Perspectivas 2013 – Plastivida – Educação ambiental é sinônimo de sustentabilidade

Em2010, amarca foi de 19,4%. O nível operacional médio da indústria brasileira de reciclagem de plásticos em 2011 foi de 63% da capacidade instalada, que é de 1,7 milhão de toneladas, ou seja, temos capacidade de crescimento.

Em 2011, o Brasil registrou 815 recicladoras de plásticos que faturaram juntas R$ 2,4 bilhões, frente ao R$ 1,95 bilhão faturado em 2010, ou seja, um crescimento de 23%. Essas empresas geraram 22,7 mil empregos diretos.

A posição do Brasil no ranking mundial em termos de índice de reciclagem mecânica de plásticos pós-consumo tem relevante destaque. Suécia (35%), Alemanha e Noruega (33%), Bélgica (29,2%), Dinamarca (24%), Itália (23,5%), Suíça e Reino Unido (23%), Eslovênia (22%) e Brasil (21,7%). A média da União Europeia é de 24,7%.

A Plastivida também tem atuado para trazer ao Brasil cada vez mais informações sobre a tecnologia, mundialmente conhecida, da recuperação energética, contribuindo assim para que, hoje, essa tecnologia seja reconhecida na PNRS. Temos participado do grupo de trabalho que começa a realizar um estudo sobre a viabilidade técnico-econômica dessa tecnologia, a fim de fomentar o interesse pelo investimento nesse tipo de usina de reciclagem energética no Brasil. Tal estudo tem o apoio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e deverá estar concluído até o segundo semestre de 2013.

Atualmente, os resíduos sólidos urbanos estão entre as fontes geradoras de gases de efeito estufa e expõem a população a problemas de saúde, principalmente pela destinação incorretaem lixões. Nasgrandes metrópoles do país, há outro problema: o esgotamento dos espaços dos atuais aterros e a falta de terrenos para a construção de novos.

A recuperação energética contribui decisivamente para ajudar a resolver o problema dos resíduos sólidos. Possui tecnologia de vanguarda e é ambientalmente limpa e não substitui a reciclagem mecânica. Ela a complementa e ainda por cima gera novas oportunidades de trabalho aos catadores. Somente o que não se prestar a esse processamento é que será encaminhado às usinas de recuperação energética. Nelas, os plásticos ajudarão no processo de combustão, gerando energia, graças ao seu alto poder calorífico – 1 quilo de plástico equivale a1 litrode óleo combustível. Isso significa mais uma reutilização de embalagens plásticas, como as sacolas que usamos para descartar o lixo doméstico – um ganho fundamental para a preservação do meio ambiente.

Ainda assim, a solução é de médio e longo prazo e não será adequadamente funcional sem que haja avanços no consumo responsável, no fim do desperdício e no descarte adequado do lixo. E só se consegue isso com educação ambiental, proposta praticada pela Plastivida, com ótimos resultados no caso das sacolas plásticas.

Durante 2011 e2012, adiscussão sobre a necessidade e o direito da população à informação adequada e à educação ambiental, e, além disso, sobre os benefícios sociais e econômicos que os plásticos oferecem, cresceu muito em torno da questão das sacolas plásticas.

Dois principais fatos, antagônicos, chamaram a atenção. Um deles foi o acordo voluntário no estado de São Paulo que propunha o banimento das sacolas, e que não foi à frente após diversas decisões contrárias, seja no ambiente jurídico, legislativo ou mesmo na publicidade, quando o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) considerou antiética a campanha criada para divulgar o acordo.

Já no Rio Grande do Sul, a questão das sacolas plásticas foi tratada com o envolvimento de todos (população, setores público e privado, varejo e associações pertinentes) e contemplou a educação ambiental e o respeito ao consumidor. Como resultado, foi regulamentada a Lei n° 13.272/09, que obriga o varejo a distribuir, no estado, sacolas plásticas dentro das especificações estabelecidas pela ABNT, para que haja redução no desperdício e para que se promova a reutilização – como já vem acontecendo, desde 2009, nos supermercados que são signatários do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas da Plastivida, que, desde então, adotaram sacolas com o selo de qualidade Plastivida/INP/Abief.

Como complemento, a população foi beneficiada com a campanha de educação ambiental “Sacola Bem Utilizada Ajuda O Meio Ambiente”, que fomenta o uso responsável, as boas práticas de reutilização e o descarte correto das sacolinhas, campanha que está completamente alinhada com a proposta da indústria dos plásticos para resolver a questão da educação. Educar define a conscientização. Banir promove a adaptação. E os hábitos de uma sociedade só mudam com educação.

Os dois casos mostram que a população e o meio ambiente devem ter o mesmo peso na hora da decisão. A questão do resíduo é de todos. A solução também deve envolver todo mundo, como no Rio Grande do Sul – população, varejo, indústria e governo. Mudanças efetivas só acontecerão com investimentos em educação ambiental e tecnologia.

A Plastivida tem trabalhado para promover informações de cunho educacional em várias frentes. Além de ações voltadas ao varejo (para criar multiplicadores dos conceitos de consumo responsável), desenvolvemos a Escola de Consumo Responsável, que ganhou uma versão on-line (www.escoladeconsumoresponsavel.org.br) para maior alcance. A entidade também tem ampliado a interação com as Secretarias de Educação para levar à escola os primeiros conceitos de consumo e descarte responsável, com a informação correta sobre os plásticos – sua utilidade, como ele é feito, sua função na geração de economia, bem-estar, segurança, qualidade de vida e praticidade.

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