Os Plásticos e a Economia Circular – Plastivida

Estudos mostram que somente 22% dos municípios brasileiros contam com algum tipo de coleta seletiva

Para começarmos a falar sobre Economia Circular, poucos sabem, mas nos dias de hoje, seria necessário um planeta e meio para produzir, absorver e regenerar tudo o que a população mundial consome, de qualquer tipo de produto, ou seja, há escassez de recursos.

Vivemos um cenário de geração desenfreada de CO2 de uma maneira geral, o que impacta diretamente a questão climática e, além disso, a geração de resíduos sólidos urbanos vem num crescente em todo o mundo.

Estudos mostram que somente 22% dos municípios brasileiros contam com algum tipo de coleta seletiva.

Aumentar essa porcentagem é urgente para que a coleta de todo tipo de resíduo reciclável seja ampliada e que esses materiais possam voltar ao ciclo virtuoso da Economia Circular, incluindo os plásticos, que são materiais 100% recicláveis.

Quando a sociedade se depara com a presença do plástico na natureza, descartado incorretamente, a primeira solução para a qual aponta é a do banimento.

Tendem a achar quer o mundo sem plástico seria um mundo sem lixo. Ledo engano.

Plástico Moderno -
Miguel Bahiense é graduado em Engª Química (UFRJ)

O mundo sem plástico levaria a uma sociedade privada de uma série de benefícios como higiene, praticidade, economia e saúde.

As embalagens plásticas, por exemplo, conservam os alimentos por mais tempo, permite que cheguem mais longe e com a mesma qualidade de quando foram embalados. No agronegócio, os plásticos conferem produtividade, economia, menor necessidade do uso de defensivos e melhor qualidade dos alimentos.

Na medicina, um simples curativo descartável pode salvar uma vida, sem falar nas aplicações mais elaboradas que vão desde as embalagens de soro e sangue, cânulas, até órgãos artificiais, entre outras.

Nos transportes, os plásticos conferem leveza e desempenho aos veículos, contribuindo na segurança dos ocupantes, assim como na redução das emissões de CO2.

São muitos os exemplos dos benefícios dos plásticos à sustentabilidade. O banimento, por sua vez, não agrega benefício algum. Não educa, não promove a mudança no hábito das pessoas no que diz respeito ao consumo responsável e ao descarte correto.

Não sensibiliza os estabelecimentos comerciais a separarem os resíduos para a reciclagem, fechando o ciclo da circularidade. Não incentiva o poder público a ampliar a capilaridade dos serviços de coleta seletiva para que os recicláveis cheguem às cooperativas e recicladoras.

Não impede que o mercado gere produtos similares aos plásticos para a mesma aplicação, que nem sempre terão a mesma qualidade e nem sempre serão recicláveis. Enfim, o banimento só priva a população de produtos desenvolvidos para promover bem-estar, saúde e segurança.

Não há dúvida que o aumento da coleta seletiva e da reciclagem dos plásticos passa pela evolução do design. Cada vez mais encontramos no mercado as embalagens desenvolvidas com a tecnologia necessária para manter o produto embalado em perfeita qualidade, mas também para ser prontamente coletada e devolvida à cadeia de valor após ser utilizada.

Para que a Economia Circular avance efetivamente, é necessário o engajamento da sociedade como um todo. Sem o uso responsável, descarte correto, capacitação dos catadores e das cooperativas e gestão municipal dos resíduos, a reciclagem não acontece.

A indústria brasileira de reciclagem de plásticos sempre atuou com ociosidade acima de 30% por falta de material a ser reciclado. Isso sem falar nas possibilidades de reutilização, que também fazem parte do conceito de Economia Circular.

Nossa função é dialogar com os atores da sociedade, a partir de informações técnicas e científicas que reunimos, para que cada vez mais a questão da importância dos plásticos no desenvolvimento sustentável seja compreendida, assim como para que a atuação de cada um desses atores seja constante e complementar, com vistas a Economia Circular de forma efetiva.

Plástico Moderno -

PLASTIVIDA

Plastivida – Desde a sua invenção, os plásticos são um avanço para a sociedade.

Mas além das suas funções e vantagens inquestionáveis, estamos aqui para iniciar uma nova fase da relação dos plásticos com a sociedade. Uma relação mais racional no consumo e mais responsável no descarte; para o nosso bem e o bem do planeta.

Mais informações: http://www.plastivida.org.br/


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