Embalagens

PET: Cerveja brasileira adota embalagem plástica e mira as torcidas

Jose Paulo Sant Anna
8 de novembro de 2019
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    Plástico Moderno - Cerveja brasileira adota embalagem plástica e mira as torcidas de futebol e público de grandes eventos

    Cerveja brasileira adota embalagem plástica e mira as torcidas de futebol e público de grandes eventos

    Em agosto chegou ao mercado a primeira cerveja com escala comercial considerável embalada em garrafas de PET. Trata-se da Salzburg, produto da indústria de bebidas NewAge, no mercado desde 1988 e produtora e distribuidora sob licença das marcas internacionais Schweppes, Crush e Gini, além de refrigerantes e cervejas com marcas próprias. O transformador responsável pela manufatura das embalagens é a multinacional Amcor, no mercado brasileiro desde 1998 – no país conta com seis plantas instaladas.

    “Há mais de 10 anos a tecnologia para fabricação de embalagens de PET já atende perfeitamente o mercado de cerveja, principalmente no que diz respeito a prazos de validade do produto. Muitas empresas, de grande porte ou regionais, já fazem uso dessa embalagem em diversos países, como Bélgica, Dinamarca, Japão, Estados Unidos, República Checa e Rússia”, informa Auri Marçon, presidente da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet). Entre as marcas, ele cita Carlsberg, Heineken, Inbev, Kirin e Coopers, entre outras.

    Esse nicho de mercado é para lá de promissor. A indústria da cerveja no Brasil produz cerca de 15 bilhões de litros por ano. As latinhas de alumínio e garrafas de vidro são soberanas entre as embalagens e esse cenário não deve se transformar de maneira rápida. Mas isso não desanima os representantes do setor do plástico. Devido ao tamanho do mercado, cada ponto percentual conquistado será motivo para muita comemoração.

    Marçon explica que, no Brasil, poucas empresas são responsáveis por grande volume da produção. Ele não tem como saber as estratégias a serem adotadas por essas gigantes no futuro. “Todas mantêm absoluta confidencialidade sobre seus projetos”. Mas demonstra otimismo. “Temos a percepção que no passado havia mais restrições. Nos últimos anos, acredito que se intensificaram os movimentos de desenvolvimento de embalagens PET”.

    Ele entende que a forma de integração dessa embalagem ao consumidor brasileiro talvez tenha que passar por estágios de aprendizado. No exterior, por exemplo, o uso se intensificou em paralelo ao atendimento da necessidade dos consumidores. “Em alguns países, as embalagens PET começaram e hoje são bastante utilizadas em eventos fechados e de grandes públicos, como nos campos de futebol, arenas esportivas, autódromos ou em shows. Na maioria desses eventos o foco é a segurança, mas também tem a vantagem de, no final, poder coletar as embalagens vazias facilmente e encaminhá-las para a reciclagem”.

    Uma tendência do mercado nacional pode facilitar a adoção do plástico. Nos últimos anos, tem se multiplicado o número de fabricantes artesanais, que podem se transformar em “portas de entrada” para o uso de embalagens alternativas. De acordo com a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), no início do ano, o Brasil contava com 700 cervejarias, número dez vezes maior do que há uma década. Só em 2018 foram registradas 185 novas fábricas.



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