Ramo de Embalagens Plásticas as Perspectivas da Indústria Plástica e Convertedores de Embalagens

A expectativa de alguns segmentos da economia de grande importância para a indústria da transformação ajuda a explicar o otimismo moderado com o qual o setor do plástico aguarda 2017.

É o caso, por exemplo, do ramo de embalagens. Luciana Pellegrino, diretora executiva da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens (Abre), não espera grande crescimento, mas prevê melhora em relação ao momento atual.

“Acreditamos que estamos sim em processo de recuperação, contudo temos que ter em mente que ele será gradativo e ao mesmo tempo não linear. O ano começou apresentando referências positivas para o resgate da confiança e melhores perspectivas de investimentos para os empresários”.

Para a diretora, a inflação controlada propicia a redução da taxa básica de juros. “Há especialistas que acreditam que até o final ela chegará a um dígito. Este fato por si só é uma boa notícia, tira um peso bastante grande dos empresários e abre espaço para investimentos”.

Outro aspecto positivo ressaltado é o do Brasil contar com mais de 200 milhões de habitantes, cujo nível social e referência mercadológica cresceram muitos nos últimos anos. “O brasileiro aprendeu a reconhecer produtos de qualidade, conveniência, funcionalidade e comunicação”.

Plástico Moderno, Luciana Pellegrino, diretora executiva da Associação Brasileira de Embalagens (Abre)
Luciana: versatilidade das resinas permite inovações

Luciana espera que o consumidor nacional continue a demandar produtos com estas características, a procurar opções que atendam de forma mais precisa as suas necessidades.

Ela também destaca as oportunidades surgidas no mercado externo.

“Temos hoje um parque industrial bastante competitivo, capaz de exportar para países da América do Sul, entre outros. Isso amplia significativamente o nosso mercado”.

A expectativa de melhores resultados acontece em momento de dificuldades para o setor.

O ano passado esteve longe de ser o esperado.

Conforme o Estudo Macroeconômico da Embalagem Abre/FGV, realizado há 20 anos e cujos resultados finais sobre 2016 devem ser anunciados nas próximas semanas, o setor fechou o ano com retração próxima a 4% em volume de produção.

“O resultado ficou abaixo do que esperávamos, a retomada do crescimento econômico sofreu fortes oscilações ao longo do segundo semestre de 2016”.

O faturamento deve ter ficado próximo da casa dos R$ 60 bilhões.

A produção de embalagens plásticas foi um dos segmentos que mais sofreram com a retração econômica do setor.

As empresas do ramo, no entanto, têm boas perspectivas de recuperação, na opinião da representante da Abre. Para ela, a perspectiva positiva sobressai pelo fato de o plástico ser um material com características capazes de atender diferentes segmentos, demandas e anseios dos consumidores, seja quando pensamos em peças com maior valor agregado e funcionalidade ou quando avaliamos a relação custo-benefício.

De acordo com dados mais recentes do estudo Abre/FGV, no primeiro semestre de 2016,

Quais os materiais mais usados para Fabricar Embalagens (em peso):

  1. Papel, Papelão e Cartão (40,5%) ocuparam a liderança;
  2. Plástico (35%);
  3. Metal (15,1%),
  4. Vidro (8%);
  5. Madeira (1,4%).

Quais os materiais mais usados para Confeccionar Embalagens (em faturamento):

  1. Indústria do Plástico R$ 24,3 bilhões (40,17%),
  2. Papelão R$ 10,9 bilhões (18,02%),
  3. Metais R$ 10,4 bilhões (17,29%)
  4. E, Vidro, Madeira e demais matérias-primas.

Luciana destaca um tema bastante presente na pauta do setor em 2017 e também para os próximos anos.

Ramo de Embalagens Plásticas Trata-se da Reciclagem

Ela lembra não se tratar de tema novo, pois o país já possui índices bastante satisfatórios nesse quesito.

Mas há espaço para crescimento significativo do índice de recuperação de materiais. “A preocupação está adquirindo tom estratégico e vem sendo encabeçada pelas grandes indústrias de bens de consumo”.

A diretora aponta um esforço internacional para que a reciclagem se torne um negócio de valor para toda a sociedade. “Estamos falando de novas tecnologias, diferentes formas de reinserir o material reciclado em cadeias de valor, e garantir que o ciclo de vida do material seja contínuo ou, como costumamos dizer, circular”.

Para colaborar com esse movimento, a Abre disponibiliza um site na internet que permite aos usuários uma autoavaliação de seus programas de sustentabilidade.

Leia Mais sobre o Ramo de Embalagens Plásticas:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios