Perspectivas 2013 – Plastivida – Educação ambiental é sinônimo de sustentabilidade

Plástico, Perspectivas 2013 - Plastivida - Educação ambiental é sinônimo de sustentabilidade

O mundo mudou em diversos sentidos. A população aumentou, cresceu o consumo, a perspectiva de vida nunca foi tão alta, claro que em virtude do desenvolvimento da ciência, com inovação, tecnologias e novos produtos. Tudo isso, em grande parte, aconteceu por conta das possibilidades que o plástico oferece no campo da tecnologia. Neste novo cenário, paralelamente, o meio ambiente e a sustentabilidade ganharam destaque, e isso agora exige que todos nós façamos reflexões.

Acompanhando as mudanças, os plásticos estão cada dia mais presentes na vida das pessoas. Seja por seu benefício econômico, seja pela comodidade, praticidade, durabilidade, higiene e qualidade de vida que oferece, lá está ele, em funções desde as mais simples até as mais tecnológicas, mas também pelo aspecto ambiental. Parece remar contra a maré, mas nos cabe afirmar que todos esses benefícios dos plásticos só são percebidos porque há clara vantagem ambiental em sua utilização e produção. O que nos falta é encontrar a forma de dizer e mostrar isso à sociedade. Ou alguém utilizaria em tão larga escala um produto que não tivesse desempenho sustentável adequado? O plástico permite desenvolvimento social, com preservação ambiental, geração de renda e precisa ser percebido assim.

Encontramos os plásticos na proteção do alimento, desde sua produção, passando pela estocagem, até a chegada à nossa mesa, nas embalagens. Sem essa proteção, os alimentos não teriam longa vida útil, e todos os impactos ambientais gerados durante a fabricação/produção de alimentos seriam muito maiores, pois são processos que consomem água, energia e emitem gases até mesmo no transporte. Se hoje se questiona a capacidade da Terra de gerar alimentos para sua população, sem os plásticos protegendo e conservando os alimentos por mais tempo, estaríamos com seríssimos problemas, sociais inclusive. Também são os plásticos que protegem a água que bebemos, já que estão presentes nas tubulações e, com isso, evitam a proliferação de doenças, como cólera, diarreia, esquistossomose etc.

Os plásticos também despontam na medicina. Estão presentes, tanto em um simples curativo, passando pelos utensílios descartáveis (seringas e bolsas de sangue), como nos cateteres e nos modernos corações artificiais. Eles garantem higiene, proteção e o aumento da expectativa de vida da população. E é o termo descartável, tão criticado por ambientalistas, que permite que tenhamos hospitais cada vez mais seguros, pois são esses produtos que evitam a necessidade de uso maciço de esterilização de produtos médicos hospitalares, sempre sujeitos a falhas e, portanto, colocando pacientes em riscos de infecções hospitalares.

O meio ambiente também é beneficiado pelos plásticos, na produção e também na aplicação. Produtos plásticos impedem, por exemplo, contaminações do solo e lençóis freáticos e evitam erosões quando usados em forma de mantas e revestimentos. Também a redução do peso dos produtos e das embalagens, obtida pelo uso dos plásticos, fez com que a necessidade de combustível para transporte de produtos ficasse menor, gerando menos emissões. Os próprios veículos se tornaram mais leves com os plásticos e, assim, passaram a consumir menos combustíveis e a gerar menos emissões.

Com presença de extrema relevância em nosso cotidiano, torna-se necessário um convívio harmonioso entre o consumo de produtos plásticos e o seu descarte adequado, contribuição definitiva para a preservação do meio ambiente e para o desenvolvimento sustentável. E o plástico tem todas as características para isso, pois pode ser amplamente inserido no que se definiu como os 3Rs – Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

Porém, a grande presença dos plásticos no nosso dia a dia tem sido criticada. O setor está empenhado em mostrar que tais críticas são infundadas. Por exemplo, o caso das sacolas plásticas, para o qual a cadeia produtiva dos plásticos tem um programa que discute e promove os conceitos do consumo responsável, descarte adequado e reciclagem, tudo isso para promover a proteção ao meio ambiente. E esse tem sido o trabalho da Plastivida. Temos defendido o direito da população à informação correta sobre sustentabilidade para acabarmos com o preconceito aos plásticos. E isso se chama transparência.

Pesquisa realizada em 2011 mostra que, dos 5.565 municípios brasileiros, apenas 443, ou seja, 8%, contam com algum tipo de coleta seletiva – e, invariavelmente, deficiente. É muito pouco. Ainda assim, a reciclagem de plásticos no Brasil é uma realidade e gera empregos e renda, e estamos empenhados em ser parte da solução, na medida em que integramos o grupo de associações de classe que discutem a logística reversa de embalagem com o Ministério do Meio Ambiente, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS.

A mesma pesquisa, realizada pela Maxiquim, consultoria especializada no segmento industrial, desenvolvida com base em 2011, aponta que, no período, foram reciclados no Brasil 21,7% dos plásticos pós-consumo. Ou seja, 736 mil toneladas de plástico que se destinariam ao lixo foram transformadas em novos produtos. Em2010, amarca foi de 19,4%. O nível operacional médio da indústria brasileira de reciclagem de plásticos em 2011 foi de 63% da capacidade instalada, que é de 1,7 milhão de toneladas, ou seja, temos capacidade de crescimento.

Em 2011, o Brasil registrou 815 recicladoras de plásticos que faturaram juntas R$ 2,4 bilhões, frente ao R$ 1,95 bilhão faturado em 2010, ou seja, um crescimento de 23%. Essas empresas geraram 22,7 mil empregos diretos.

A posição do Brasil no ranking mundial em termos de índice de reciclagem mecânica de plásticos pós-consumo tem relevante destaque. Suécia (35%), Alemanha e Noruega (33%), Bélgica (29,2%), Dinamarca (24%), Itália (23,5%), Suíça e Reino Unido (23%), Eslovênia (22%) e Brasil (21,7%). A média da União Europeia é de 24,7%.

A Plastivida também tem atuado para trazer ao Brasil cada vez mais informações sobre a tecnologia, mundialmente conhecida, da recuperação energética, contribuindo assim para que, hoje, essa tecnologia seja reconhecida na PNRS. Temos participado do grupo de trabalho que começa a realizar um estudo sobre a viabilidade técnico-econômica dessa tecnologia, a fim de fomentar o interesse pelo investimento nesse tipo de usina de reciclagem energética no Brasil. Tal estudo tem o apoio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e deverá estar concluído até o segundo semestre de 2013.

Atualmente, os resíduos sólidos urbanos estão entre as fontes geradoras de gases de efeito estufa e expõem a população a problemas de saúde, principalmente pela destinação incorretaem lixões. Nasgrandes metrópoles do país, há outro problema: o esgotamento dos espaços dos atuais aterros e a falta de terrenos para a construção de novos.

A recuperação energética contribui decisivamente para ajudar a resolver o problema dos resíduos sólidos. Possui tecnologia de vanguarda e é ambientalmente limpa e não substitui a reciclagem mecânica. Ela a complementa e ainda por cima gera novas oportunidades de trabalho aos catadores. Somente o que não se prestar a esse processamento é que será encaminhado às usinas de recuperação energética. Nelas, os plásticos ajudarão no processo de combustão, gerando energia, graças ao seu alto poder calorífico – 1 quilo de plástico equivale a1 litrode óleo combustível. Isso significa mais uma reutilização de embalagens plásticas, como as sacolas que usamos para descartar o lixo doméstico – um ganho fundamental para a preservação do meio ambiente.

Ainda assim, a solução é de médio e longo prazo e não será adequadamente funcional sem que haja avanços no consumo responsável, no fim do desperdício e no descarte adequado do lixo. E só se consegue isso com educação ambiental, proposta praticada pela Plastivida, com ótimos resultados no caso das sacolas plásticas.

Durante 2011 e2012, adiscussão sobre a necessidade e o direito da população à informação adequada e à educação ambiental, e, além disso, sobre os benefícios sociais e econômicos que os plásticos oferecem, cresceu muito em torno da questão das sacolas plásticas.

Dois principais fatos, antagônicos, chamaram a atenção. Um deles foi o acordo voluntário no estado de São Paulo que propunha o banimento das sacolas, e que não foi à frente após diversas decisões contrárias, seja no ambiente jurídico, legislativo ou mesmo na publicidade, quando o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) considerou antiética a campanha criada para divulgar o acordo.

Já no Rio Grande do Sul, a questão das sacolas plásticas foi tratada com o envolvimento de todos (população, setores público e privado, varejo e associações pertinentes) e contemplou a educação ambiental e o respeito ao consumidor. Como resultado, foi regulamentada a Lei n° 13.272/09, que obriga o varejo a distribuir, no estado, sacolas plásticas dentro das especificações estabelecidas pela ABNT, para que haja redução no desperdício e para que se promova a reutilização – como já vem acontecendo, desde 2009, nos supermercados que são signatários do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas da Plastivida, que, desde então, adotaram sacolas com o selo de qualidade Plastivida/INP/Abief.

Como complemento, a população foi beneficiada com a campanha de educação ambiental “Sacola Bem Utilizada Ajuda O Meio Ambiente”, que fomenta o uso responsável, as boas práticas de reutilização e o descarte correto das sacolinhas, campanha que está completamente alinhada com a proposta da indústria dos plásticos para resolver a questão da educação. Educar define a conscientização. Banir promove a adaptação. E os hábitos de uma sociedade só mudam com educação.

Os dois casos mostram que a população e o meio ambiente devem ter o mesmo peso na hora da decisão. A questão do resíduo é de todos. A solução também deve envolver todo mundo, como no Rio Grande do Sul – população, varejo, indústria e governo. Mudanças efetivas só acontecerão com investimentos em educação ambiental e tecnologia.

A Plastivida tem trabalhado para promover informações de cunho educacional em várias frentes. Além de ações voltadas ao varejo (para criar multiplicadores dos conceitos de consumo responsável), desenvolvemos a Escola de Consumo Responsável, que ganhou uma versão on-line (www.escoladeconsumoresponsavel.org.br) para maior alcance. A entidade também tem ampliado a interação com as Secretarias de Educação para levar à escola os primeiros conceitos de consumo e descarte responsável, com a informação correta sobre os plásticos – sua utilidade, como ele é feito, sua função na geração de economia, bem-estar, segurança, qualidade de vida e praticidade.

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