Periféricos – Fabricantes priorizam mais proximidade com o cliente

Com a instalação de centrais de alimentação, a rotina de trabalho nas grandes indústrias que transformam plásticos se torna organizada, o que pode ser observado já nas áreas de recepção de matérias-primas, onde os caminhões-baú chegam com as cargas, transportadas em volumes desde 60 toneladas até 100 toneladas de resinas, e procedem à alimentação dos grandes silos externos construídos de aço inoxidável, cada qual preparado para receber um tipo específico de matéria-prima, que será succionada por sistema de bombas de vácuo com filtros, passando por tubulações e seguindo até o ponto de abastecimento das máquinas principais.

Plástico Moderno, Maurício Beduschi, Diretor executivo do grupo Tecnos, Periféricos - Fabricantes priorizam mais proximidade com o cliente
Beduschi aposta na oferta de projeto feito sob medida

“Nossas instalações permitem às fábricas operar com estrutura moderna e com softwares de gestão integrados, que indicam quais materiais deverão seguir para quais máquinas, e que podem contar com vários recursos, como sistemas de controle de células de cargas instalados nos próprios silos, centralinas que permitem a mais perfeita distribuição dos materiais para as máquinas, controladores de velocidade para o transporte de grânulos, coletores automáticos de materiais, entre outros equipamentos.”

Com isso, na opinião do diretor Beduschi, as encomendas só aumentam porque a empresa se preocupa em desenvolver os projetos de acordo com as necessidades dos clientes, fornecendo, por exemplo, silos em tamanhos diferenciados para comportar 20 toneladas, 25 toneladas, 30 toneladas ou mais, fugindo às dimensões padrão de mercado.

Além das instalações automatizadas para alimentação, outra grande procura observada na empresa é pelos dosadores gravimétricos. Por proporcionarem alta precisão e o retorno do capital investido em menos de um ano de uso, os gravimétricos são os periféricos de maior demanda atual e os transformadores não hesitam em adquiri-los.

“As indústrias de transformação não protelam mais a compra de gravimétricos porque reconhecem a sua importância para a qualidade e para poder ter um efetivo controle no consumo de matérias-primas com preços mais elevados, sendo que um dos modelos mais requisitados à nossa empresa é para a dosagem específica de masterbatches coloridos, uma das nossas exclusividades, que fabricamos em parceria com a Maguire”, informou o diretor.

Originalidade na engenharia – Tomando por base necessidades apontadas por clientes, a Mecalor desenvolveu um novo sistema para refrigeração de água a ser utilizado em processos industriais de resfriamento de moldes de injeção e de sopro e resfriamento de água para controlar a temperatura do óleo hidráulico. Trata-se de chiller, fabricado em módulo compacto, que ocupa uma pequena área de 1 m2 e tem capacidade para refrigerar 90.000 kcal/hora, podendo atender produções até 400 kg/hora de materiais plastificados.

Considerado mais eficiente energeticamente e projetado para uso do fluido refrigerante R-410A, que não agride a camada de ozônio, o novo conceito livra os usuários de maiores preocupações quanto à necessidade de expandir a produção com o passar do tempo, permitindo a instalação de módulos adicionais.

Plástico Moderno, Periféricos - Fabricantes priorizam mais proximidade com o cliente
Chiller modular gera redução do gasto de energia

Provido de compressor digital autoajustável, o periférico ainda economiza energia, permitindo controlar e ajustar a capacidade de refrigeração para mais ou para menos, entre 10% e 100%. Outras facilidades inerentes ao equipamento são dispensar reservatório de água externo, possuir interface IHM, com controle touchscreen, e bomba independente (Grundfos), alcançando temperatura máxima de água de condensação de 40ºC.

“No Brasil e nem lá fora conhecemos um chiller modular como o nosso. Trata-se de uma inovação muito importante, um desenvolvimento exclusivo de nossa empresa, que sempre está pesquisando inovações tecnológicas que possam promover melhorias nos equipamentos e trazer benefícios para as indústrias que atuam no setor plástico”, comentou Marcelo Zimmaro, gerente de vendas da Mecalor.

“O chiller modular pode ser instalado gradualmente e cada módulo utiliza sua própria bomba de circulação de água (Grundfos) e à medida que os módulos são adicionados as bombas são ligadas em paralelo, sendo que cada módulo também possui dois circuitos de refrigeração independentes, com revezamento automático, o que aumenta a segurança e otimiza a modulação de capacidade”, acrescentou.

Dentro do conceito de modularidade, que permite expansões, a empresa, que acumula experiência de 50 anos na área de refrigeração industrial, também desenvolveu recentemente um periférico para refrigeração de água, posicionado como um forte candidato a substituir as torres de resfriamento.

Trata-se de drycooler modular, que representa, na opinião de Zimmaro, a solução perfeita para as indústrias enfrentarem o problema de escassez mundial de água que pode afetar os processos que exigem a sua presença em estado limpo, evitando incrustações em trocadores de calor.

Concebido em módulos padronizados, cada qual com a capacidade de resfriamento de 100 kW, e com sistema inovador de umidificação, o novo drycooler promove 99% de economia no uso de água, podendo reunir, numa única linha, até dez módulos, somando uma capacidade total de resfriamento de 1.000 kW.

O drycooler modular resfria a água industrial por meio de trocador de calor aletado, operando em circuito fechado. Seu funcionamento prevê o escoamento da água no interior dos tubos, e o ar ambiente, impulsionado por ventiladores, remove e dissipa o calor.

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