Cosméticos: Tributação majorada ameaça rentabilidade da indústria

Perspectivas - Tributação majorada ameaça rentabilidade da indústria e investimentos em inovação

Com esse retrospecto, a Abihpec previa para 2015 uma evolução do PIB igual a zero. Assim, o faturamento setorial deveria crescer 4% em termos reais. O decreto 8.393 pode derrubar essa previsão.

Além do rigor tributário, a escassez de água e de eletricidade ameaça o desempenho setorial. Com mais de 60% da produção estabelecida no Estado de São Paulo, a falta de água – insumo importante para as formulações do ramo – é crítica. A elevação do preço da eletricidade, outro insumo essencial, e seu eventual racionamento também preocupam. “As indústrias do setor estão atentas a esses problemas e já estão fazendo adaptações para contorná-los, em especial mediante a racionalização das operações”, afirmou.

Problemas – a variação cambial é um deles, pois o setor consome muitos ingredientes importados –, Basílio da Silva afirma que o setor enfrenta a dificuldade de cada dia, evitando antecipar problemas que não se concretizem.

“Não dá para prever tudo”, disse.

Exportações – Cosméticos

Plástico Moderno, Perspectivas 2015 - Cosméticos: Tributação majorada ameaça rentabilidade da indústria e investimentos em inovação Como um todo, o setor de cosméticos e cuidados pessoais vendeu ao exterior US$ 798,2 milhões, configurando aumento de 2% sobre o resultado de 2013, incluindo produtos finais e insumos relacionados à atividade econômica.

Apenas para dar uma ideia do avanço setorial, em 2004, o valor exportado ficou em US$ 387 milhões.

Boa parte desse resultado foi obtido mediante o projeto setorial Beautycare Brazil, voltado para promover a internacionalização das empresas brasileiras do setor, oferecendo incentivos à participação em feiras mundiais, rodadas de negócios, ativação de marca, projetos de compra de ingredientes no exterior, capacitação e adequação técnica e regulatória.

Cai o ritmo de crescimento dos cosméticos - tabela com faturamento, volume de vendas, importações, exportações, saldo comercial e investimentos do setor

Criado há 15 anos, o Beauty Care Brazil sempre contou com o Apoio da Apex-Brasil (Agência de Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

E continuará contando, pois as entidades assinaram no dia 5 de fevereiro de 2015 a renovação do convênio estabelecido entre elas por mais dois anos.

A Apex reservou para o biênio uma dotação de R$ 12,5 milhões para investimentos em ações de desenvolvimento de mercado e promoção comercial no âmbito desse projeto setorial.

A Abihpec e as empresas participantes contribuirão com outros R$ 4,1 milhões, completando o orçamento previsto para o período, de R$ 16,6 milhões.

As 58 empresas participantes do Beautycare exportaram US$ 183,2 milhões, 16% a mais que no ano anterior.

Esse valor já representa um quarto das exportações setoriais, que registram forte participação de negócios intercompany e participação internacional direta de grandes players. Os 16% de aumento de negócios comprovam a eficácia do projeto setorial.

“O bom desempenho comercial atesta a competitividade e qualidade das empresas brasileiras”, comentou Maurício Borges, presidente da Apex-Brasil. “O projeto ajuda as empresas a contar com espaços nas principais feiras de negócios do mundo, com materiais de divulgação no idioma do país de destino, além de orientar quanto à legislação estrangeira sobre formulações e rotinas burocráticas.”

Basílio da Silva comentou a necessidade de adaptar as formulações às exigências específicas de cada país. Para tanto é preciso conhecer essas normas.

O Instituto de Tecnologia e Estudos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Itehpec), ligado à Abihpec, possui um acervo com muitas legislações estrangeiras já traduzidas para o português, facilitando o trabalho das empresas, além de avaliar a compatibilidade das formulações com as exigências dos países de destino.

“O fundamental é investir na consolidação da imagem do produto brasileiro como artigo de alta qualidade, estamos conquistando espaços até nos centros mais tradicionais do ramo, como a França e os Estados Unidos”, comentou Basílio.

“A Apex oferece informações de mercado para que as empresas do setor tenham um Norte para direcionar sua estratégia de internacionalização”, afirmou Borges.

Desde 2013, as empresas fabricantes de insumos para cosméticos ingressaram no Beautycare Brazil.

Atualmente, 14 delas já representam 14% das exportações realizadas no âmbito do programa.

Segundo Gueisa Silvério, gerente do Beautycare Brazil, os mercados-alvo para os insumos cosméticos brasileiros são: Alemanha, China, Colômbia, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Japão e México.

“Há grande interesse internacional pelos ingredientes de origem natural, como os óleos amazônicos”, comentou.

No caso dos produtos finais, os alvos atuais são: Angola, Chile, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, França, México, Egito e Rússia, sendo os dois últimos mercados recentemente abertos para o setor.

“Os produtos com maior procura internacional são os ligados aos cuidados capilares e também para a pele”, comentou.

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