Perspectivas para o Setor de Autopeças e para Indústria Automotiva: Os Plásticos nos Automóveis

Perspectivas 2017 Indústria automobilística

O setor de autopeças, vital para muitos transformadores de plásticos, espera ao menos que a queda dos últimos anos seja estancada.

Dan Ioschpe, presidente Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), avalia que o setor vive nestes últimos anos a pior crise de sua história, com enormes quedas nos volumes de produção.

“Temos problemas relacionados à falta de competitividade, na maior parte das vezes devido a fatores fora do controle das empresas, como burocracia, elevado custo financeiro e falta de infraestrutura, entre outros”, apontou.

Ioschpe também salienta a elevada dependência das empresas do setor do desempenho do mercado doméstico, explicada pela falta de integração do Brasil ao mundo.

Plástico Moderno, Ioschpe: autopeças dependem muito do mercado doméstico
Ioschpe: autopeças dependem muito do mercado doméstico

“Nossa expectativa é que o País enfrente com rapidez a agenda da governança fiscal, fundamental para a retomada do crescimento, e na sequência dê atenção a medidas que aumentem a competitividade do setor, seu adensamento e a sua integração internacional”.

Para ele há sinais de melhora.

“Ainda não vemos reação dos volumes. Esperamos que em breve essas expectativas se tornem realidade”.

Para 2017, a expectativa da indústria de autopeças é alcançar faturamento de R$ 64,7 bilhões, com crescimento de 2,7%.

O setor estima ter fechado o ano de 2016 com faturamento de R$ 63 bilhões, que representa queda de 4,5% em relação ao ano anterior.

As vendas para as montadoras representaram 56,4% do total, seguidas pelas vendas para reposição (22,1%), para exportação (18,6%) e intra setorial (2,9%).

O número de postos de trabalho no ano passado caiu 7,9%, ficando na casa dos 158 mil. O Sindipeças não fornece dados relativos sobre o desempenho das vendas das diferentes matérias-primas.

Antonio Megale, presidente da Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea), tem opinião mais otimista. “Nossa previsão de produção é de 2,41 milhões de unidades de veículos, 11,9% acima do registrado em 2016”, revela.

Para ele, existem diversas razões para acreditar em crescimento. “A conjuntura macroeconômica indica fatos positivos, como aumento do PIB, inflação convergindo para o centro da meta, reduções contínuas da taxa básica de juros e estabilização do dólar”.

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