar, em 2014, embalagens para a Smirnoff, a empresa acaba de lançar as garrafas de PET para a marca Stoliskoff.

    As novas garrafas contam com volume de 1.750 ml. Para produzi-las, a empresa utiliza tecnologia que permite aparência premium, semelhante à do vidro. As espessuras de parede possibilitam o aproveitamento das mesmas tampas usadas nas garrafas de vidro, que garantem a procedência e inviolabilidade do líquido.

    Os equipamentos de injeção e sopro são os mesmos utilizados em outras embalagens em PET. De acordo com a empresa, o plástico é mais leve, oferece maior segurança em toda a cadeia de produção e consumo. Ele permite levar a bebida sem riscos em espaços públicos, onde o vidro é um problema.



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