Periféricos – Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade

Plástico Moderno, Periféricos - Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade
Novo dosador beneficia extrusão

Tirar proveito da dificuldade. Esse lema foi o ponto de partida para o bom desempenho apontado pela maioria dos fabricantes de máquinas periféricas presentes na exposição. No final das contas, ao optar por instalar em sua fábrica sistemas de dosagem, alimentação, manipuladores e outros equipamentos, o transformador reverte o investimento em redução de custos e ganho de produtividade. Essa relação vantajosa justifica a situação mais confortável alegada pelo setor perante outros segmentos de máquinas direcionadas à indústria do plástico, em momento financeiro de rédeas curtas. Também pesou a favor o fato de o mês de março ter marcado a retomada das vendas, conforme atestaram em coro os expositores da área. A feira teve o condão de acelerar o processo de reaquecimento da demanda.

Plástico Moderno, Daniel Ebel, diretor da Plast-Equip/Rax, Periféricos - Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade
Dosador gravimétrico é sinônimo de repetibilidade de processo, disse Ebel

Veterano no ramo, Daniel Ebel, diretor da Plast-Equip/Rax, realçou e comemorou o fato de seu setor sentir menos os efeitos de tempos críticos. “Somos menos afetados porque o empresário prefere investir em automação, para baixar seus custos.” Segundo ele, as dificuldades nos negócios foram brandas e o mercado reagiu rapidamente.

Plástico Moderno, Ricardo Prado Santos, vice-presidente da Piovan, Periféricos - Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade
Prado considera seu setor menos suscetível a crises econômicas

O gerente-geral da Star Seiki Brasil, Roberto Eiji Kimura, compartilha da mesma opinião. Ele detecta nos empresários de pequeno e médio porte uma necessidade assumida de investir em automação, motivo que os tem impulsionado na direção desse benefício, sinônimo de repetibilidade de processo e melhor qualidade. Como Ebel, Kimura também sentiu poucos reflexos negativos em seus negócios e se mostrou muito satisfeito com o movimento em seu estande. “Espero bom retorno.”

Um dos mais animados, Ricardo Prado Santos, vice-presidente da Piovan, classificou a feira como “superboa”, enfatizou a presença maciça de visitantes estrangeiros, revelou perspectivas de gerar muitos bons negócios baseados nos contatos da exposição, em comum acordo com seus colegas da área. “É verdade, nosso mercado sofre menos em momentos de crise, em razão de o transformador buscar melhoria de processos, de qualidade e de redução de custos. A queda no setor de periféricos certamente é inferior à de máquinas processadoras”, concordou em gênero, grau e número.

Era apenas o segundo dia da exposição e o diretor-comercial da Dal Maschio, José Luiz Galvão Gomes, já festejava a venda de quatro equipamentos, três dos quais para novos clientes. Além de levar em conta o desempenho considerado por ele acima das expectativas, o diretor também exultava com o bom elenco de novos contatos e as perspectivas futuras de negócios a caminho.

Muitas consultas técnicas e cotações, além de pelo menos três vendas fechadas justificaram o bom humor de Dante Casarotti, diretor da Primotécnica, e a sua opinião a respeito da feira, definida em poucas palavras: “Muito boa.” Na avaliação dele, o mercado superou a crise e a tendência é de manter constantes os negócios.

Tudo voltou ao normal também na avaliação de Breno Seibt, diretor da empresa que carrega seu sobrenome. “O faturamento de abril superou os dois meses anteriores somados e os negócios alinhavados na feira foram muito bons, sobretudo para equipamentos de grande porte”, celebrou.

Plástico Moderno, Renato Moretto, presidente italiano da Moretto, Periféricos - Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade
Moretto assegura
70% menos consumo de energia na nova série XD de desumidificação

Outro adjetivo empregado para definir a feira procedeu de uma figura estrangeira, o presidente italiano da Moretto, Renato

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Desumidificador possui rotor especial a peneira molecular

Moretto, presente no estande de seu parceiro, o grupo Tecnos: “Muito especializada, superou as expectativas”, expressou animado. A presença na exposição rendeu à empresa o fechamento de um negócio voltado ao mercado de PET, constituído de um sistema de desumidificação para alimentação e dosagem gravimétrica. “Trata-se de um novo desenvolvimento, de uma blenda de PET com poliamida”, revelou.

Moretto aproveitou para anunciar mudanças na rota de atuação no país: de exportador para fabricante local. A fábrica, de 8 mil m² em Limeira-SP, com início de operação previsto para o próximo semestre, abrigará a marca Moretto/Tecnos. A linha abrange sistemas de desumidificação, dosagem, alimentação monofásica e trifásica, além de moinhos granuladores. A atuação da empresa ainda engloba sistemas de desumidificação e alimentação centralizados.

Para os modelos a ser produzidos no país, Moretto planeja incorporar uma novidade: a tecnologia HoneyComb, traduzida em equipamentos com dupla torre de secagem a peneira molecular na qual a regeneração, explicou o presidente da empresa, ocorre por sistema rotativo. “Trata-se de um projeto novo, mais competitivo, que será lançado no Brasil.”

Na Moretto italiana, 45% da produção diz respeito a sistemas de desumidificação e a nova série brasileira chega para completar o leque de produtos. “A ideia é produzir no Brasil e exportar para toda a América Latina”, informou o presidente italiano. Na linha de moinhos, a fábrica verde-amarela produzirá equipamentos desde 1,5 até 11 kW de potência. Os sistemas de alimentação e dosagem devem acompanhar as linhas disponíveis na matriz.

A atração na feira ficou por conta da nova série XD de desumidificação. Moretto a especifica como equipamentos de alto desempenho e baixo consumo energético – consomem até 70% menos em comparação a um sistema convencional. “Porque opera de maneira proporcional ao consumo requerido pelo processo, ao volume kg/hora”, explicou. Com capacidade até 350 m³/hora, os desumidificadores dispõem de tela do tipo touch screen, com interface homem/máquina.

As opções em sistemas de desumidificação abrangeram diversos estandes da Brasilplast, entre os quais o da tradicional marca Plast-Equip, da Rax, com sua nova linha RD de equipamentos mais compactos – metade do tamanho dos antecessores –, porém mais eficientes. Ebel ainda ressalta no novo projeto a possibilidade de economizar cerca de 15% de energia e reduzir custos na mesma proporção.

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Peneira separa até 6 t/h de pó e de grãos reprovados

A série incorpora diversos tamanhos, com potências desde 5,2 até 25,3 kW e volumes de ar desde 175 até 750 m³/h. Indicado para qualquer resina higroscópica, o periférico pode operar como unidade autônoma ou como central de desumidificação para várias máquinas, materiais ou cores simultaneamente.

Um desumidificador italiano com rotor especial a peneira molecular constituiu a novidade de outra empresa renomada do ramo: a Piovan. O lançamento mundial do fabricante consiste em uma exclusividade, segundo o vice-presidente da Piovan do Brasil, Ricardo Prado Santos. A maior vantagem do produto, disse, fica por conta da economia de energia, mensurada em 50%. Orgulhoso, ele anunciou que o equipamento será produzido no país.

Dosagem precisa – Um projeto elaborado com base nos modelos volumétricos nacionais resultou na nova linha de dosadores gravimétricos lançados pela Rax, que abrem aos usuários dos primeiros a oportunidade de migrar para os últimos. “Quem já opera com o volumétrico pode adaptar o equipamento para gravimétrico, basta adquirir o módulo e o controle; essa é a vantagem de fazer parte da mesma família”, ponderou Ebel. O diferencial do gravimétrico fica por conta de sua habilidade para executar uma autocalibração a cada ciclo de operação, sinônimo de repetibilidade no processo.

Dotada de painel touch screen e com instruções em português, a linha disponibiliza dois modelos, para três ou quatro componentes. Os equipamentos emitem relatórios lote a lote, ou por média de tempo. Ainda são dotados de dispositivo de análise de software, o que evita a interferência do fator vibração durante o funcionamento. A novidade se destina, em especial, aos segmentos de injeção e sopro. 

Representante da americana Maguire, uma das mais populares fabricantes mundiais de dosadores gravimétricos, Ebel assegurou não haver conflito com os produtos Plast-Equip. Ao contrário, uma linha complementa a outra. “Os equipamentos da Maguire abastecem o mercado acima de quatro componentes e de 400 quilos por hora, e de materiais que não sejam granulados, como microesferas, pós etc. A Plast-Equip só atua com os granulados”, explicou.

O diretor também contou que está desenvolvendo o projeto de um software desenhado para permitir a gestão de todos os dosadores gravimétricos instalados na produção do cliente. Não há, porém, definição de prazo para seu lançamento no mercado.

Ainda no campo dos dosadores de fabricação nacional, novidades com tecnologias gravimétrica, volumétrica e de rosca puderam ser conferidas no estande da Piovan. No primeiro caso, a empresa lançou modelo destinado em especial ao mercado de extrusão, com garantia de manter correta a espessura média do filme, tubos ou perfis.

De acordo com Santos, o equipamento controla o peso por metro de material extrudado e garante 30% menos variação comparativamente aos dosadores similares disponíveis no mercado. Como resultado, o transformador ganha com a economia de matérias-primas. O periférico atende desde processos monomateriais até sistemas multicamadas com nove extrusoras.

O modelo volumétrico embute estrutura idêntica à dos gravimétricos, à exceção da célula de carga, informou Santos. Ele ressaltou tratar-se de equipamento preciso e compacto, projetado com tecnologia de dosagem pneumática, para comportar dosagens de até quatro componentes e produções de até 300 kg/hora.

Totalmente modular, a nova série MDP de dosadores de rosca foi projetada para permitir a transferência do equipamento de uma máquina para outra, de acordo com a necessidade do cliente. “É dosador para aplicação de precisão”, disse o vice-presidente da Piovan. Entre as principais características dessa linha, ele mencionou a operação com motorredutores, responsáveis pelo acionamento da rosca dosadora. “Os motorredutores contam com encoders que controlam a posição de grau em grau”, salientou. O produto beneficia, em especial, os segmentos de injeção, extrusão e sopro com exigências de alta precisão e dosagem de até três componentes.

O vice-presidente da Piovan ainda alardeia outra grande novidade introduzida na linha de produção nacional: equipamentos para medição de temperatura na entrada e saída do molde. “Sua precisão é de mais ou menos 0,4ºC e podem ser fornecidos com leitor de vazão direto no painel da máquina”, informou Santos.

A série engloba modelos a óleo, com operação em temperaturas até 260ºC e que podem incorporar, como opcional, bombas de tração magnética (vantajosas por eliminar vazamentos pela ausência de retentores ou gaxetas). Os equipamentos a água atuam com temperaturas até 140ºC.

Santos ainda ressaltou o lançamento do aplicativo Winfactory, projetado pela divisão de softwares da Itália, para a gestão de todos os periféricos da fábrica. “O programa interliga todas as máquinas e controla o processo inteiro, com históricos de alarmes, manutenção, consumo de material e uma série de outros.”

Alimentação reforçada – Os investimentos contemplaram também novos projetos para melhorar o processo de

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Série Mega se diferenciou pela possibilidade de transportar PET

alimentação dos transformadores. Desenhado para ser instalado em injetoras de pequeno porte e produção de peças de engenharia, o novo alimentador trifásico Plast-Equip carrega poucas gramas por ciclo com o propósito de evitar a reabsorção de umidade pela resina. Equipado com painel de comando microprocessado, o alimentador dispõe de capacidade de 10 quilos por hora.

A alimentação de máquinas processadoras de grande porte também conta com novidades, projetada para operações até 3 mil quilos por hora de grãos. A nova série Mega, da Rax, agrega um diferencial: comporta o transporte de flakes de PET, material de densidade mais baixa, de formato irregular e contaminado com pó. Projetado com acumulador de ar comprimido, o equipamento efetua a operação de limpeza a cada ciclo. O fechamento e descarga são pneumáticos. No caso da alimentação de flakes a capacidade é menor, da ordem de 1.500 kg/h.

Produção otimizada – O transformador interessado em melhorar seu processo produtivo também encontrou na feira a oferta de novos equipamentos destinados à fabricação de compostos e de masterbatches. A atração principal no estande da Pallmann consistiu em um micronizador, lançado para atender em especial ao mercado de rotomoldagem.

Desenhado para proceder a uma moagem mais fina, tem o propósito de ser utilizado com masterbatches e compostos. “A micronização do master facilita a incorporação da resina”, informou o gerente-geral da Pallmann do Brasil, Robert Hess. Ele explicou tratar-se de um moinho compacto, com estrutura monobloco (sem pontos de solda ou cantos vivos), sinônimo de manutenção simplificada por facilitar a limpeza a cada troca de cor ou de matéria-prima. A capacidade da linha varia de 450 até 1.200 quilos por hora.

Plástico Moderno, Robert Hess, gerente-geral da Pallmann do Brasil, Periféricos - Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade
Hess indica o novo micronizador em especial para rotomoldagem

O gerente-geral aproveitou a ocasião para destacar outro equipamento, endereçado a um segmento que começa a ganhar corpo no mercado brasileiro, o de compostos termoplásticos reforçados com fibras naturais conhecido como WPC (wood plastic

Plástico Moderno, Walner R. Cavallieri, diretor, Periféricos - Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade
Cavallieri focou investimentos na indústria de concentrados

composite). Trata-se de um aglomerador, gravimétrico no processo de carga, desenvolvido para produzir granulados de composto de resina com madeira. O material dosado passa por uma rosca de transporte e entra na câmara de aglomeração. A linha dispõe de três tamanhos, que abarcam capacidades desde 200 quilos até 2 mil quilos/hora.

Quem passou pelo estande da BGM conferiu várias soluções lançadas com o propósito de atender às atuais necessidades do

mercado, como definiu o diretor Walner R. Cavallieri. As novidades têm como maior foco a indústria de concentrados e, na avaliação dele, esse segmento andava carente de equipamentos de maior porte. Para preencher essa lacuna, ele desenvolveu uma peneira capaz de separar até seis toneladas/hora de pó e grãos fora de especificação, e uma ensacadeira de igual capacidade.

O segmento de laboratório também foi contemplado pela BGM. Direcionados para essa área, a empresa lançou um moinho para mesa e um misturador/homogeneizador. O primeiro, para processar até 10 quilos/hora, assegura operação silenciosa e facilidade de limpeza. O misturador suporta até 500 quilos. Um secador/sugador econômico completou a exposição. O equipamento teve o seu custo reduzido à metade graças a uma mudança de processo. Sua função é absorver a água dos “espaguetes” provenientes das extrusoras.

Manipuladores em alta – Disposto a elevar a produtividade, o transformador tem impulsionado o mercado de robôs, solicitados para incorporar células produtivas e agilizar o processo, ou para sustentar inovações tecnológicas, tais como o sistema de decoração in mold label (dentro do molde), que requer obrigatoriamente o uso de um manipulador pelas altas temperaturas envolvidas. A Wittmann, cujo carro-chefe são os robôs, levou para a Brasilplast ampla linha desses equipamentos, representada em especial no seu último desenvolvimento, a série 8. Os manipuladores, informou o diretor Reinaldo Carmo Milito, embutem aprimoramentos tecnológicos e de informática que tornaram a sua programação melhor.

Outra empresa forte no ramo, a Star Seiki Brasil exibiu o novo modelo CZ 700, desenhado com três eixos servomotorizados, para operar em injetoras de 75 t até 350 t de força de fechamento. De acordo com o gerente-geral, Roberto Eiji Kimura, a empresa optou por fabricar o equipamento na China, em busca de menores custos, mas todo o projeto e a parte eletrônica são japoneses. Na opinião de Kimura, o modelo CZ 700 consiste na melhor relação custo/benefício para o mercado brasileiro, um dos principais objetivos do lançamento, voltado para suprir às necessidades de pequenas e médias empresas.

Plástico Moderno, Roberto Eiji Kimura, gerente-geral, Periféricos - Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade
Kimura ressaltou a liberdade de programação do modelo GX 700

Para operações mais complexas, a empresa mantém a opção de equipamento fabricado no Japão. A propósito, veio de lá a outra novidade, o GX 700, modelo equipado com o novo controlador Stec 380. “É livremente programável”, ressaltou Kimura. O gerente-geral indica o produto para processos complicados, como as aplicações de insertos metálicos dentro do molde, ou de rótulos decorativos igualmente no interior do molde.

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Robô orbital da Dal Maschio embute diversos recursos

O manipulador faz a retirada simultânea das peças e, considerando a garra e a massa da peça extraída da máquina, chega a pesar no máximo cinco quilos. “Dispõe de três eixos, mas pode executar movimentos até cinco eixos”, explicou. Kimura ainda destacou que o robô possui controle de produção e avisos de manutenção na tela, entre outras características.

Na Dal Maschio, a atração no estande consistiu em um robô orbital dotado de cinco eixos para pintura de peças plásticas. O manipulador, produzido pela CMA, empresa italiana representada pela DM, foi projetado especificamente para tal aplicação e para ser programado pelo pintor da fábrica. “Seu uso é muito simples e possui diversos recursos para facilitar o processo”, elogiou o diretor-comercial José Luiz Galvão Gomes.

Plástico Moderno,Roberto Guarnieri, gerente da Furnax, Periféricos - Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade
Guarnieri revelou a intenção de fornecer o sistema completo

Ele aposta nos avanços da tecnologia in mold label e da robótica no país. Além do disposto em seu estande, ele espalhou outros onze robôs pela feira, estrategicamente instalados em parceiros

fabricantes de máquinas, um deles fazendo a aplicação de rótulos e a extração de peças decoradas dentro do molde. “Recebemos várias consultas para o sistema”, festejou Gomes.

Esse processo também foi um dos focos e a novidade do grupo Furnax, cujo objetivo é fornecer a

Plástico Moderno, Periféricos - Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade
Precisão do registro é de 99% na aplicação de rótulos com cinco lados

célula produtiva completa: injetora, robô e molde. O grupo conta com a parceria da Wetec, de Taiwan, para o fornecimento do manipulador, projetado especificamente para operações in mold label. Segundo o gerente da Furnax, Roberto Guarnieri, o diferencial do sistema lançado na feira consiste na aplicação de rótulo com cinco lados e operação simultânea de aplicação do rótulo e extração da peça. “A precisão de registro chega a 99%, ou seja, um índice de rejeição de apenas 1%”, assegurou. Ele atribui a alta precisão ao servomotor do equipamento.

Reciclar mais e melhor – Imprescindíveis na revalorização de rejeitos industriais, ou no reaproveitamento de peças pós-uso, os moinhos e trituradores ocuparam boa parte da exposição e das novidades. A Mecanofar lançou o modelo MTF 600, um

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Modelo MTF 600 destina-se à trituração de peças grandes

triturador de maior porte, mas de custo inferior.

O equipamento, com motorização desde 15 c.v até 40 c.v., destina-se à trituração de peças de grandes volumes, porém com paredes de espessuras finas. O limite de operação é de 600 mm por 400 mm. O coordenador de vendas Márcio Brambatti informou que o modelo permite a operação em centrais de moagem.

Tradicional fabricante de moinhos, a Rone aproveitou a ocasião para destacar a sua linha C, compreendida por equipamentos de alta produção e alta rotação, porém de baixo nível de ruídos. Também divulgou com maior ênfase os modelos de baixa rotação, aqueles de menor porte destinados à operação ao lado das máquinas de processo. O diretor Ronaldo Cerri reforçou na Brasilplast o seu propósito de perseguir níveis cada vez menores de emissão de ruídos. “Nossa média, hoje, fica entre 75 e 80 decibéis, inferior às exigências da norma técnica, que estipula um máximo de 85 decibéis”, disse.

Renomada empresa do sul do país, a Seibt também compareceu com novidades. Lançou o triturador de pastilhas TPS 800, projetado para processar borras. “Em vez de facas, opera com pastilhas que corroem o material. A máquina funciona com rotação mais baixa e permite triturar borras de grandes volumes”, explicou o diretor Breno Seibt. A capacidade do equipamento atinge a média de 700 kg até mil quilos por hora.

Plástico Moderno, Breno Seibt, diretor, Periféricos - Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade
Seibt projetou o triturador com pastilhas para processar borras

Um moinho convencional, de facas, compreendeu o outro lançamento. Projetado para moer peças de grandes volumes sem corte prévio, como bombonas de 200 litros, o modelo MGHS 1000 B assegura altíssima produção, na avaliação do diretor. “Até quatro toneladas por hora, de acordo com a granulometria especificada para o material”, informou.

Um equipamento especialmente projetado para reciclar pneus, o modelo PMSP 400 atraiu a atenção para o estande da Primotécnica. “O usuário pode colocar a peça inteira no moinho”, disse o diretor Dante Casarotti. Para tal proeza, o periférico conta com 56 facas e dois motores, cada um com 200 HPs. Capacitado a processar até 12 toneladas por hora, também pode moer peças volumosas de plástico.

Plástico Moderno, Dante Casarotti, diretor, Periféricos - Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade
Casarotti realçou a possibilidade de moer também peças volumosas

O mercado de termoformagem é o principal favorecido com a novidade estampada na Tria, o modelo TR 105-25, indicado para operação em linha com os equipamentos processadores no reaproveitamento de lâminas termoformadas. Em fase final de nacionalização, o moinho dispõe de sistema de tracionamento para levar o produto processado até a câmara de moagem. Com capacidade produtiva entre 200 e 250 quilos por hora, pode ser adquirido em versões com ou sem boxe acústico e retirada do material moído por sucção.

Plástico Moderno, Tiago Furlan Antognoli, responsável pelas vendas na América Latina, Periféricos - Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade
Antognoli sugere o uso do novo moinho na linha de termoformagem

Representante da empresa alemã Weima, a Tria também apresentou equipamentos para recuperação de borras e de grandes quantidades de material plástico daquela fabricante. O modelo destacado, o WLK 65, atende produções médias de 500 quilos/hora. De acordo com Tiago Furlan Antognoli, responsável pelas vendas na América Latina, o equipamento efetua a trituração de quaisquer tipos de peças plásticas volumosas e pesadas, sem corte prévio. Antognoli comemorou e anunciou que o mercado já pode contar com linhas de crédito do Finame. A empresa conseguiu a liberação para as séries BLT 2015, JM 32-20 e a JM 42-20. Aos interessados, basta procurar por ele.

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