Periféricos – Uso crescente de moinhos e dosadores deslancha novos projetos de nacionalização e expansão dos fabricantes

As vendas de moinhos em 2007 também foram consideradas satisfatórias pela Primotécnica, de Mauá-SP. “Na realidade, o aumento real das vendas só teve início após o mês de setembro, quando iniciamos um ciclo de aceleração na produção que tem continuidade até hoje, em resposta ao mercado que permanece aquecido nesse início de ano”, avaliou Dante Casarotti, diretor da divisão Plásticos da Primotécnica.

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Moinho com rotor fechado facilita moagem de borras

Segundo calculou Casarotti, 2007 registrou aumento de 15% nas vendas em relação a 2006 e os moinhos de maior vendagem foram os de baixa rotação, instalados ao lado de injetoras e sopradoras e destinados à moagem de galhos, sobras de injeção, rebarbas entre outros.

“Um dos campeões de vendas foi o P2-003, moinho de médio porte, destinado à moagem de peças defeituosas provenientes de injeção, sopro e extrusão”, considerou Casarotti. Projetado com três facas rotativas e duas facas fixas, esse modelo possui bocal de alimentação de 500 mm, tendo capacidade para produzir cerca de 500 quilos/hora.

As vendas de moinhos especiais para tubos de PVC, como os equipamentos da linha PTR, também cresceram. Projetados para a moagem de tubos com espessuras de 20 mm até 30 mm, esses modelos também costumam ser muito requisitados para a moagem de borras, tarefa que, segundo Casarotti, costuma ser facilitada pela existência no equipamento de rotor fechado, que permite “descascar” as peças nele introduzidas.

As operações nas máquinas de injeção e sopro também são facilitadas pelos moinhos de baixa rotação da série FDR. Tais modelos, segundo o fabricante, são particularmente indicados para a recuperação imediata das sobras, apresentando tecnologia silenciosa, provida de sistema de rotor de baixa velocidade com multifacas de corte angular, proporcionando cortes sem atritos, e baixo consumo de energia, podendo ser alimentado por sistema manual, robô ou esteira.

As aquisições de moinhos também têm aumentado no setor de reciclagem perante as dificuldades enfrentadas no país, que acabam gerando hábitos positivos advindos da necessidade de se recuperar praticamente tudo. Na opinião de Cassarotti, comum, aliás, à dos demais executivos e empresários desse setor, São Paulo continua firme na liderança das compras de máquinas e equipamentos para a transformação de plásticos, mas é inegável o crescimento das vendas na Região Sul do país, especialmente no estado de Santa Catarina, onde os investimentos na compra de periféricos são crescentes.

Dosador gravimétrico na mira dos lançamentos – As vendas de moinhos e dosadores em 2007 na Ineal, de Santo André-SP, apresentaram crescimento de 20% em relação a 2006 e os maiores compradores de equipamentos foram os setores de autopeças, materiais descartáveis e garrafas PET, que operam por injeção e sopro. “Em 2008, prevemos um salto de 10% a 15% sobre a receita das vendas do ano anterior, considerando os investimentos feitos na nova estrutura fabril, hoje contando com cerca de 2 mil m², e a qualificação da equipe técnica para desenvolver novos produtos e tecnologias”, afirmou Wilber dos Santos Farias, responsável pelo marketing da Ineal.

Uma das grandes novidades em desenvolvimento, porém, sem data prevista para lançamento, é a apresentação ao mercado da linha de dosadores gravimétricos.

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Ineal destaca os desadores volumétricos e os moinhos

Com comando microprocessado de fácil operação, que não requer cálculos para calibração, a linha de dosadores volumétricos fabricada pela empresa memoriza até vinte receitas. “Seu funcionamento com acionamento por motorredutor e inversor de freqüência de precisão se baseia na dosagem de um ou mais materiais por meio de volumes constantes e de forma contínua, atuando com um simples sinal (contato seco) ou com sincronismo. Projetado em sistema modular com construção em monobloco de alumínio de fácil montagem, tem sistema operacional e de manutenção aos quais podem ser empregados diversos tipos de rosca para compor a mistura ideal, permitindo montagens sobre a máquina ou em centrais de dosagem para a preparação de material contendo até quatro elementos”, informou Farias.

Apresentando diversas soluções para diferentes aplicações na indústria do plástico, a Ineal também encontrou forte demanda no ano passado por moinhos de baixa e de alta rotações.

A linha de moinhos de baixa rotação é construída com aço carbono com pintura epóxi, e tem rotor apoiado sobre mancais bipartidos com rolamentos autocompensadores, peneira intercambiável, cuba de parede dupla, dispositivo de segurança, gaveta para captação com alimentador ou exaustor e facas rotativas de fácil limpeza. “O revestimento interno da cuba com parede dupla garante níveis de ruído muito reduzidos, inferiores a 80 dB(A), para a maior parte dos polímeros utilizados e, sob encomenda, podemos incluir cabine acústica na câmara de moagem”, informou Farias.

Já os moinhos de alta rotação fabricados pela empresa, projetados para quaisquer tipos de materiais termoplásticos, operam a seco ou com água em regime contínuo. Construídos integralmente em aço carbono, operam com baixo nível de ruído graças ao revestimento acústico, sendo projetados com mancais providos de rolamentos isolados da câmara de moagem e corte do tipo tesoura para proporcionar maior durabilidade das facas e menor consumo de energia, conciliando alta produtividade e baixo consumo de energia e pouca manutenção.

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