Perspectivas 2007 – Abief – Novas tendências ancoram retomada do crescimento

Novos conceitos – Mani também respalda o crescimento do setor em outra vertente. Ele aposta na recomposição das planilhas de custo e da margem de lucro das embalagens. A Abief propõe pautar a composição dos custos em unidades, em vez de mensurar a produção em peso. Além disso, outra idéia seria encarar a cadeia petroquímica sob um novo ponto de vista. Segundo ele, há outros elos além da terceira geração. Por isso, Mani propõe a modernização da cadeia. “Antes da petroquímica, há a Petrobrás. A cadeia é mais extensa do que se imagina, pois também temos o segmento de máquinas e a pesquisa”, exemplifica.

A Abief se baseia ainda na macroeconomia para suas projeções. De acordo com Mani, o País passará à calmaria, configurando um cenário estável para os investimentos. No entanto, essa previsão depende das reformas tributária e previdenciária. “Se essas áreas não andarem, nosso setor permanecerá travado”, justifica. De acordo com Mani, ancorado na indústria de alimentos, o setor terá todas as condições para retomar o crescimento já em 2007.

Vender para o mercado externo pode auxiliar as metas, como é de praxe. No entanto, os impostos ainda atuam como fortes entraves. “Precisamos desonerar as exportações”, argumenta Mani. Ele observa que as embalagens produzidas no País possuem qualidade e tecnologia para competir, porém o preço ainda não está a seu favor. Outra barreira se refere à China, pois o país impede o acesso do transformado brasileiro onde tem penetração. “Os preços chineses são imbatíveis”, argumenta. Para o setor se beneficiar do comércio exterior precisará exportar no mínimo o montante registrado em 2006, algo em torno de 20% da produção. “Hoje exportamos a duras penas e o pior, não é constante”, diz.

No cenário mundial, o desempenho da indústria brasileira de flexíveis é tímido. No entanto, na América Latina, passa a figurar em posto de destaque. De acordo com pesquisa divulgada pela Abief, o Brasil responde por 36% do total fabricado por 14 dos principais países da região. O País é líder em produção, à frente de México, Chile, Argentina e Colômbia. Se depender desse histórico, as apostas da Abief têm condições para se concretizar e o setor poderá sair do marasmo atual rumo ao desenvolvimento.

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