Perspectivas para Plásticos: Construção civil e embalagens sustentam crescimento do setor de transformação de resinas

Perspectivas para Plásticos

 

Bola fora – Copa do Mundo

A Copa do Mundo de 2014 não ficará marcada de forma triste na memória dos brasileiros apenas pela goleada sofrida contra a Alemanha.

Para a indústria brasileira, o torneio foi a principal causa do desempenho pífio obtido pelo setor em 2014. O segmento do plástico não fugiu à regra.

As manifestações contra a organização da Copa ocorridas em 2013 geraram sentimento muito negativo sobre o que poderia ter ocorrido no ano passado.

As expectativas mais catastróficas não se confirmaram, mas para os empresários foi o suficiente para o entusiasmo ser comparável com o da torcida de um time cujo artilheiro bate um pênalti decisivo mandando a bola para a arquibancada.

Além do sentimento de insegurança para a realização de investimentos, o número de dias parados por conta das folgas dadas nos jogos atrapalhou o ritmo da produção. Outros fatores também não ajudaram. Foi o caso, por exemplo, da realização das eleições, uma das mais acirradas da história do país.

Os resultados do cenário podem ser conferidos nos números alcançados pelo setor em 2014. A produção total de transformados ficou em 6,24 milhões de toneladas, 2,7% a menos do que as 6,42 milhões de toneladas produzidas em 2013.

O ano até começou bem. No primeiro trimestre, houve alta de 3,9% em relação ao mesmo período do exercício anterior.

Nos dois trimestres seguintes se consumou a queda. No segundo, ela ficou em 6,8%. No terceiro, foi de 7,2%. Nos últimos três meses houve pequena recuperação em relação ao mesmo período de 2013, na casa dos 0,6%.

Em termos financeiros, o total movimentado foi de R$ 64,47 bilhões, 6,4% a menos do que os R$ 68,93 bilhões verificados em 2013.

O resultado menos negativo ocorreu na manutenção dos níveis de emprego.

O número de 2014 ficou na casa dos 353 mil postos de trabalho, queda de 0,8% em relação ao ano anterior. “A desoneração da folha de pagamentos promovida pelo governo ajudou, as empresas optaram pela manutenção de funcionários já treinados”, explica Roriz Coelho.

Balança comercial – Perspectivas para Plásticos

Os resultados da balança comercial da indústria de transformação do plástico em 2014 reforçam a tendência verificada nos últimos anos, a da crescente participação dos importados no mercado nacional.

No ano passado, vieram ao Brasil 778 mil toneladas de peças plásticas, número 6% superior ao de 2013. Em dinheiro, esse valor representou US$ 3,96 bilhões, 3% a mais do que no exercício anterior.

O valor médio do dólar usado para se chegar a esse resultado foi de R$ 2,33. Para ter ideia da evolução das exportações ano a ano, em 2007, foram importadas 411 mil toneladas, que custaram US$ 1,83 bilhão.

Na contramão, as exportações estão em baixa. Em 2014, foram vendidas 238 mil toneladas para outros países, contra 246 mil t em 2013. O valor arrecadado no ano passado ficou na casa do US$ 1,38 bilhão, contra US$ 1,39 bilhão no exercício anterior.

A tendência de baixa também tem sido constante. Perspectivas para Plásticos

Em 2007, por exemplo, exportamos 333 mil toneladas. A arrecadação na época foi de US$ 1,18 bilhão.

Esses números reforçaram o crescente déficit da balança comercial. No ano passado, ele ficou na casa das 540 mil toneladas, contra 486 mil t em 2013, crescimento de 11%.

Em 2007, esse número era de 78 mil toneladas. Em valores, o crescimento do déficit também se acentuou. Em 2014 ficou na casa dos US$ 2,59 bilhões, contra US$ 2,45 bilhões no exercício anterior. Em 2007, ele estava na casa dos US$ 650 milhões.

O consumo aparente de plásticos no país caiu de 6,9 mil toneladas em 2013 para 6,78 mil em 2014. Nota-se um crescimento importante nos últimos anos. Em 2007, o consumo aparente era de 5,36 mil toneladas, número em torno de 25% inferior ao do ano passado.

Ao analisar as origens dos produtos que chegam ao país, nota-se a crescente invasão dos chineses. Em 2007, a China respondia por 11% das importações, hoje é responsável por 25%.

Os Estados Unidos perderam participação. Em 2007, respondiam por 21% da importação de transformados, número que caiu para 15% em 2014.

A crise na Argentina, por sua vez, não está ajudando os fabricantes nacionais. O país vizinho era responsável pela compra de 27% dos produtos nacionais em 2007, número que chegou a 31% em 2012 e despencou para 21% no ano passado.

A crise norte-americana também atrapalhou. Em 2007, as vendas para os Estados Unidos respondiam por 17% do total exportado, número que caiu para 7% no biênio 2011/12 e apresentou recuperação nos últimos dois anos, chegando a 11% no ano passado.

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Memória – Revista Plástico Moderno

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