Economia

Perspectivas 2015 – Química fina: Sem planejamento de longo prazo, avanço do segmento segue lento e disputa espaço com importados

Hamilton Almeida
20 de março de 2015
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    O Cristália é um complexo industrial farmoquímico, farmacêutico e biotecnológico 100% brasileiro. Referência em inovação e tecnologia, com 75 patentes, é a farmacêutica brasileira pioneira em realizar a cadeia completa de um medicamento, desde a concepção da molécula até o produto final. Possui mais de 133 medicamentos em cerca de 340 diferentes formas de apresentação e dosagens, e está presente em mais de 95% dos hospitais brasileiros. O laboratório é responsável pela produção dos medicamentos antirretrovirais para o tratamento de HIV/Aids que são distribuídos pelo SUS.

    Iniciada em 1983, a área farmoquímica do Laboratório Cristália é pioneira em solo nacional no segmento. É responsável pelo desenvolvimento e síntese dos IFAs (princípios ativos). Por conta de sua relevância estratégica para a companhia, ela se apresenta como uma área de destaque na cadeia de produção. Com 35 mil m² de área construída, equipamentos e maquinários modernos, alguns inéditos no Brasil, é responsável por cerca de 50% dos insumos necessários para a produção de medicamentos próprios, enquanto outros laboratórios importam mais de 90%. Fornece também para outros laboratórios nacionais e estrangeiros, exportando para países como Argentina, Egito, México e Reino Unido. Investindo em tecnologia, o Cristália produz cerca de 30 ativos farmoquímicos para fabricação de analgésicos, anestésicos, antipsicóticos, antirretrovirais e tratamento da disfunção erétil.

    Atualmente, o Departamento de Exportações do Cristália comercializa produtos farmacêuticos terminados e matérias primas para mais de 30 países tendo como principais mercados a América Latina, a Ásia, a África e o Oriente Médio. As principais atuações estão nos segmentos de anestésicos e seus adjuvantes, analgésicos, produtos psiquiátricos e antirretrovirais. Como consequência da manutenção dos planos de investimentos, novas fábricas no padrão US-FDA (Food and Drug Administration) e EMEA (European Medicines Agency) estão sendo construídas, o que permitirá a atuação em novos mercados como Estados Unidos, Europa e Japão. Os principais produtos desenvolvidos e exportados são: Sevocris (anestésico), Fentanest (analgésico), Propovan (anestésico) e Dormire (sedativo). A empresa investe o equivalente a 6% de seu faturamento em PDI (pesquisa, desenvolvimento e inovação) – em 2013, faturou R$ 1,5 bilhão.

    O Cristália também atua fortemente no setor de biotecnologia há mais de 15 anos. Em 2013, inaugurou planta exclusiva com 1,7 mil m², na cidade de Itapira-SP, um marco no setor para pesquisa e desenvolvimento de remédios biológicos. A nova unidade recebeu, em 2014, o CBPF (Certificado de Boas Práticas de Fabricação para os Insumos Farmacêuticos Biológicos), concedido pela Anvisa. Ainda em 2014, também recebeu o segundo CBPF para a planta de bactérias anaeróbicas, que produzirá o IFA Kollagenase, desenvolvido verticalmente pelo laboratório com pesquisa científica 100% brasileira. O Cristália é o primeiro e único (até o momento) laboratório nacional a receber a certificação. Essa planta produzirá a nova versão da pomada Kollagenase, utilizada para remover tecido necrosado.

    Os pesquisadores do Cristália estão testando a partir da flora existente em Itapira o novo medicamento com IFA desenvolvido integralmente em solo brasileiro. O laboratório já comercializa a Kollagenase no Brasil e atende 50% do mercado interno, porém com princípio ativo importado. A empresa conta ainda com cinco medicamentos biológicos em fase de testes clínicos, para lançamento no mercado mundial. São eles: o anticorpo monoclonal trastuzumabe, para tratamento de câncer de mama; a proteína de fusão Etanercept, para tratamento de doenças autoimunes, como artrite reumatoide e psoríase; e somatropina, hormônio do crescimento humano recombinante.

    Plástico Moderno, Perspectivas 2015 - Química fina: Sem planejamento de longo prazo, avanço do segmento segue lento e disputa espaço com importados

    Vital Brazil – No início de dezembro de 2014, o Instituto Vital Brazil, de Niterói (RJ), inaugurou uma nova e moderna área que contempla todas as etapas de produção do soro, o seu carro-chefe. Entre as vantagens do novo espaço, destacam-se o aumento da capacidade de produção de soros, a diminuição do risco de contaminação microbiana e a melhoria da eficiência na produção.

    “O soro é feito em três grandes etapas: produção do plasma, produção do concentrado de imunoglobulina e envase de ampolas. A primeira parte é realizada na Fazenda Vital Brazil, na mais moderna central de produção de plasma do país, construída em 2010, e agora estamos em obra para adequar e unir as duas outras etapas para que o produto final seja ainda melhor”, declara o presidente do Instituto, Antônio Werneck. “Também podemos ressaltar que a nova área tem como objetivo a certificação das Boas Práticas de Fabricação”, completa.



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