Economia

Perspectivas 2016 – Máquinas: Governo acena com ampliação do crédito e devolve um pouco de ânimo aos fabricantes locais

Jose Paulo Sant Anna
26 de abril de 2016
    -(reset)+

    Plástico Moderno, Paulucci: máquinas para setor de plástico exibem recuperação

    Paulucci: máquinas para setor de plástico exibem recuperação

    No mundo do plástico – Um pouco de otimismo não faz mal a ninguém. A situação não parece muito animadora, mas pode melhorar. “Hoje, o Brasil todo está muito apreensivo diante dos fatos políticos e econômicos que estão por vir, mas acreditamos que o ambiente de negócios possa ser melhorado, se medidas sensatas forem adotadas. O mercado de máquinas para indústria do plástico tem dado sinais positivos e já iniciamos uma modesta recuperação”, explica Gino Paulucci Junior, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico, da Abimaq.

    O dirigente avalia que o momento atual pode ser revertido. Ele aponta existirem condições para retomada em ritmo veloz se a situação se acalmar. “Muitos projetos de empreendimentos estão sendo represados e uma hora vão sair do papel”. De quebra, está no time dos que acreditam que a realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro pode ajudar a aquecer o consumo. “É um fato positivo”, avalia.

    O dólar caro em relação ao real também pode ajudar os fabricantes de máquinas e equipamentos para plástico. No cenário interno, faz com que os produtos nacionais não saiam em desvantagem quando comparados aos importados. “Temos competência, conhecemos nossos clientes, eles nos conhecem e reconhecem nosso trabalho”, garante. No âmbito externo, incentiva exportações. “No ano passado exportamos significativamente mais do que nos anos anteriores. Há casos com mais de 100% de incremento nas vendas se comparado aos períodos de dólar barato”.

    Vale uma ressalva. “Exportar é sempre importante, mas não é tábua de salvação para quando o mercado interno esfria pelas dificuldades da economia”. Além disso, envolve fatores um tanto fora de uso para a maioria das empresas brasileiras, que nos últimos anos abandonaram o mercado externo pela falta de competitividade proporcionada pelo câmbio.

    Quem se manteve preocupado em vender para o exterior mesmo com o real valorizado agora encontra muito mais facilidade para incrementar os negócios. Os demais precisam ir atrás, o que nem sempre é tão rápido. “A operação requer retomada na prospecção de mercado e adequação do portfólio de produtos para às necessidades dos clientes internacionais. Também é preciso contar com estrutura de logística para instalar e treinar os operadores de máquinas, além de oferecer assistência técnica”.

    Paulucci também acredita que o avanço tecnológico dos equipamentos pode ajudar a aquecer as vendas. “Uma máquina nova gasta de 20% a 40% menos tempo para transformar a mesma tonelada de resina do que uma antiga, com economia de energia que pode girar em torno dos 30% a 40%. E as vendas fracas ajudam os transformadores a conseguir bons preços na hora de modernizar suas linhas de produção”. De acordo com ele, grandes clientes estão se aproveitando desses fatores. Infelizmente as empresas menores estão descapitalizadas e precisam recuperar o fôlego e contar com financiamento para voltar a investir.

    Acima da média – Não são fornecidos ao mercado dados estatísticos oficiais sobre o mercado de máquinas para a indústria do plástico. Apesar da falta de estatística confiável, a avaliação de Paulucci Junior é de que o setor apresentou resultados melhores em relação à média da indústria de base brasileira como um todo no ano passado. “A indústria de transformação do plástico é forte e se moderniza sempre. Há demanda crescente de variedades de máquinas e equipamentos, e estamos preparados para atender a este chamamento”.

    De acordo com o dirigente, o ano de 2015 começou com uma carteira de pedidos confortável para o segmento. Os negócios registraram piora a partir do segundo semestre, com a redução de vendas para o mercado interno, compensada em parte e para algumas empresas pelas exportações.

    Por contar com diferentes tipos de máquinas e equipamentos, o segmento deve ser avaliado com cuidado. Cada nicho de mercado sofreu mais ou menos com a crise. “Os fabricantes brasileiros de injetoras foram os que enfrentaram dias mais difíceis. As vendas caíram em torno de 10%, em grande parte pelos problemas enfrentados pelo setor de autopeças”, informa. A queda nas vendas das sopradoras está estimada em 7%. “Existe procura razoável por máquinas para fabricar embalagens de determinados produtos, como os de higiene e limpeza ou o de águas minerais”, explica.

    O caso das extrusoras é o menos crítico. “A queda ficou em torno dos 3%. O plástico avançou bastante nos segmentos de embalagens flexíveis”. As embalagens flexíveis também ajudaram fabricantes de impressoras e máquinas de corte e solda. “A queda foi próxima de 3%”. Para os fornecedores de periféricos, a redução das vendas deve girar entre 4% e 5%. A procura por periféricos aumenta ou cai de acordo com o interesse de muitos transformadores em automação. Quando o clima econômico está favorável esse nicho se beneficia bastante.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *