Periféricos – Moinhos melhoram o design, a segurança, o desempenho e ainda reduzem os custos

Os tradicionais fabricantes de moinhos granuladores marcaram presença na Brasilplast 2007 com tecnologias que, além de melhorarem o desempenho dos equipamentos, promoveram a redução de custos. As novidades apareceram nos dispositivos de segurança, nas facas e até no design.

As novas séries LR e LRX da Seibt, de Nova Petrópolis-RS, têm linhas arredondadas e design diferenciado. O principal apelo diz respeito à facilidade de limpeza, por isso a sigla LR, de Limpeza Rápida, e LRX, que agrega o sistema de corte em X. O desenho, no entanto, chamou mais a atenção. “Mudamos o conceito de que os moinhos têm de ser retos. O resultado ficou muito bom”, diz o diretor, Carlos H. Seibt.

Plástico Moderno, Carlos H. Seibt, diretor, Periféricos - Moinhos melhoram o design, a segurança, o desempenho e ainda reduzem os custos
Seibt incorporou novos recursos ao modelo 420 LRX, conferindo-lhe capacidade para processar bombonas de até 30 litros

Para a linha LRX, a Seibt desenvolveu novo rotor onde duas facas cortam da esquerda para a direita e as outras duas, ao contrário, formando o X em questão. O sistema reduz a formação de pó e o desgaste das facas. “A superfície da área da peneira passou de 130º para 180º”, explica Seibt. Ao aumentar a vazão do material moído, entre outras coisas, o equipamento ficou 20% mais produtivo, ocupando apenas 50% do diâmetro de giro do rotor.

As duas séries possuem dispositivo que permite a regulagem das facas fora da máquina. “A pré-regulagem ocorre por meio de gabarito e apenas o ajuste fino é feito no equipamento.” As duas lâminas extratoras são reversíveis, permitindo o uso dos dois gumes antes da troca ou afiação.

As mudanças permitiram ainda aumentar a capacidade de moagem. O modelo 420 LRX processa bombonas de até 30 litros, contra 20 litros da linha anterior. Já a capacidade da LR abrange frascos de no máximo 7,5 litros.
As inovações no design resultaram em moinhos mais compactos e leves. A Seibt conseguiu ainda reduzir os custos de produção e baixar os preços entre 15% e 25% em relação à antiga linha de moinhos de baixa rotação. “Agregamos qualidade, melhoramos o desempenho e reduzimos o preço”, afirma.

Outro destaque da empresa são os moinhos para termoformagem, lançados em 2006. “O uso do moinho na linha de produção dispensa o bobinamento das aparas. O material reciclado na linha retorna ao processo imediatamente.” A empresa divulgou ainda os sistemas de reciclagem industrial e pós-consumo.

A Mecanofar, de Farroupilha-RS, apresentou moinhos com novo conceito de fresa, que atendem à norma brasileira. Contam ainda com painel de comando com chave de partida automática, sinalizadores de segurança, câmara de moagem refrigerada, bocal de alimentação com dupla parede, revestimento acústico antichama e sistema de descarga por gaveta com múltiplas saídas.

Outro destaque da empresa foi o moinho com troca rápida de peneira. A série conta ainda com chave de partida direta por botão e de emergência com botão de retenção, entre outras características.

A Rax Service, de São Paulo, apresentou os moinhos da série 15, com tecnologia da sueca Rapid, agora parcialmente nacionalizados. Segundo o fabricante, apresentam construção modular, 150 mm de diâmetro e larguras desde 140 mm até 450 mm, e facas descartáveis para trocas rápidas, sem requerer reajustes. A empresa comemorou três décadas de existência com outros lançamentos, como os desumidificadores e dosadores gravimétricos.

A Rone, de Osasco-SP, também trouxe novidades para a feira. “Agregamos benefícios à linha de produtos sem aumentar o preço. O custo/benefício dos moinhos está muito bom”, afirma o diretor Ronaldo Cerri. A linha C, adequada à norma de segurança da Associação Brasileira de Normas Técnicas, já representa entre 10% e 15% do faturamento da empresa.

Plástico Moderno, Klauber Vogel, gerente-comercial da Star Shini, Periféricos - Moinhos melhoram o design, a segurança, o desempenho e ainda reduzem os custos
Vogel assegura o fornecimento de peças de reposição

A norma ainda não foi inserida na convenção coletiva, porém muitos transformadores, preocupados com a segurança dos operadores, investem em equipamentos mais modernos e adequados à legislação. Dentre as melhorias realizadas no equipamento, Cerri destaca o transporte pneumático, a cabine com enclausuramento acústico e os dispositivos elétricos para travamento.

“O moinho não pode funcionar com a tampa aberta, e o tempo de abertura da câmara de moagem tem de ser maior que o tempo de inércia do eixo rotor.”

A Rone expôs grande variedade de moinhos. De cada série, apresentou um modelo para trabalhos mais leves e outro mais potente. Cerri fez uma avaliação bastante positiva da Brasilplast. Também está otimista em relação ao mercado. “As vendas estão mais aquecidas”, afirma.

O mesmo não ocorre com as exportações. Nos últimos anos, a Rone investiu muito no comércio exterior, ensaiando até a abertura de filial no México. “Trabalhamos bastante o mercado da América Latina, porém a valorização do real perante o dólar prejudicou as vendas.” Entre os investimentos, Cerri cita ainda a construção da nova fábrica, com 4 mil m² de área construída, em Carapicuíba-SP. “Será inaugurada em breve.”

Mercado – Enquanto as exportações minguam, o câmbio ameaça impulsionar as importações. De acordo com os fabricantes locais de moinhos, a concorrência estrangeira não causou grandes estragos. Porém, os visitantes da Brasilplast puderam observar a chegada de novos concorrentes, inclusive os asiáticos.

Um deles é a Shini, de Taiwan, representada no Brasil pela Star Shini, de São Paulo. “Além dos moinhos, vendemos a linha completa de periféricos, tais como secadores, alimentadores, dosadores, misturadores, esteiras, entre outros”, explica o gerente-comercial da Star Shini, Klauber Vogel.

Plástico Moderno, Periféricos - Moinhos melhoram o design, a segurança, o desempenho e ainda reduzem os custos
Cerri exalta os dispositivos desegurança da linha C, em conformidade com a nova norma técnica

De acordo com Vogel, a empresa mantém estoque de peças de reposição. “Atendemos à demanda local com suporte técnico e manutenção completa.” Entre os modelos divulgados, estava o granulador de baixa velocidade SG-16, indicado para a reciclagem de galhos por pressão. “Trata-se de equipamento de fácil operação, manutenção e limpeza, com baixo nível de ruído e de geração de pó, adequado às normas de segurança da Comunidade Européia.”

Plástico Moderno, Mário Tonetti Jr., supervisor de vendas da Tria, Periféricos - Moinhos melhoram o design, a segurança, o desempenho e ainda reduzem os custos
Tonetti divulgou os trituradores (esq.) da Weima, com capacidades desde 250 kg/h até 15 t por hora

A italiana Tria, com fábrica em Louveira-SP, divulgou a linha de trituradores da nova representada, a Weima, da Alemanha. O modelo exposto, WLK 800 x 1.200, tem capacidade para 450 kg/hora. Porém, a linha da empresa tem capacidades desde 250 kg/h até 15 toneladas/h, para bombonas até 200 litros e borras até 100 kg, conforme explicou o supervisor de vendas da Tria, Mário Tonetti Jr. “Nossa perspectiva é vender cinco unidades no primeiro ano de representação.”

Da linha da Tria, estavam expostos dois modelos de moinhos: o BLT 20-15, com capacidade para até 30 kg/h; e o BLT 42-20, para moagem de até 80 kg/h. Fabricados no Brasil, possuem câmara de moagem italiana. A empresa também pretende iniciar a produção local da série JM, ainda importada. Em 2007, a Tria do Brasil investiu também nas exportações para a América do Sul. “Estamos muito otimistas com o desempenho dos mercados interno e externo”, diz Tonetti.

Mais automação – Depois de um ano difícil, o mercado de periféricos iniciou a recuperação a partir do primeiro trimestre de 2007, tanto que os fabricantes do setor estimam crescimento superior a 10% até o fim do período. Entre os fatores que contribuem para a melhoria das vendas estão a diversificação das linhas, que atendem dos pequenos aos grandes transformadores, e a redução nos custos da maioria dos equipamentos.

O perfil do convertedor brasileiro também mudou. De olho nos benefícios da automação, tais como o aumento da produtividade e da qualidade, eliminação dos refugos e melhor controle da produção, nos últimos anos, o transformador passou a investir mais em equipamentos auxiliares de processo. De acordo com os fabricantes do setor, o aumento da demanda elevou ainda a procura pelas linhas de crédito, como o Finame do BNDES.

Plástico Moderno, Luís Antonio Pavezzi, gerente de vendas, Periféricos - Moinhos melhoram o design, a segurança, o desempenho e ainda reduzem os custos
Pavezzi: microssolda agride menos o aço-base

A Piovan do Brasil, de Osasco-SP, apresentou variada gama de periféricos nacionais e importados da matriz italiana. Além dos moinhos, expôs os dosadores gravimétricos, fabricados no Brasil desde o fim do ano passado, os termorreguladores, as unidades de água gelada e os desumidificadores, entre outros.

A HDB, de Cotia-SP, divulgou a microssolda a laser, da alemã Novapax, que possibilita pequenos consertos nos moldes de forma rápida e fácil.

“Reduz o tempo de parada e melhora a qualidade da solda, pois agride menos o aço base”, explica o gerente de vendas, Luís Antonio Pavezzi. De acordo com ele, o equipamento pode ser usado em quaisquer tipos de aço, além de variada gama de cobre e alumínio.

De outra representada, a Sulzer Chemtech, da Suíça, a HDB expôs os homogeneizadores estáticos. “Melhoram a homogeneização entre pigmento e resina, promovendo a dispersão uniforme da temperatura do material. O processo se torna mais estável, melhorando a qualidade do produto final.” O equipamento é instalado na ponteira das injetoras, antes da saída do parison nas máquinas de sopro e após o cilindro plastificador das extrusoras.

 

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