Tintas – Correção dos rumos da economia permitirá reverter a queda das vendas registrada em 2014

Perspectivas 2015 -

Construção imóvel – O maior mercado do setor de tintas no Brasil é a construção civil, incluindo obras habitacionais e de infraestrutura, que representam 62% do faturamento do ramo.

Ambas tiveram atividade reduzida em 2014. Esse grupo de tintas registrou queda de 2% nas vendas.

Dilson Ferreira comenta que as vendas de tintas para construtoras representam apenas 15% dos negócios nesse segmento, enquanto a fatia majoritária, ou 85%, é obtida mediante as cadeias de distribuição (lojas especializadas, home centers, comércio de materiais em geral, etc.).

Em geral, a venda “formiguinha” sempre garante bons resultados, especialmente após a liberação do pagamento da primeira parcela do 13º salário dos trabalhadores.

“De fato, o final do ano passado não foi ruim, mas o resto do ano ficou muito abaixo da expectativa”, comentou.

Ele indica comportamento idêntico nos setor automotivo e industrial. Apesar disso, Ferreira aposta na retomada de investimentos produtivos no país, bem como na recuperação da confiança dos consumidores.

“Mas o país precisa fazer uma revisão de suas prioridades”, apontou o dirigente.

Para ele, a política econômica deve ser orientada para o avanço social, porém com um custo/benefício adequado.

“A recuperação social só acontece quando há crescimento econômico, é daí que vem a distribuição de renda”, enfatiza. Para tanto, as áreas de educação e saúde públicas precisam receber verbas e administração competente.

Avanço setorial – Apesar do soluço das vendas em 2014, Ferreira aponta alguns fenômenos interessantes no mercado de tintas e vernizes.

A diversidade geográfica do país acaba se refletindo no comportamento heterogêneo das vendas. Nos últimos anos, por exemplo, as regiões Nordeste e Centro-Oeste foram as que apresentaram maior crescimento percentual.

“Em 2014, a região Centro-Oeste registrou avanço acentuado, enquanto as regiões Sul e Sudeste foram as que mais sofreram redução de vendas”, informou. Ele atribui esse comportamento à força do agronegócio.

A região Nordeste, a maior beneficiada por programas sociais, também cresceu, também devido ao fortalecimento de polos econômicos regionais, como o da região de Suape-PE.

“Em Goiana-PE estão sendo construídas uma fábrica da Fiat e uma unidade de produção de vidros, ou seja, há investimentos importantes sendo efetivados”, considerou Ferreira.

Olhando para um futuro um pouco mais distante, após 2016, ele identifica que o potencial dos negócios do setor se materialize.

“Os segmentos consumidores continuarão a crescer, com investimento oficial – caso da infraestrutura e da habitação – ou privado, como o setor automotivo”, salientou.

Ferreira informou que o déficit habitacional do país se situa entre 5 milhões e 5,5 milhões de moradias, situação melhor do que a encontrada em 2003, quando faltavam 7 milhões de unidades. “O programa Minha Casa Minha Vida é um sucesso, mas deveria avançar mais”, afirmou.

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Além do crescimento do mercado local, saliente-se que a importação de tintas prontas não preocupa o setor. “Os produtos importados representam menos de 5% do total vendido, e a metade desse percentual vai para a indústria gráfica”, disse.

Na sua avaliação, o custo de transporte de tintas onera demais as operações internacionais, motivo pelo qual qualquer país minimamente desenvolvido tenha uma produção local de tintas. “O lado ruim disso é que as exportações também são pequenas, restritas a produtos especiais”, explicou.

Dessa forma, o setor precisa direcionar todos os seus esforços para o bom desenvolvimento do mercado interno, buscado, ao menos, um ambiente de competição saudável.

É o caso da exigência de um nível mínimo de qualidade dos produtos vendidos no país, determinado por norma oficial da ABNT, fruto de longos esforços da Abrafati. “O Programa Setorial da Qualidade está consolidado em todo o Brasil, tem 29 fabricantes credenciados e outros dez em fase de aprovação, e verificamos recentemente o aumento no número de fábricas nas regiões Nordeste e Centro-Oeste que já nasceram com a qualidade necessária”, comentou.

Plástico Moderno, Desempenho das Tintas desbotou em 2014

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