Periféricos – Uso crescente de moinhos e dosadores deslancha novos projetos de nacionalização e expansão dos fabricantes

“As peças após serem trituradas ficam com um dimensional bem menor e mais fácil para se trabalhar. Esse processo de trituração pré-moagem já é muito utilizado na Europa, Ásia e Estados Unidos, principalmente para triturar tubos de PEAD de grandes dimensões, com 1,20 m de diâmetro, 6 metros de comprimento e espessuras entre 30 mm e 40 mm, além de peças automotivas de grande volume como pára-choques, painéis e portas, bem como garrafas PET pós-consumo e borras”, informou o diretor.

Na área de trituradores, a empresa dispõe de modelos com bocais de alimentação projetados em diferentes dimensões. Ou seja, desde 1.700 mm por l.180 mm, podendo medir até 2.540 mm por 2.820 mm, além de trituradores específicos para tubos com bocal de alimentação de 6.500 mm por 1.300 mm.
“Nosso interesse atual é também oferecer ao mercado brasileiro projetos completos voltados à automação, incluindo desde alimentadores automáticos instalados no funil das injetoras e sopradoras. De fabricação própria, contam com o diferencial de ter acoplada ao alimentador uma válvula proporcional que irá realizar as operações de mistura das resinas virgens com os materiais moídos, até dosadores, esteiras, sistemas separadores de galhos, entre outros, destinados a completar todo o ciclo de produção”, revelou Caio Prado.

Plástico Moderno, Periféricos - Uso crescente de moinhos e dosadores deslancha novos projetos de nacionalização e expansão dos fabricantes
Alta precisão caracteriza o dosador volumétrico pneumático da Piovan, que traz novo painel de cristal líquido (detalhe)

No segmento de dosadores, a empresa fornece equipamentos volumétricos de fabricação própria e com dosadores gravimétricos importados da AEC, considerada uma das maiores fabricantes de periféricos dos Estados Unidos.

Automação favorece sustentabilidade – A demanda crescente por moinhos e dosadores reflete a maior preocupação das indústrias com a automação dos processos. O interesse por esses equipamentos, que evitam perdas desnecessárias e a baixa eficiência operacional, também traz à tona aspectos positivos, como a maior consciência e disposição dos empresários em oferecer maior sustentabilidade à produção, evitando comprometer-se com passivos ambientais que serão legados às futuras gerações.

As facilidades de uso de dosadores de última geração, segundo Ricardo Prado, diretor da Piovan do Brasil, constituem outro ponto forte que vem servindo de estímulo à instalação de dosadores. “Na última edição da Brasilplast, realizada em 2007, lançamos um dosador volumétrico pneumático de alta precisão e com custo mais acessível aos mercados da América Latina. Trata-se basicamente de tecnologia semelhante à do dosador gravimétrico, mas sem a célula de carga. Nossa longa experiência em dosagens gravimétricas, somada com o diferencial que faz história, de nossos equipamentos também funcionarem em ciclo volumétrico, nos permitiu revisar o software e colocar um novo painel de cristal líquido extremamente fácil de utilizar, o que resultou em um novo dosador volumétrico, provido de misturador programável de alta precisão, capaz de conferir alto grau de homogeneização aos materiais. Além da tecnologia avançada, a grande vantagem sob o ponto de vista dos usuários é a facilidade de uso do dosador volumétrico. Contando com até 299 receitas, esse equipamento permite ao usuário ter grande flexibilidade nas aplicações. Pode instalar estações à guilhotina pneumática, rosca com motorredutor ou microcélula de dosagem, resultando, portanto, em processo sobre o qual se terá alto controle, e que irá oferecer grande economia no emprego demasterbatches e aditivos”, explicou Ricardo Prado.

Fabricados em vários modelos, os novos dosadores volumétricos tanto podem operar sobre as máquinas como ao lado delas. Ainda oferecem a opção de instalação em sistemas centralizados, e podem aspirar os moídos provenientes dos moinhos quando instalados ao lado das máquinas ou junto às centrais de moagem.

Expansão de capacidade – O preço mais elevado de algumas resinas de maior valor agregado, como é o caso dos policarbonatos e das poliamidas, favorece a preocupação dos empresários com as perdas de processo, daí decorrendo a maior compra de moinhos para recuperar todas as sobras dos materiais transformados, e cuja tecnologia permita operar de acordo com o ciclo das máquinas, sejam injetoras, sopradoras, termoformadoras entre outras. A observação parte de Ronaldo Cerri, diretor da Rone.

Ao analisar o crescimento das vendas em 2007, 10% superiores às de 2006, o empresário constatou maior procura por duas versões de baixa rotação (200 r.p.m. e 400 r.p.m.), ambas pertencentes à linha W, com desde dois até vinte cavalos de potência de motor, mas também incluiu na lista dos mais vendidos os moinhos de alta rotação da linha C. Lançada há três anos, essa linha, cujos modelos apresentam variações de rotor entre 700 r.p.m. e 900 r.p.m., conta com cabine para atenuar os ruídos gerados pelos equipamentos, diferencial entre vários modelos disponíveis no mercado.

“Os moinhos de alta rotação da linha C representam o futuro dos moinhos no Brasil”, afirmou Cerri, revelando sua participação como convidado em várias reuniões que estão sendo promovidas pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), com vistas a adequar a norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) relativa a moinhos, a NBR 15107, às convenções coletivas sobre segurança de máquinas para plásticos, que obrigariam no futuro os fabricantes a cumprir todas as exigências de segurança para a utilização desse tipo de equipamento.

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