Economia

Perspectivas 2015 – Química fina: Sem planejamento de longo prazo, avanço do segmento segue lento e disputa espaço com importados

Hamilton Almeida
20 de março de 2015
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    O instituto é um laboratório oficial que fornece oito tipos diferentes de soros hiperimunes para o Ministério da Saúde, incluindo os antipeçonhentos, antitetânico e antirrábico. Apenas em 2013, 206 mil ampolas foram entregues aos pacientes do SUS, ajudando a salvar mais de 158 mil pessoas acidentadas, de acordo com os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Além da obra que vai melhorar todas as etapas da produção dos soros hiperimunes, o instituto também investiu na compra de equipamentos que aumentarão a produção em 50%.

    Missão – Criada em junho de 1986, em São Paulo, quando a indústria da química fina ainda era incipiente, a Abifina participou da elaboração da Constituição de 1988, no capítulo de Ciência e Tecnologia, que definiu o mercado interno como patrimônio nacional a ser usado para o progresso do país. Nos anos seguintes, participou, em Genebra, das negociações do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT). No início dos anos 1990, “trabalhou para evitar a quase extinção do setor farmoquímico”, apontando medidas para proteger a indústria nacional nas negociações de comércio exterior.

    Também participou da aprovação da Lei de Propriedade Industrial brasileira e da criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), como porta-voz da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para o tema de propriedade intelectual. Na década de 1990, a sua sede foi transferida para o Rio de Janeiro. No século XXI, passou a atuar nos fóruns de competitividade de cadeias produtivas, criados pelo Ministério do Desenvolvimento. Colaborou, assim, para a elaboração da Lei do Bem, que criou incentivos fiscais automáticos para empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento.

    Contribuiu também para o estabelecimento do marco regulatório do setor farmoquímico-farmacêutico. Assim ajudou a criar e a fortalecer o complexo industrial da saúde, além da política das parcerias para o desenvolvimento produtivo (PDPs). A Abifina considera que a sua trajetória tem sido pautada pelas articulações com o governo, “o que lhe permite negociar posições do setor que estejam alinhadas aos interesses nacionais”.

    A Abifina representa os seguintes segmentos da química fina: medicamentos (uso humano e animal) sintéticos, biotecnológicos e fitoterápicos (e fitocosméticos); catalisadores; corantes e pigmentos; aditivos; aromas e fragrâncias; defensivos agrícolas; e vacinas (uso humano e animal).



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