Pesquisas em bioplásticos é reforçada pelo Senai

A pesquisa em bioplásticos constitui um dos focos dos Institutos Senai de Inovação (ISI), mantidos pelo Senai em diversas regiões do país.

Entre eles, o ISI em Biossintéticos e Fibras, que hoje desenvolve, em parceria com uma empresa, monômeros geradores de bioplásticos potencialmente capazes de substituir PE e PP em algumas aplicações, e que são biodegradáveis.

“Nossas pesquisas em bioplásticos mostram que esse material tem apresentado boa estabilidade térmica e mecânica, além de outras propriedades muito parecidas com as de PE e PP comerciais, como cristalinidade”, aponta Leonardo Teixeira, coordenador de inteligência de negócios desse ISI localizado no Rio de Janeiro.

Produtos de uso único, como embalagens de alimentos, talheres e canudos, são incluídos por Teixeira entre as aplicações mais interessantes para esses biopolímeros biodegradáveis.

“Também temos estudado bastante a possibilidade de incorporar produtos oriundos de biomassa a aplicações têxteis, para vestuário ou aplicações técnicas”, ressalta.

Economia circular: Senai reforça pesquisas
Leonardo Teixeira, coordenador de inteligência de negócios

Localizado em São Bernardo do Campo-SP, o ISI de Materiais Avançados pesquisa polímeros biodegradáveis provenientes de fontes como biomassa lignocelulósica e amido, entre outras.

“E pensamos em aditivos que mantenham a característica de biodegradabilidade; nesse quesito, trabalhamos bastante com plastificantes cítricos, mas há outras opções, como nanopartículas de celulose e nano sílica”, ressalta Irina Marinho Factori, pesquisadora líder desse ISI.

A maioria dos bioplásticos com os quais lida, diz Irina, é proveniente de fermentação, e aí surge uma grande dificuldade: o controle do rendimento desse processo, bastante sensível a fatores como temperatura e umidade.

Irina Marinho Factori, pesquisadora líder
Irina Marinho Factori, pesquisadora líder

“Essa é uma das grandes dificuldades para termos esses plásticos em escala verdadeiramente industrial”, enfatiza.

“Temos trabalhado bastante na produtividade e na melhoria das formulações, seja para que esses materiais possam ser transformados pelos processos convencionais dos plásticos, seja para que adquiram as mesmas propriedades de flexibilidade, resistência a temperatura, entre outras”, complementa a pesquisadora.

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