Máquinas e Equipamentos

Perspectivas 2014 – Automação: Novos projetos industriais e modernizações são a aposta para aquecer as vendas

Antonio Carlos Santomauro
23 de fevereiro de 2014
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    Na opinião do profissional da Siemens, em 2014 a indústria da automação apresentará um crescimento “moderado, similar ao de 2013”. Esse crescimento será fundamentado especialmente na demanda dos clientes dotados de estratégias de longo prazo, especialmente os do setor químico. As demais empresas têm seus projetos mais afetados pela deterioração dos indicadores da macroeconomia nacional e pela ausência de uma política de desenvolvimento industrial capaz de sustentar a evolução desses segmentos de mercado.

    Plástico Moderno, Tabela: Evolução do faturamento do setor de automação industrial (R$ milhões, a preços correntes)Para Marcos Hillal, gerente de produto automação LBU Industrial Solutions da ABB, além das indústrias química e de papel e celulose, também os setores de óleo e gás e de mineração provavelmente ampliarão sua demanda por soluções de automação durante este ano. “Infelizmente, mercados como a metalurgia não vêm apresentando crescimento nos últimos anos, principalmente em razão das pressões sobre o preço de seus produtos, sujeitos à pesada concorrência dos mercados asiáticos”, menciona.

    Cintia Sanches, gerente de vendas da Honeywell Process Solutions, também crê em ampliação da demanda nos segmentos de papel e celulose e de mineração. Neste último, ela projeta expansão da demanda por produtos incluídos no conceito das ‘soluções avançadas’, capazes de colaborar em tarefas como aumento de produção e redução de custos. “Em época de mercado mais retraído, investimentos desse gênero são muito importantes”, observa.

    Além disso, estão sendo retomados os investimentos da indústria de óleo e gás, impulsionados por fatores como a exploração do pré-sal. “Temos boas perspectivas para este ano”, resume Cintia.

    Sem fio e universal – Se por um lado a conjuntura na qual atuarão no decorrer deste ano ainda não se mostra muito definida, no exame das soluções mais aptas a incrementar seus negócios os integrantes da indústria de automação e controle apresentam algumas certezas: crescerão, eles preveem, as demandas relacionadas a equipamentos de comunicação sem fio (wireless), integração de sistemas e controles avançados, entre outras tecnologias.

    As soluções wireless, salienta Nelson Ninin, por enquanto são usadas mais intensamente em atividades de monitoramento, mas esse emprego inicial em tarefas de menor risco é próprio de qualquer tecnologia em fase de maturação. “Isso aconteceu com as próprias redes de campo, como Fieldbus e Profibus. No início, ninguém queria colocá-las no coração do processo, mas hoje elas são amplamente usadas, sem discussões”, compara.

    Segundo Figueira, da Yokogawa, já se expande o uso de equipamentos sem fio mesmo em atividades de controle, até porque eles são hoje suportados por protocolos de comunicação estabelecidos e confiáveis, a exemplo do ISA 100, com o qual trabalha sua empresa, e isso deixa os clientes mais seguros para utilizá-los nessas tarefas. “Apostamos bastante no crescimento dos instrumentos wireless”, afirma Figueira.

    Plástico Moderno, Cintia: cartão de dados aceita sinais digitais e analógicos

    Cintia: cartão de dados aceita sinais digitais e analógicos

    Paralelamente à maior demanda por equipamentos sem fio, destaca Cintia, da Honeywell, consolidam-se movimentos como o aumento do uso do cartão universal de entrada e saída de dados (universal I/O), que aceita qualquer gênero de sinal proveniente de sensores tanto digitais quanto analógicos. “Isso otimiza a quantidade de cartões necessários para trabalhar e facilita a configuração do sistema, pensando em futuros investimentos em equipamentos”, argumenta.

    Cintia também vê bom potencial de geração de negócios no segmento das soluções de virtualização dos PCs, mediante as quais as informações são centralizadas em equipamentos mais robustos, em detrimento do uso de máquinas menores dispersas nas plantas, bem como nas soluções avançadas. Nesta última área, a Honeywell atua em duas frentes: uma delas é composta pelos controles customizados para as necessidades específicas dos usuários, com os quais é possível, por exemplo, otimizar custos e melhorar a eficácia de processo; enquanto a outra está relacionada à tecnologia de tratamento de operadores – conhecida como OTS (Operator Training Simulators) –, que permite aprimorar a capacitação dos responsáveis pela operação das plantas e, simultaneamente, evitar a perda de informações importantes no caso de substituição desses profissionais. “Fechamos em 2013 alguns grandes projetos de OTS, com clientes como Petrobras e Senai”, relata Cintia.



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