Economia

20 de Janeiro de 2013

Perspectivas 2013 – PVC – As oportunidades para o pvc

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Publicado por: Miguel Bahiense Neto
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    Plástico, Perspectivas 2013 - PVC - As oportunidades para o pvc

    O ano de 2013 se inicia como um momento decisivo para o Brasil se firmar como um país inovador e competitivo. O Brasil é hoje a sexta economia e está no foco do mundo como sendo a bola da vez no que diz respeito às possibilidades de investimento e desenvolvimento de negócios. A proximidade dos eventos esportivos que o país vai sediar (Copa do Mundo, em 2014 e Olimpíada, em 2016), assim como a descoberta do pré-sal, e as grandes obras de infraestrutura, tudo isso coloca o país sob os holofotes do mercado global.

    Plástico, Perspectivas 2013 - PVC - As oportunidades para o pvc

    Miguel Bahiense Neto é presidente da Plastivida – Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos

    Quando se fala em inovação, para o aumento da competitividade, nos dias de hoje também se fala em sustentabilidade. O equilíbrio do benefício econômico, social e ambiental deve ser contemplado em todas as atividades, produções e desenvolvimentos.

    No Brasil, 80% da população vive nas cidades. O crescimento demográfico e o aumento do consumo pessoal originaram problemas ambientais e o grande desafio é conciliar toda essa crescença: maior poder econômico, maior capacidade de consumo, descarte e tratamento adequado de resíduos.

    Por esse motivo, um dos pontos mais enfatizados pela ministra do Meio Ambiente (MMA), IzabellaTeixeira, desde sua posse, era o das questões urbanas, com foco prioritário na problemática do lixo e do saneamento básico. Os dois pontos estão diretamente ligados ao desenvolvimento sustentável, ou seja, o bem-estar da sociedade e a preservação ambiental, baseados na economia.

    A questão do lixo, que esbarra no consumo e no descarte responsável, assim como na destinação adequada dos resíduos (o que inclui reutilização e reciclagem), terá sustentação com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que entraem vigor. Trata-sede um trabalho calçado na responsabilidade compartilhada entre a população, a indústria e o poder público para que a questão do lixo deixe de ser um problema.

    Já o saneamento básico é uma lacuna à espera de solução. A proposta do MMA de universalização deste serviço, em especial da coleta e do tratamento de esgoto, é urgente para poder alterar o panorama da saúde no país. Segundo dados do Instituto Trata Brasil, 67,3 mil crianças menores de cinco anos foram internadas por diarreias nos 81 municípios analisados. Mais de 50% desses casos acontecem em virtude de doenças relacionadas à falta de saneamento básico adequado.

    Ações de saneamento são consideradas preventivas para a saúde, quando garantem a qualidade da água de abastecimento, a coleta, o tratamento e a disposição adequada de dejetos humanos. Além disso, o saneamento básico promove redução de custos: de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para cada 1 real investido em saneamento básico, 4 reais são economizados em tratamentos de saúde.

    A cadeia produtiva do PVC contribui com o tripé do desenvolvimento sustentável, promovendo a qualidade de vida da população, a preservação ambiental e a economia. Trata-se do principal material utilizado nos processos de saneamento, tratamento de esgoto, reutilização de água e revitalização de municípios, já que é o plástico de maior vocação social por atender a estas carências imediatas da sociedade. O PVC é o principal produto utilizado no saneamento básico, na construção e na área médica. Isso porque o custo-benefício que ele proporciona é vantajoso: oferece resistência e eficiência técnica na aplicação e, ainda, economia perante outros materiais, como menor custo de manutenção.

    O PVC, apesar de estar entre os três plásticos mais produzidos no mundo, é o plástico que menos aparece no lixo urbano. Isso ocorre porque 64% dos produtos de PVC são usados em aplicações de longa duração, com vida útil superior a 15 anos, como tubos e conexões, pisos, esquadrias, janelas, entre outras – e muitos dos produtos ultrapassam os 50 anos de uso. Apenas 12% do PVC é destinado às aplicações de curta vida útil, ou seja, de0 a2 anos. O restante, 24%, é aplicado em produtos de vida útil entre 2 e 15 anos.

    Ainda assim, o produto é 100% reciclável e é reciclado. Pesquisa encomendada pelo Instituto do PVC mostra que o índice de reciclagem de PVC pós-consumo no Brasil passou de 15,1% em 2010 para 19,0% em 2011, maior taxa registrada desde 2005, quando a pesquisa começou a ser realizada. O volume reciclado foi de 29.857 toneladas ante as 25.302 toneladas recicladas no ano anterior, ou seja, um aumento de 18,0%.

    O estudo mostrou que a indústria brasileira de reciclagem de PVC empregou, em 2011, 1.456 pessoas e faturou por volta de R$ 138 milhões. Sua capacidade instalada, que era de 73.282 toneladas em 2010, teve aumento de 9,7%, atingindo 80.391 toneladas. Aliado a isso, a ociosidade, que era de 59,1% no ano anterior, diminuiu para 46,7% em 2011, o que mostra que o setor está se desenvolvendo e ainda tem grande potencial de crescimento.


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      1. kleiton

        Adorei essa publicação, comentários satisfatórios para quem esta envolvido neste setor de pvc, e para quem quiser obter conhecimento.
        gostaria se possível receber mais informações sobre tudo que envolve esta área do pvc em meu e-mail.

        Obrigado.



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