Periféricos – Busca por produtividade sustenta várias novidades em equipamentos para promover maior automação

O mercado de rotulagem dentro do molde ou in mold labeling (IML) ainda tem muito espaço para crescer e potencial no Brasil. Talvez, por isso, a tecnologia foi um dos destaques da Brasilplast, ao lado dos manipuladores e de outros equipamentos dedicados à automação das linhas de produção. Na mostra, realizada de 7 a 11 de maio no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, empresas do setor demonstraram o uso de IML na prática.

Plástico Moderno, Reinaldo Carmo Milito, diretor-geral da Wittmann no Brasil, Periféricos - Busca por produtividade sustenta várias novidades em equipamentos para promover maior automação
Milito comemora expressiva venda de equipamentos

Esse foi o caso da austríaca Wittmann que, em parceria com a Arburg, fabricante alemã de injetoras, apresentou sistema completo de moldagem de embalagem de parede fina com IML.

A linha, exposta no estande da Arburg em injetora de 200 toneladas de força de fechamento, produziu pote pesando 12,5 gramas com paredes de 0,5 mm de espessura, em molde de quatro cavidades. Tanto a automação quanto o molde foram fornecidos pela Wittmann.

O manipulador aplicou o rótulo no lado fixo do molde, retirou os produtos injetados do lado móvel e os empilhou na área de depósito. “Tudo em aproximadamente quatro segundos”, diz o diretor-geral da Wittmann no Brasil, Reinaldo Carmo Milito.

De acordo com Milito, a parceria entre as duas empresas permitirá fornecer sistemas completos com IML, desde o projeto do molde à injetora, e já foi destaque nas feiras K e Fakuma, ambas na Alemanha, e no Open House da Wittmann, na Áustria. “A Brasilplast desse ano foi a melhor de todas as feiras que participamos no Brasil. A qualidade das visitas foi excelente e, para grande surpresa, efetuamos expressiva venda de equipamentos.”

O IML é mais empregado no processo de injeção, em virtude dos volumes produzidos, mas também pode ser aplicado em peças sopradas. De olho nesse mercado, com grande potencial de crescimento, no ano passado, a Wittmann adquiriu a empresa francesa Regad, especializada na fabricação de moldes para a injeção de peças de paredes finas.

As novidades da série 7 de robôs também foram evidenciadas no estande da empresa, com a exposição do modelo W 721 CS3 com tech box e nova tela touch screen. O equipamento possui sistema de controle com programação flexível em forma de controle remoto CNC 6.2 e tem como opcional o comando R-7. “Com esse sistema, é possível programar livremente os comandos de movimentos, as funções lógicas e de interface entre a máquina e periféricos.” Possui capacidade de carga de até 10 kg e se adequa a injetoras de até 400 toneladas de força de fechamento.

O equipamento conta com três servomotores que permitem movimentos coordenados e de alta velocidade. O eixo vertical foi projetado para altas velocidades e movimentação livre de vibração. “Tais características proporcionam menor tempo de remoção dentro do molde.” O principal destaque, no entanto, ficou por conta da redução de custo. “Garante ao cliente um custo 20% menor se comparado às versões anteriores de robôs”, afirma Milito.

Expansão – Segundo estimativas do diretor da Wittmann, o volume de vendas da empresa deverá crescer mais de 35% em 2007. “O mais importante é que o número de novos clientes tem aumentado significativamente.” Os resultados comerciais de 2006 ficaram abaixo das metas, porém o ano superou as previsões em relação à abertura de novos clientes, o que gerou expectativa de bons negócios a curto, médio e longo prazos.

Os números representam uma tendência do mercado de plásticos, que investe cada vez mais em automação. Outras empresas do setor também registraram aumento nas vendas e projetam metas otimistas para 2007, como a italiana Dal Maschio, com fábrica em Diadema-SP; a Star Seiki, de São Paulo; e a Sunnyvale, representante da japonesa Harmo.

Os manipuladores representam em torno de 70% das vendas da Wittmann no Brasil, sendo também o principal segmento mundial da companhia. Em 2006, as vendas globais superaram 3 mil unidades de diversos modelos. A empresa também fabrica outros periféricos, como controladores de temperatura, desumidificadores, rotâmetros e moinhos de fresa, que foram expostos na feira.

Milito credita o crescimento do mercado de robôs a alguns fatores básicos. Segundo ele, os tradicionais clientes estão comprando em decorrência do aumento de suas produções. Os que ainda não são usuários começam a se interessar pelo assunto, de olho nas vantagens da automação em face da pressão exercida por seus clientes na busca de melhores preços e qualidade.

O câmbio também influenciou. “Ao mesmo tempo em que a queda do dólar prejudica alguns setores da economia, outros são beneficiados, tendo como decorrência um aumento de suas produções, o que estimula novos investimentos em modernização e bens de produção.” Entre os segmentos que mais se destacam estão: autopeças, eletroeletrônicos, linha branca e embalagens para cosméticos.

O diretor da Dal Maschio do Brasil, José Luiz Galvão Gomes, também ressalta o aquecimento do mercado local. “As vendas do primeiro semestre estão 40% acima das médias tradicionais.” Entre os fatores, o executivo destaca a necessidade de o transformador brasileiro melhorar a competitividade perante os produtos importados, com preços favorecidos pelo câmbio. “A indústria de bens duráveis, como os fabricantes de autopeças e de eletrodomésticos, onde se posicionam os nossos principais clientes, está muito aquecida e demandando ampliações de capacidade instalada.”

Na Brasilplast, a Dal Maschio demonstrou os manipuladores da nova série PL, além de célula para a produção de potes injetados em ciclo rápido e IML, com robô de entrada lateral modelo Snap. As tecnologias foram apresentadas em estande próprio e em parceria com fabricantes de injetoras.

Plástico Moderno, José Luiz Galvão Gomes, diretor da Dal Maschio do Brasil, Periféricos - Busca por produtividade sustenta várias novidades em equipamentos para promover maior automação
Gomes: setor aquecido rendeu bons negócios na feira e contatos futuros

Desenvolvidos para ciclos ultra-rápidos, os manipuladores Snap se destinam à extração automática de peças, montagem de insertos e aplicação de IML.

De fabricação nacional, a nova Série PL atende às injetoras de até 3 mil toneladas de força de fechamento. “Garante total flexibilidade de programação, característica imprescindível nos dias atuais, além de facilidade de manuseio, altas velocidades de operação e mecânica robusta e de longa vida útil”, afirma Gomes.

De acordo com o fabricante, a linha possui de três a cinco eixos servomotorizados, garantindo movimentação livre e simultânea; deslizamento sobre patins de recirculação de esferas de jogo zero; transmissão de movimentos com cintas de poliuretano (PU), com trama de aço interna; saídas pneumáticas para comando de pinças e cilindros nas garras, e liberdade de escolha dos comprimentos de cada eixo. Gomes ressaltou ainda os bons resultados da feira. “Vendemos dez equipamentos e prospectamos diversos negócios.”

Made in Japan – Há um ano, a Sunnyvale representa os manipuladores da japonesa Harmo. “A Brasilplast é uma excelente oportunidade para divulgarmos a nova representada”, afirma o gerente de engenharia e desenvolvimento, Domingos A. Mancinelli Jr. Entre as principais características da série HRX, ele cita o controle livremente programável: “Permite a execução de várias programações sem custo adicional, garantindo maior autonomia para o transformador.”

Além da interface com a máquina, o robô da Harmo permite comunicação com os demais periféricos, como as esteiras transportadoras. Na Brasilplast foram expostos dois modelos: o HRX-80Sf, montado na injetora alemã Dr. Boy de 35 toneladas, e o HRX-150Sf, que escrevia texto de boas-vindas aos visitantes da feira em um quadro branco. De acordo com Márcio Urakawa, do departamento de vendas, a linha HRX é composta por servorrobôs de alta confiabilidade e baixíssima manutenção, com três a cinco eixos, com ou sem braços telescópicos.

Há ainda três tipos de controladores da Harmo: o HRS-200, compacto, com interface touch panel, paletização e operação intuitiva; o Falcon, com monitoração de sinais, USB, tela de ajuda, memória para cem moldes, dados agrupados de injeção e senhas; e o i-Controller (controlador inteligente) sob a plataforma Windows XP. “Possibilita livre programação pelo próprio usuário, customização da tela e controle de outros periféricos da Harmo, entre outras funções.” As linhas se adequam a injetoras de 40 a 1.000 t de força de fechamento.

A Star Seiki Brasil, de São Paulo, também apresentou sua linha de robôs. A empresa, subsidiária da Star Seiki Japão e da Yudo Star Coréia, tem mais de 800 unidades instaladas no Brasil. Entre os produtos, destacou os sistemas de insertos e para IML.

O lançamento ficou por conta do modelo GX – 700 IV. “Operou em injetora Toshiba, totalmente elétrica de 75 t de força de fechamento”, diz o gerente-geral Roberto Eiji Kimura. O sistema produziu display de celular em molde de duas cavidades e canal. A peça, de 0,6 mm de espessura, seguia para dispositivo automático de corte de canal desenvolvido pela Star Seiki.

De acordo com o fabricante, o modelo possui os três eixos com servomotores eletrônicos que garantem precisão de 0,1 mm. “A interface homem/máquina, gráfica é amigável, tem display colorido de 4,8” em português.” A linha conta ainda com função de empilhamento nos três eixos, capacidade de memorização de parâmetros para 999 moldes e retirada de peças até 5 kg.

Outros destaques foram os modelos EX-800 Hibrido e SP-800 F IV. O primeiro conta com dois eixos pneumáticos e um eixo servomotorizado, controlador gráfico e capacidade de memorização de parâmetros de 40 moldes, além de retirada de peças injetadas até 2 kg. O robô SP-800 F IV dispõe de dois eixos pneumáticos e controlador para memorização de parâmetros de 15 moldes e retirada de canal de injeção ou peças injetadas até 1 kg. Além dos manipuladores expostos no estande, a Star Seiki automatizou injetoras da Sandretto e Nissei.

Na avaliação de Kimura, o mercado deverá crescer entre 10% e 20% em 2007. “As empresas de médio porte estão começando a despertar para a necessidade de automatizar o processo. A queda do dólar, evidentemente, também nos favorece, uma vez que todos os equipamentos são importados.” Uma prova disso foi o resultado da Brasilplast. “Surgiram novos projetos, principalmente por parte dos transformadores com 10 a 50 injetoras instaladas.”

 

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