Periféricos – Uso crescente de moinhos e dosadores deslancha novos projetos de nacionalização e expansão dos fabricantes

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Cerri pretende dobrar a capacidade produtiva

A maior preocupação de Cerri nos últimos anos, segundo ele mesmo reiterou, foi direcionada a implementar maior segurança aos moinhos fabricados pela Rone. “Com a adequação à norma NBR 15107, os moinhos nacionais certamente estarão equiparados a qualquer moinho importado de qualidade, visto que em termos de tecnologia de moagem não deixamos nada a desejar, ao contrário, os compradores têm de avaliar muito bem antes de adquirir equipamentos, pois estão sendo oferecidos ao mercado brasileiro muitos moinhos importados, com qualidade bem inferior aos equipamentos nacionais. Em geral, esses equipamentos são produzidos na Ásia, sem apresentar qualquer preocupação quanto à segurança dos usuários”, afirmou Cerri.

Além dos moinhos tradicionais de linha, a Rone tem em seu portfólio de desenvolvimentos mais de 300 versões diferentes de moinhos, por levar em consideração as necessidades específicas de cada cliente. “Nem sempre o modelo constante do catálogo é o ideal e, quando esse for o caso, não temos dúvida: não poupamos esforços para desenvolver um projeto específico que garanta a melhor capacidade produtiva e o menor consumo de energia para o cliente. Para realizar esses projetos, precisam ser definidas as velocidades de trabalho, as capacidades e as dimensões dos equipamentos, condições técnicas que só poderão contar com alta precisão baseada em uma estreita parceria e troca de informações com o cliente, pois cada tipo de resina, cada tipo de peça a ser produzida, entre outras variáveis, determinará especificidades próprias a cada equipamento”, informou o diretor.

Essa disponibilidade para executar novos projetos, segundo Cerri, ajuda muito a Rone a ganhar mercado. “Não são raros os casos em que projetamos e construímos novidades em termos de moagem, mas que somente são conhecidas por um pequeno grupo de clientes, uma vez que nos pedem sigilo sobre os detalhes tecnológicos envolvidos na sua concepção.”

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Moinhos da Rone de baixa rotação tiveram a preferência do usuário

Um dos projetos que já pertenceu ao rol dos segredos industriais, mas que hoje está acessível a todos os interessados, é o do moinho de alta rotação, desenvolvido especialmente para a moagem de bombonas sopradas de 200 litros, colocadas por inteiro nos moinhos, sem qualquer tipo de corte ou trituração prévios.

Entre os vários projetos especiais desenvolvidos pela Rone também podem ser acrescentados aqueles realizados para os transformadores de componentes automotivos, como pára-choques e tanques de combustíveis.

Segundo Cerri, o que existe de mais animador na atividade de fabricar moinhos são os desafios. “Traga-me a peça, ou o projeto do que pretende transformar e deixe por minha conta a construção do moinho”, costuma afirmar aos clientes.

Além de preparar terreno para avançar nas exportações, Cerri prevê lançar ainda neste ano um moinho de baixíssima rotação, conhecido no mercado como moinho de fresas. “O novo modelo irá trabalhar na faixa de 30 r.p.m. e será desenvolvido especificamente para a moagem de ‘galhos’ de injeção, apresentando o menor nível possível de geração de ruídos.”

A expectativa de crescimento das vendas em 2008, segundo revelou o empresário, gira em torno de 15% até 20%. “Nesse ano, estaremos focados não só no atendimento das demandas de mercado, como também esperamos expandir nossas vendas com a participação em vários eventos importantes do setor, como as próximas edições da Brasilpack, em São Paulo, e da Interplast, em Joinville-SC”, comentou o empresário.

2008 começa aquecido – Parcialmente nacionalizados, os moinhos da Tria do Brasil, produzidos com tecnologia italiana, alcançaram em 2007 um dos melhores faturamentos em vendas de todos os tempos no mercado brasileiro. As encomendas mais numerosas partiram de transformadores do setor automotivo e de indústrias que atendem o setor químico, abrangendo principalmente equipamentos para aplicações em injeção e sopro.

“Realizamos vendas em quantidades significativas principalmente para empresas instaladas em São Paulo e Manaus. Os modelos mais procurados foram os da linha JM, formada por equipamentos que trabalham ao lado das máquinas, e também da linha BM, moinhos destinados à moagem de peças sopradas e injetadas com espessuras mais finas”, ilustrou Mario Tonetti Jr., gerente-comercial da Tria do Brasil.

Os resultados alcançados só nos dois primeiros meses deste ano também superaram as expectativas. Em janeiro e fevereiro, as vendas cresceram 50% em relação ao mesmo período do ano passado. Tonetti encontra algumas explicações para esse nível de aquecimento. “Os transformadores do setor plástico estão mais preocupados com a segurança, com o nível de ruído, com o consumo de energia e com a qualidade da moagem e depositam grande confiabilidade em nossos equipamentos que atendem a todas as normas da Comunidade Européia e, conseqüentemente, as normas da ABNT”, acredita Tonetti.

“Nosso objetivo estratégico no Brasil é ser cada vez mais reconhecido como empresa com tecnologia de ponta na área de moinhos granuladores. Além da matriz, na Itália, e da filial brasileira, a empresa conta com mais duas outras filiais nos Estados Unidos e na Alemanha. Como diferenciais técnicos dos equipamentos, a empresa destaca o sistema de corte dos materiais por meio de lâminas paralelas em formato de tesoura, as quais possuem gabarito de regulagem externa para garantir maior agilidade e precisão e maiores áreas de escoamento para os materiais moídos. Além desses aspectos, as câmaras de moagem são refrigeradas a água e o conjunto formado pelo rotor e sistema de transmissão foi projetado para trabalhar com força de inércia, balanceada para executar o menor esforço possível”, explicou Tonetti.

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