Reciclagem

Pesquisa aponta caminhos para aumentar sustentabilidade

Antonio Carlos Santomauro
8 de agosto de 2019
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    Plástico Moderno - Pesquisa aponta caminhos para aumentar sustentabilidade

    Os efeitos negativos decorrentes da dificuldade de degradação dos polímeros preocupam a todos, e mundo afora várias iniciativas estão sendo postas em prática para minimizar esse problema. Entre elas, consolida-se como tendência no mercado de embalagens a crescente a demanda pelos biopolímeros, oriundos de fontes renováveis, em substituição aos plásticos obtidos de materiais fósseis.

    Já há no mercado ampla variedade de embalagens feitas desses materiais, e vários estudos devem alavancar ainda mais a utilização de biopolímeros nas embalagens, tema abordado na Fispal em palestra proferida por Leda Coltro, pesquisadora científica do Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea) do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital).

    Em sua fala, a pesquisadora detalhou as quatro principais formas de obtenção dos biopolímeros. Uma delas, a dos materiais produzidos por síntese química clássica de monômeros de fonte renovável, como a cana de açúcar e o milho, que têm como exemplo bastante conhecido o polietileno verde, produzido pela Braskem a partir de etanol de cana de açúcar.

    Outra possibilidade de obtenção de biopolímeros tratada por Leda foi a extração feita de maneira direta de biomassas, com os biopolímeros obtidos de polissacarídios (amido extraído de batatas, milho, trigo ou arroz; celulose; gomas; alginatos; quitina e quitosana), proteínas (de origem animal ou vegetal) e lipídeos. Como exemplo, ela mostrou aplicações de biopolímeros obtidos da celulose já usados em embalagens laminadas e metalizadas de alimentos.

    Uma terceira categoria surge a partir de micro-organismos, a exemplo de bactérias modificadas geneticamente, que sintetizam polímeros como estoque de energia e estes polímeros podem ser extraídos, isolados, purificados e usados como plásticos. Por esse método se obtém polihidroxialcanoatos (PHAs), polihidroxibutiratos (PHBs) e outras matérias-primas, também já usados em diversas aplicações.

    A última categoria à qual se referiu a pesquisadora foi a dos polímeros produzidos a partir de resíduos de fontes naturais, como subprodutos agrícolas (pena de frango, proteína de ovo, bagaço de cana, caroço de frutas como abacate ou manga e outros) e amido (resíduos da indústria de processamento de batata), entre outras.



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