Ministro do Desenvolvimento adota agenda pró-indústria

Plásticos: Perspectivas

A perda de competitividade da indústria nacional nos últimos anos preocupa Armando Monteiro, novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria.

Ele anunciou, em entrevista coletiva dada após sua cerimônia de posse, a apresentação, em curto prazo, de uma agenda positiva para o setor.

“É nosso papel primordial posicionar o tema da competitividade no centro da atenção política do Brasil”, enfatizou.

A agenda terá foco em cinco temas: comércio exterior, ambiente tributário, renovação do parque fabril, estímulo à inovação e aperfeiçoamento do sistema de governança da competitividade.

Para aumentar o comércio exterior, o MDIC irá divulgar um plano nacional de exportação com medidas de financiamento, garantias e desoneração de exportações e facilitação de comércio.

Outras ações previstas são o fortalecimento do Portal Único do Comércio Exterior

Outras ações previstas são o fortalecimento do Portal Único do Comércio Exterior e a busca, com o Ministério das Relações Exteriores, da ampliação dos acordos comerciais com parceiros estratégicos  – Mercosul, Estados Unidos, China e países da América do Sul.

“Temos razões para acreditar que vamos ter um melhor desempenho este ano, o câmbio está ajudando. E temos uma oportunidade com a retomada da economia norte-americana”.

Em busca da melhora do ambiente tributário, será apresentado um conjunto de reformas microeconômicas de impacto fiscal reduzido, que estão sendo definidas.

O objetivo é garantir segurança jurídica a investidores e desburocratizar processos.

A renovação do parque fabril, terceiro ponto apresentado pelo ministro, buscará diminuir a idade média das máquinas e equipamentos em operação no Brasil.

Para isso, a ideia do governo é implantar um modelo de financiamento dos bancos públicos que permita o aumento do acesso a recursos por pequenas e médias empresas.

O ministro ainda defendeu o estímulo à inovação como ponto fundamental para o incremento da competitividade brasileira.

Segundo ele, é preciso aprimorar o marco legal, ampliar o escopo e foco do financiamento e aumentar a integração e sintonia entre as políticas de inovação industrial.

Foi destacada a necessidade de aumentar o número de empreendedores com acesso a fontes de fomento.

O quinto ponto inclui o fortalecimento do diálogo do Governo Federal com o setor produtivo a partir da revitalização de conselhos consultivos já existentes.

Embora não tenha divulgado a data para o anúncio da agenda positiva, o ministro destacou que há urgência no avanço de medidas.

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Memória – Revista Plástico Moderno

 

 

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