Economia

Perspectivas 2014 – Química: Alívio tributário melhorou resultados, mas importações continuam a bater recordes

Marcelo Fairbanks
21 de fevereiro de 2014
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    As medidas de médio prazo envolvem a aquisição ou a criação de tecnologias de desenvolvimento sustentável, capacitação de recursos humanos, fortalecimento da infraestrutura nacional e a nova regulamentação para defensivos agrícolas. “A inovação é a chave para agregar valor a uma cadeia produtiva; há oportunidades de negócios em todos os ramos da atividade econômica”, comentou. Para tanto, é preciso aproximar mais as empresas e as universidades e institutos de pesquisa.

    Com base no estudo dos 533 produtos que tiveram descontinuada a sua produção local, o BNDES contratou um estudo amplo sobre o setor químico. “Já estão prontas as fases de mapeamento e segmentação dos produtos, e de definição inicial de prioridades para segmentos. “Em março de 2014, ficará pronto o relatório detalhado dos segmentos prioritários, com a participação da indústria nas discussões”, comentou Gabriel Gomes, chefe do departamento de química do BNDES.

    A previsão do banco é de contar com o estudo completo em maio de 2014. Com ele em mãos, será possível incentivar investimentos que tenham por meta diversificar o parque produtivo químico nacional. “Não nos interessa ampliar a produção de commodities, mas atuar nas especialidades e produtos de química fina”, afirmou.

    Gomes espera obter os dados sobre dez segmentos de mercado do setor. Esses segmentos serão divididos conforme o grau de prioridade, considerando o tamanho e o futuro da demanda e a disponibilidade dos fatores de produção no país. De antemão, já se espera que a prioridade número 1 seja concedida aos defensivos agrícolas. “É preciso mudar a regulamentação desses produtos, pois as licenças e autorizações demoram demais”, considerou.

    Uma das linhas de financiamento mais ativas do setor químico no BNDES se relaciona com os combustíveis renováveis, em especial de etanol de segunda geração (feito do bagaço e das palhas da cana). “A carteira de renováveis do banco era de R$ 114 milhões em 2010”, informou. Há 18 operações em etanol de segunda geração, 22 em químicos de etanol e uma para gaseificação de bagaço no portfólio do banco. “Há mais propostas para químicos porque eles têm maior valor do que o combustível”, explicou Gomes.



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